Geral
Anônimo

Anônimo

É um fenômeno que acontece em regiões próximas aos polos da Terra, como na Noruega, Finlândia, Dinamarca, Suécia e claro, nos Pólos Norte e Sul. 

Sol da meia-noite observado de Nordkapp, Noruega.


O evento ocorre no verão, quando, devido à inclinação rotacional da Terra, os raios do sol nunca deixam de brilhar na região. 

Imagem: Edukabr

Na Antártida  por exemplo, o sol não se põe durante seis meses e essa é a época mais segura para quem quer visitar o lugar. Além de ser menos congelante, o sol constante faz com que todos os vampiros da região migrem para outros locais, ou fiquem o tempo todo enfurnados em seus caixões.

Foto tirada na Antártida às 00:58h por Solly Boussidan - nenhum vampiro.

Colaborou Andrea Vaz
Encontre o vídeo oculto no post e veja o que acontece com um vampiro de verdade quando é exposto ao sol. Encontre também outro link oculto e saiba a origem da lenda(???) dos vampiros.

Terror
Caio Abreu

Caio Abreu

Essa lenda é tão remota quanto a própria existência humana. A essência do vampiro como um monstro sugador de energia vital foi uma das primeiras manifestações culturais diante do desconhecido: as doenças. Nos primórdios, ninguém tinha esse conceito de "doença". O corpo humano e sua complexidade eram absolutamente ignorados. Quando alguém começava a passar mal logo creditavam o fato a algo sobrenatural. Então surgiu a ideia de seres que se alimentavam da energia dos vivos, deixando-os naquele estado torpe até, talvez, levando à morte.

Essa crença popular tem registro em culturas antiquíssimas como a mesopotâmica, a grega, a suméria, a babilônica, a asteca, a africana, a hebraica e muitas outras. Sendo o sangue o símbolo da vida, muitas acreditavam que os seres se alimentavam dele. Apesar da terem aparência variável nos mais diversos folclores, foi nos vilarejos da Europa central que eles começaram a se parecer mais com os vampiros de hoje. E serem documentados também. Espalhou-se por ali que os corpos de suicidas, excomungados ou não-batizados, quando a noite caía, levantavam do túmulo e voltavam para sugar o sangue de seus parentes (que se tornavam vampiros também) e depois voltavam para o cemitério na forma de morcegos. Isso gerou uma onda de pânico que resultou no assassinato de muitas pessoas por crer-se serem vampiras. Acontece que algumas das doenças que atacaram a Europa no séc XVIII, hoje conhecidas e desmestificadas, têm sintomas próximos aos relatos de vampirismo:

Catalepsia: todos os sentidos vitais do corpo se tornam quase imperceptíveis e a pessoa, consciente, fica imóvel, sendo muito comum o diagnóstico de óbito. Porém, a pessoa desperta do estado após um tempo, podendo ser confundida com um morto-vivo; (leia mais sobre isso em nosso post sobre a existência de zumbis)

Porfíria: doença sanguínea hereditária que tem como sintomas palidez, sensibilidade a luz solar e esticamento da pele ao redor dos lábios e gengiva, deixando os dentes mais saltados.
(veja a foto de uma criança com porfíria. Se tiver estômago forte, veja a foto de um homem com a mesma doença em estado avançado.)

RAIVA: 7 vezes mais comum em homens (vampiros geralmente são homens), gera hipersensibilidade a estímulos como odor (alho), água (água corrente, benta ou não), luz (sol), insônia e tendência a vaguear (hábitos noturnos), libido aguçada (sensualidade) e ataques de agressividade (quando mordidas são comuns).

A raiva ainda tem como característica ser transmitida por animais contaminados, o que pode ter creditado aos vampiros a capacidade de metamorfose. E, ainda por falta de conhecimento, eles se "certificavam" que a pessoa era um vampiro quando encontravam o corpo do cadáver com sangue fresco saindo pela boca. Hoje é sabido que, mesmo após a morte, a putrefação acaba expelindo o sangue. Além do agravante da raiva deixar o sangue liquefeito por um bom tempo após o óbito. E terras úmidas e frias (como as da Europa central) preservam melhor os cadáveres, mantendo-os mais tempo que o comum.

Ainda há a crença judaico-cristã, que defende que o primeiro vampiro foi um personagem bíblico bem conhecido: Caim. Após matar o irmão e não se arrepender, ele teria sido amaldiçoado e se tornado o primeiro vampiro da história.

O termo "vampiro", aliás, apareceu só no século XVIII na França, como "vampire", num documento que registra casos vampirísticos. A origem da palavra é muito questionada. Pode vir do russo upir, do húngaro vampir ou ainda do turco uber.

Mas o ponto decisivo para a concepção do vampiro atual foi o famoso livro Drácula, de Bram Stoker, lançado em 1897. Inspirado no crudelíssimo príncipe Vlad Tepes Dracul, que governou a Valáquia (atual Romênia) na metade do século XV, o escritor misturou fatos históricos com várias crenças populares (tanto que, no livro, o vampiro vira lobo), aterrorizou gerações e perpetuou a imagem do vampiro nobre, sedutor e misterioso.

As diversas manifestações que se seguiram foram creditando outras características ao monstro até ele virar o que é hoje: o personagem mais popular em livros, filmes, seriados e jogos. Sedutor, infantil, selvagem, cruel e até mesmo brilhante à luz do sol.

Terror
Hugo Condoriano Tric

Hugo Condoriano Tric

Foi uma nobre húngara chamada Erzsébet Báthory (aportuguesado para Elizabeth ou Isabel) que é suspeita de ter torturado e matado com requintes de crueldade mais de 650 pessoas. Nasceu em 7 de agosto de 1560, na Hungria, em uma das famílias mais abastadas da época. Elizabeth foi criada em um castelo da família, usufruindo de uma educação privilegiada. Foi alfabetizada em húngaro, latim e alemão numa época que era comum analfabetismo até mesmo entre os nobres. Era muito bonita e sofria de ataques epiléticos na infância, que logo cessaram. Prometida desde os 11 anos, casou-se aos 15 com o conde Ferenc Nádasdy, foi uma boa mãe para seus 3 filhos e posteriormente ganhou a alcunha de Condessa de Sangue. ~arrepios~

A família Báthory já contava com alguns registros de sadismo e outras disfunções mentais, resultado de inúmeras relações incestuosas, mas nenhum chegou aos pés do sadismo e loucura de Elizabeth.  Embora muitas evidências culpem a Condessa pelos assassinatos e torturas, algumas coisas podem ser boato. Mas, a essa altura do campeonato, quem se importa? Vamos contar mesmo assim! \o/

Seu marido era militar, o que conferia a ele muitas viagens. Sozinha num castelo que significava praticamente o governo de um terço da Hungria, a Condessa passou a exercitar cada vez mais sua loucura. Na época, era normal maltratar os servos, mas os atos de Elizabeth foram considerados atrozes até pelos seus contemporâneos. Punia os empregados com surras extremas, alfinetes sob as unhas e outras partes sensíveis, remoção de dedos e até chegava a colocar o empregado na área externa, nu, no gelo, e o banhava com água gelada até a morte. Qualquer um que infrigisse as normas da casa (que incluiam nunca deixar cair nada) sofria. Ás vezes ela mesma quebrava uma regra só para poder culpar e torturar. Dizem que, certa vez, com as próprias mãos, ela abriu a boca de uma serva até os cantos da boca rasgarem. Mas o marido acabou descobrindo. O que ele fez? Ajudou. Ele a ensinou a embeber um servo em mel e deixa-lo ser devorado vivo por insetos. Casal legal, só que ao contrário.

Ficou viúva em 1604, o que agravou seu quadro de insanidade. Suas torturas ficaram piores. Muito piores. Sem o marido, ela arrumou cúmplices, entre eles um demente mental chamado Ficzko, que escondia os cadáveres e auxiliava na manipulação das máquinas de tortura. Lembrando que suas vítimas permaneciam vivas durante os atos, vamos listar as preferidas da Condessa:

- remover os intestinos lentamente;

- arrancar a pele;

- fazer enxertos de pedaços de cadáveres no corpo da vítima;

- atravessar o corpo deles com lâminas;

- castrar;

- queimar genitálias com tochas;

- mergulhar rostos em óleo fervendo;

- esmagar cabeças;

- costurar bocas e narizes;

- matar de fome;

- usar uma máquina hidráulica para esmagar a pessoa e se banhar nos fluídos restantes.

Isso certamente não lhe creditaria o título de Miss Simpatia, mas ainda não chegamos ao fato que lhe rendeu o apelido. Corria o boato de que, ao espancar uma empregada até a morte, o sangue da jovem escorreu na mão de Elizabeth. Ao limpar, ela achou que sua mão estava mais jovem. Então teve a idéia: construiu, no calabouço do castelo, uma gaiola suspensa que, ao invés de barras, tinha lâminas. Ela prendia alguma jovem virgem na gaiola, se sentava abaixo e ordenava que, com uma lança, Ficzko furasse a menina. Ou pela lança ou pelas lâminas, a vítima se cortava e o sangue escorria sobre o corpo da condessa, que acreditava manter assim sua beleza e juventude eternas.

Acredita-se que o declínio de Elizabeth deu-se por conta de uma parceria com a viúva Erzsi Majorova, que convenceu-a a matar virgens nobres e beber seu sangue. De empregados ninguém sentia falta, mas de nobres sim. E a casa caiu. As investigações começaram em 1610 e ela foi presa no final do mesmo ano. Não foram encontradas provas concretas dos assassinatos ou das torturas (lembremos que a ciência era muito limitada), somente testemunhos e o diário de Elizabeth, que continha mais de 650 nomes de supostas vítimas na letra da proprietária. Os cúmplices foram condenados: Ficzko foi decapitado, Erzsi teve seus dedos amputados e foi jogada viva numa fogueira. A condessa Báthory foi condenada a cárcere perpétuo em seu próprio quarto, com portas e janelas vedadas. Seu corpo foi encontrado três anos depois, rodeado de pratos de comida intactos.  

O então rei húngaro Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais, sendo que sua história só foi reavivada cem anos mais tarde, quando os documentos do julgamento foram descobertos. A história da Condessa de Sangue fomentou também a crença nos vampiros.


Em 2008 a cineasta Juraj Jakubisko lançou o longa A Condessa, contando a história de Báthory. Veja o trailer: