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6 empresas que colaboraram diretamente com os nazistas

Muitas empresas lucram com a guerra e algumas delas fizeram dela o seu trampolim para o crescimento.

Existem centenas de outras marcas – conhecidas ou não – que colaboraram de alguma forma com o Terceiro Reich, mas nem todas de forma tão direta quanto essas.

1. Kodak


Imagem: Viktor Nagornyy (Flickr)

Além de usar escravos dos campos de concentração em sua filial alemã a Kodak fez grandes negócios com o governo nazista, como a fabricação de gatilhos, detonadores e outros equipamentos militares.

A Kodak também demitiu todos os seus funcionários judeus que trabalhavam no país a pedido de Wilhelm Keppler, um dos principais assessores econômicos de Hitler e que tinha forte influência na empresa. Na época Keppler até tinha o apelido de “Homem Kodak”.

2. Hugo Boss


Imagem: Site oficial da marca.

A marca era apenas uma empresa familiar, uma das muitas que fabricava uniformes para carteiros na alemanha, até que o próprio Hugo Boss se filiou ao Partido Nazista em 1931 e dois anos mais tarde, passou a produzir as fardas da SS, das tropas de assalto da SA e da Juventude Hitlerista.

Os negócios estavam indo tão bem com o governo de Hitler que Boss “teve” que usar o trabalho escravo de campos de concentração da Polônia e da França para dar conta do recado.

A história foi admitida pela marca em 1997.

3. Volkswagen


Imagem: Site oficial da marca.

Pouca gente sabe, mas Hitler ajudou na criação do conceito e do nome Fusca.

Em uma reunião com Ferdinand Porsche (fundador da Volkswagen e da Porsche), em 1934, o ditador nazista pediu que fosse criado um carro com forma simplificada, como um bezouro. Quando o projeto ficou pronto, Ferdnand deu a Hitler a honra de nomear o carro.

Ferdinand tinha uma ligação direta com Heinrich Himmler, um dos líderes da SS, para solicitar escravos de Auschwitz quando quisesse.

Durante a Segunda Guerra Mundial, acredita-se que mais de 90% dos trabalhadores das fábricas da Volkswagen eram escravos oriundos dos campos de concentração.

4. Siemens


Imagem: Surber / Flickr

Em 2001 a empresa entrou com um pedido de patente nos EUA para registrar uma linha de fornos a gás com o nome Zyklon, mesmo nome do gás usado para matar judeus nas câmaras de gás que a própria Simens construiu durante o Holocausto.

É claro que o pedido gerou uma grande crise para a marca, que rapidamente mudou de ideia sobre a linha de produtos.

Na época, um portavoz da empresa veio a público se desculpar e disse que eles não tinham a intenção de fazer ligação ao gás venenoso, mas sim à palavra “cliclone”, tradução de “zyklon”, em alemão. Coincidência?

Um detalhe ainda mais sórdido é que as tais câmaras de gás eram construídas por judeus escravos que vinham dos campos de concentração.

5. Ford


Imagem: Site oficial da marca.

Não é novidade que Henry Ford foi um anti-semita lendário. Ele era o mais famoso defensor não alemão de Hitler. Quando fez 75 anos, em 1938, Herry recebeu uma medalha nazista, concebido para "estrangeiros ilustres." Clap clap clap!

Mas como grande comerciante que era, Herry produzia veículos tanto para os Nazistas quanto para os aliados norte-americanos.

6. Allianz Seguros

Durante o Holocausto, os judeus que tinha seguro de vida na Allianz faziam um péssimo negócio, já que as apólices eram pagas diretamente para o governo nazista. Além disso, o CEO da Allianz na época era um dos conselheiros de Hitler.

Opinião

Conversei com vários judeus sobre o assunto e as opiniões se dividiram basicamente em dois grupos:

1- Os que acham que todas as empresas que colaboraram ou lucraram com o Holocausto devem ser boicotadas para sempre e que elas nem deveriam mais existir.

2- Os que acham abominável a ideia de tantas marcas terem colaborado com este capítulo da nossa história, mas que duas gerações já se passaram e que todas essas empresas estão sob nova administração, já pediram desculpas e que está na hora de olhar para o futuro.

E a sua opinião, qual é?

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Morre holandesa que seduzia nazistas em bares e depois os assassinava

Considerada uma heroína da Segunda Guerra Mundial, a holandesa Freddie Oversteegen, conhecida por seduzir nazistas em bares e depois assassiná-los, morreu no último dia 5, aos 92 anos.

Ela nasceu em Haarlem, perto de Amsterdã, em 6 de setembro de 1925 e tinha apenas 14 anos quando se juntou à resistência holandesa. Criadas pela mãe comunista, Freddie e a irmã mais velha, Truus Oversteegen, elas esconderam um grupo judeu da Lituânia no barco onde moravam.

Juntamente com a irmã e a amiga Hannie Schaft, Freddie explodiu pontes e ferrovias com dinamite, ajudava crianças judias a escapar de campos de concentração e executava soldados e oficiais nazistas usando uma arma de fogo escondida na cesta de sua bicicleta.

O trio, no entanto, ficou famoso pelo seu plano de abordagem de nazistas em bares. Depois de flertar e seduzi-los, elas inocentemente perguntavam se eles queriam "dar um passeio" na floresta, onde, como a própria Freddie disse em entrevista, eles eram "liquidados".

Freddie morreu em 5 de setembro - um dia antes de seu 93º aniversário, por conta de problemas cardíacos. Sua irmã Truus também sobreviveu à guerra e tornou-se artista e mais tarde escreveu um livro sobre as memórias dos anos de resistência.

Já sua amiga, Hannie Schaft, não teve tanta sorte. Enquanto estudava direito, a jovem foi capturada pelos nazistas e executada - apenas algumas semanas antes do fim da Segunda Guerra.

Mas depois do conflito, Schaft acabou ficando mundialmente famosa: um longa-metragem holandês intitulado "A garota com o cabelo vermelho" foi dedicado à sua biografia, e ela foi (re)enterrada com honras.

"Era trágico e muito difícil e nós chorávamos muito depois", disse Freddie em entrevista ao jornal holandês IJmuider Courant, sobre a sensação de ter matar alguém. "Não sentimos que nos convém - a menos que você seja um verdadeiro criminoso. [Isso] envenena as coisas bonitas da vida".

Fonte