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Uma pesquisa chamada 'Birth Order and Delinquency' realizada por pesquisadores do MIT, Aarhus University, Northwestern University e University of Florida feita com 2 milhões de crianças americanas e dinamarquesas comprovou que a ordem de nascimento pode afetar problemas disciplinares na escola. Os segundo filhos costumam ser mais arteiros do que os primeiros!

Os pesquisadores chegaram a algumas conclusões:

- É mais provável que o segundo filho do sexo masculino exiba mais delinquência do que o irmão mais velho, enquanto a tendência rebelde no sexo feminino não é tão marcante;

- Não há evidências de que o segundo filho é menos saudável do que o mais velho;

- Não há evidências de que os pais invistam menos na educação do segundo filho.

Em famílias com dois ou mais filhos, em comparação aos primogênitos, os segundo filhos do sexo masculino são 20 a 40% mais propensos a serem chamados a atenção na escola e entram para o sistema de justiça criminal.

Os pesquisadores concluíram que o tempo que os pais passam com o primeiro e segundo filho muitas vezes difere – e pode ser por isso que os comportamentos rebeldes surgem, levando até a delinquência juvenil e mais tarde ao crime. “Consideramos as diferenças na atenção dos pais como um fator potencial de contribuição para as lacunas na delinquência”, disseram os autores do estudo.

Outro estudo realizado por pesquisadores de três instituições - Universidade Federal da Pensilvânia, Universidade do Havaí e Universidade Purdue - garantem que a ordem de nascimento tem grande influência no desenvolvimento da personalidade dos filhos e que os segundo filhos tendem a ser mais rebeldes.

A pesquisa foi feita com 364 crianças e adolescentes entre 7 e 19 anos, e seus pais. Os pesquisadores também analisaram amostras de saliva para medir níveis de testosterona e pediram às crianças que escrevessem um diário relatando suas atividades extra-escolares.

"Segundos filhos se tornam mais aventureiros e independentes ao entrarem na adolescência, enquanto nos primogênitos esses traços são mais estáveis", disse um dos pesquisadores. Os cientistas também concluíram que crianças com aumento mais rápido nos níveis de testosterona durante a puberdade não sofrem tantas influências sociais no desenvolvimento de suas personalidade.

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