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Porque o nome da droga não saiu dos contos de fada. Calma, explicamos - era um quadro muito popular do Programa Silvio Santos, transmitido na década de 70. Nesse quadro, garotinhas humildes faziam seus pedidos, eram abordadas por um "principe" que lhes trazia um sapato de cristal e as transformavam em princesas, dando presentes para toda a família. O quadro fez tanto sucesso na época, que até ganhou um jogo de tabuleiro:

É fácil criar o paralelo entre a garota deslumbrada que aceita o sapatinho com a vítima seduzida que aceita a bebida. Mas, no caso da droga, não existe um final feliz. :/

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Xiiii, isso dá uma briga... Mas não vamos puxar sardinha para o nosso compatriota, vamos analisar os fatos:

Quando o brasileiro Alberto Santos-Dumont realizou seu vôo com o 14-Bis, em 23 de outubro de 1906, milhares de pessoas estavam presentes no campo de Campo de Bagatelle, em Paris. O evento teve cobertura da imprensa e registros em filme e fotografia. Stos Dumont foi premiado e consagrado como o primeiro homem que alcançou vôo com uma máquina controlada mais pesada que o ar. Fim de história. Só que não.

Dois anos depois, em 1908, chegam na Europa os irmãos estadunidenses Orville e Wilbur Wright, trazendo consigo também uma máquina voadora controlada e mais pesada que o ar - a Flyer 1. Ela era uma réplica de uma já construída por eles anos antes, em 1903, 3 anos antes do 14-Bis! Portanto, eles reinvindicavam o posto de patronos da aviação. Deu-se o rolo.

Fato é que os irmãos haviam feito algumas demonstrações na época alegada, mas para poucas pessoas. Um dos jornalistas presentes, porém, documentou que não havia acontecido decolagem nenhuma. As autoridades americanas informaram que só oficializariam o feito diante de uma demonstração real. Os irmãos não a realizaram, alegando medo de vazamento de informações.

Nas palavras do próprio Sr. Dumont:

"Eu não quero tirar em nada o mérito dos irmãos Wright, por quem tenho a maior admiração, mas é inegável que, só depois de nós, se apresentaram eles com um aparelho superior aos nossos, dizendo que era cópia de um que tinham construído antes dos nossos. (...) O que diriam Thomas A. Edson, Graham Bell ou Guillermo Marconi se, depois que apresentaram em público a lâmpada elétrica, o telefone e o telégrafo sem fios, um outro inventor se apresentasse com uma melhor lâmpada elétrica, telefone ou telégrafo sem fios, dizendo que os tinha construído antes deles!?"

Pois é. E existiam prêmios, ainda em 1906, para quem conseguisse essa proeza. Então porque os irmãos manteriam sua invenção em segredo? Os Estados Unidos tinham uma representação diplomática em Paris, não haveria porque de vazamento de informações. Só em 1908 que eles fizeram uma demonstração pública e, surpresa - a Flyer 1 precisava de catapulta e trilho para se projetar, ao contrário do 14-Bis.

Para botar uma pedra sobre o assunto, foram inaugurados em 1910 um marco de granito no próprio Campo de Bagatelle e outro em 1913 na Praça Santos-Dumont. No primeiro está escrito: "Aqui, em 12 de novembro de 1906, sob o controle do Aeroclube da França, Santos-Dumont estabeleceu os primeiros recordes de aviação do mundo." E, no segundo (se referindo também ao vôo de balão): "Este monumento foi erigido pelo Aeroclube da França para comemorar as experiências de Santos-Dumont, pioneiro na locomoção aérea. 19 de outubro de 1901 e 23 de outubro de 1906.". Nada sobre os irmãos Wright.

Claro que a mídia norte-americana defende o pioneirismo de seus pátrios, mas o patrono da aviação oficial é o brasileiro.