Geral
Roberta Albuquerque

Roberta Albuquerque

Hoje em dia eles não são só femininos, mas de 1953 a 1979, eram comuns homenagens às mães, esposas e filhas dos meteorologistas.

Antigamente, os furacões eram nomeados de acordo com o santo do dia na região em que eles se formaram na Terra. Depois, um sistema confuso de nomeação foi implementado com base nas posições de latitude e longitude da tempestade. Mas a ideia não pegou. Os nomes ficavam muito complicados e isso dificultava a comunicação entre as estações meteorológicas.

Em 1953, as tormentas passaram a ser denominadas com nomes femininos e fáceis de serem escritos e falados. Tudo para facilitar a troca de informações detalhadas sobre as tempestades. Muitas vezes, os meteorologistas homenageavam entes queridos do sexo feminino, dando seus nomes aos furacões.

Mas a partir de 1979, os nomes masculinos também começaram a ser utilizados e a escolha passou a ser feita através da votação de um comitê internacional.

Desde então, quando os ventos de um furacão atingem 62 km/h, eles são nomeados oficialmente pela WMO (Organização Meteorológica Mundial, na sigla em inglês). O batismo é feito de acordo com seis listas de 21 nomes, metade masculinos e metade femininos, um para cada letra do alfabeto - exceto Q, U, X, Y e Z, porque há poucas opções. DESAFIO: Cite nos comentários nomes com essas letras excluídas. 

As seis listas são mantidas em constante rotação. Por exemplo, a lista de nomes de 2008 será usada novamente em 2014 e assim por diante. Quando uma tormenta causa danos especialmente devastadores, é feita uma votação para que o seu nome seja banido para sempre e substituído por outro “inédito”, assim como o Katrina, em 2005. 

Desde que este sistema foi implantado, mais de 60 nomes já foram retirados da lista.

Geral
Anônimo

Anônimo

Pode ser esperma de bactéria, ozônio ou as duas coisas juntas.

Aquilo que nós apelidamos carinhosamente de “cheiro de chuva” vem de uma substância química chamada de geosmina, que quer dizer “perfume da terra” em grego. Ela é encontrada num tipo específico de bactéria do solo, a Streptomyces coelicolor.

As bactérias geram células reprodutoras quando estão secas e, quando chove, essas células (chamadas também de esporos) se espalham pelo ar. Pois é, é como se os espermas dessa bactéria saíssem voando por aí.

Os ventos fortes das chuvas carregam o cheiro desses esporos, fazendo com que eles cheguem em alguns lugares primeiro do que a tempestade. Por isso conseguimos sentir aquele cheirinho de chuva antes mesmo de começar a chover onde estamos.

Esse odor característico da chuva têm um nome: petricor – uma combinação das palavras gregas “pedra” e “fluido eterno”. Ele não é tão forte assim nas cidades grandes, porque há menos geosmina presente. O cheirinho da chuva é bem mais perceptível e gostoso na fazenda ou em outros lugares com bastante natureza em volta.

Tá sentindo o cheirinho daí?

Antes da chuva começar, outro cheiro que podemos notar também é do ozônio. O ozônio se forma a partir de cargas elétricas de relâmpagos, por exemplo. Ele libera um odor metálico, que é carregado pela corrente de ar, anunciando a tempestade.

Conseguimos perceber isso tudo também porque a mudança na pressão da atmosfera e na umidade do ar afeta o nosso olfato. Quando a pressão é maior e está mais úmido, o olfato tende a ficar mais aguçado. Podemos identificar que o clima está mais úmido (e até prever que vai chover), porque o cheiro de tudo fica mais intenso.

É possível sentir os dois aromas ao mesmo tempo: do petricor e do ozônio antes de começar a chover. Só que ainda não inventaram um nome para a mistura dos dois. Que nome você daria?