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Jefferson Arruda

Jefferson Arruda

Oficialmente não, mas há controvérsias. O que existe de fato é a história de uma papisa que a Igreja Católica declarou como lenda conspiratória. Acontece que existem registros que nos fazem colocar "lenda" entre aspas e considerar que talvez se trate de uma história real.

Como qualquer acontecimento obscuro, os relatos divergem muito quanto a datas e nomes, então fizemos um resumão e contamos a história com os dados que têm mais registros. Primeiro, é preciso contextualizá-la: era final do primeiro século cristão, quando as mulheres ainda eram oprimidas por uma forte sociedade machista e praticamente nasciam só para limpar e procriar. 

Joana (ou Gilberta, de acordo com algumas versões da história), nascida na cidade Mainz, Alemanha, teve uma educação diferente. Seus irmãos mais velhos a iniciaram nos estudos e alfabetização - o que não existia para mulheres. Seu desempenho extraordinário chamou atenção de um monge médico que logo virou seu tutor. E depois virou amante.

Apaixonados, Joana adotou o nome de João e se travestiu de monge para acompanha-lo. Isso não foi difícil pois as vestes eclesiásticas sempre foram muito folgadas, compridas com capuz - trajes perfeitos para uma mulher se passar por homem. E a menstruação, produção? Diante dos longos jejuns e dieta baseada em alimentos ralos, é possível que, se existisse, seu fluxo fosse muito menos intenso que o normal. 

Joana logo ultrapassou seu tutor e se destacou, sendo chamada para cuidar do então enfermo Papa Leão IV. Desta vez Joana se destacou tanto que, quando o Papa faleceu, em 855, foi eleita por unanimidade para ser o novo Bispo de Roma - sua santidade O Papa.

Isso não impediu seus encontros com seu amante e, sem acesso a camisinha ou qualquer outro método contraceptivo, Joana ficou grávida. Um belo dia, numa procissão até o Coliseu, ela apenas entrou em trabalho de parto e deu à luz a uma menina diante de toda a multidão. Milagre? Não. Heresia. Com sua farsa descoberta, Joana foi amarrada a um cavalo e apedrejada até a morte. A menina teria morrido no parto.

A história da Papisa Joana está registrada em centenas de livros da época. Mas então, porque a dúvida ainda? Porque os registros podem ser falsos. Podem ser fruto da Igreja Ortodoxa e de protestantes que visavam a desmoralização da Igreja Católica. Existe uma teoria, inclusive, que defende que pode ter sido uma invenção do próprio catolicismo. Pelo final trágico da Papisa, entende-se que pode ser uma mensagem velada da Igreja ao movimento feminino (que já dava seus manifestos naquela época), como um alerta: mulheres, não tentem nos enganar.

Um dos mais peculiares indícios da existência de uma Papisa está guardado até hoje no vaticano - uma cadeira para coroação papal, que possuía um buraco de 21 cm na parte dianteira do assento e que teria sido criada após o caso de Joana.


De acordo com o historiador Peter Stanford, antes de ser coroado, o futuro Papa teria que se sentar com as pernas afastadas nesta cadeira, enquanto um diácono verificava se o candidato possuía testículos. Se a resposta fosse positiva, o diácono declarava: "testiculus habet". No entanto a Igreja nega a versão, alegando que se trata de uma cadeira para banho.

A história de Joana deu origem ao termo "Papisa" que até então não existia. Ela também foi motivo da criação da carta homônima do tarot.

Conhecida como A Prostituta Apocalíptica da Babilônia, a Papisa Joana também ganhou um santuário em Roma nos arredores do Coliseu, hoje abandonado na pequena ruela onde ela teria dado a luz.

Teria uma simples lenda surtido tanto efeito assim? Seria mesmo um boato conspiratório contra a Igreja Católica? Para quem quiser se aprofundar mais e decidir por si só, pode ler o livro A Papisa Joana, um romance épico de Donna Woolfolk Cross, com versão em português. Em 2009 o cineasta alemão Heinrich Hadding lançou um filme homônimo ao livro. Veja o trailer:

Para ver mais indícios, questionamentos e a opinião de especialistas no assunto, você pode assistir ao documentário do NatGeo sobre a Papisa:

Diante dos fatos e contestações, você acha que a Papisa Joana existiu ou não?

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Anônimo

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Foi Teofilato de Tusculana que aos 12 anos assumiu o papado sob a alcunha de Bento IX, em 1032, devido ao grande poder de influência política da sua família.  


Além de ser o mais jovem, ele foi o único pontífice da história a ser papa por três vezes. Quando Teofilato tinha 24 anos - há 12 como Papa - ele foi afastado por ter um comportamento sexual não condizendo com a condição de homem santo, além de ser acusado de cometer assassinatos e outras atitudes vis. Quem assumiu o seu lugar foi Silvestre III, da família Crechentii, rival dos Tusculana. Mas em menos de um ano, Teofilato usou novamente seu poder político para excomungar Silvestre III da Igreja e reassumir o poder. Mais tarde ele vendeu o cargo para Gregório VI, seu padrinho. O imperador Henrique III, do Sacro Império Romano Germânico, que reinava sobre a Itália e a Alemanha não gostou nadinha dessa transação comercial em torno do cargo e destituiu Gregório VI, nomeando Clemente III que era seu protegido - que morreu 8 meses após se tornar papa! Com sdds de ser Papa, Teofilato aproveitou a oportunidade para convencer o Conselho dos Bispos a reelegê-lo para o terceiro mandato.

Terror
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Como sabemos, a Santa Inquisição foi um período iniciado no começo do séc XII. Com expansão do poder do cristianismo, a Igreja Católica liderou uma cruzada contra quem se opunha aos seus dogmas. Massacres aconteceram.Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou um documento intitulado Ad Exstirpanda - ele dava uma chance aos hereges: assumir o erro através de tortura. Não foi legal. Os Papas seguintes renovaram o documento, o que manchou a história com séculos de mortes injustas.

Milhões de inocentes sofreram mortes terríveis e inimagináveis. Muito pior do que qualquer filme foi capaz de reproduzir. Mesmo sendo difícil mensurar quais são as piores, vamos listar algumas delas. Se vc não tem estômago forte, pare por aqui.



A Tortura d'Água

A vítima ficava imobilizada com a barriga para cima. Com um funil, o algoz derramava litros e litros d'água q, sem defesa, a vítima engolia. Se não morresse sufocada, o torturador e seus ajudantes pulavam sobre ela, fazendo com q a água saíssem abruptamente. O ritual era repetido até que os vasos sanguíneos estourassem com a saída da água.


O Burro Espanhol

A vítima era posta nua sobre um cavalete de madeira em forma de 'V'. A parte mais aguda ficava entre as pernas. Pesos eram presos em seus pés e ela ia, aos poucos, sendo cortada ao meio.


A Serra

Uma variação do Burro. Nesta, o acusado era suspenso pelas pernas e os carnífices o serrava verticalmente. Essa tática era ainda mais agonizante pois, com o sangue acumulado na parte superior do corpo, a vítima só morria quando a serra alcançava o peito, o que podia levar horas.


A Pêra

O instrumento era introduzindo no ânus da vítima e depois aberto, estourando a pessoa por dentro e causando hemorragia interna. Não matava instantaneamente, por iso era geralmente usado no início da tortura.


A Mesa de Esviceração

Prendendo a vítima numa mesa, abriam seu ventre e prendiam um gancho nas suas entranhas. Depois, uma manivela era rodada lentamente, puxando o gancho e as entranhas para fora do corpo.


O Arranca-Seios

Após esquentar o instrumento no óleo ou na brasa, ele era preso aos seios das acusadas e puxado lentamente. A mulher era largada sangrando para morrer de hemorragia ou enlouquecer com a dor.


A Roda do Despedaçamento

Era um dos mais temidos. Neste método, o réu era preso a uma roda que ficava sobre chamas. Então era rodado, tendo seu corpo lentamente cozido. O fogo podia ser trocado por lanças, que despedaçavam o condenado.


O Berço de Judas

Uma evolução (se é que podemos chamar de evolução) do empalamento. A vitima ficava nua, suspensa por cordas sobre uma espécie de cone pontiagudo. As cordas iam se afrouxando lentamente (muito lentamente) num processo agonizante onde o acusado era aberto ao meio. A tortura costumava levar dias. E, se é que pode piorar, o Berço nunca era lavado, o que gerava infecções terríveis.


A Dama de Ferro

A famosa Iron Maiden era um sarcófago de ferro com longos espinhos que se fechavam sobre a vítima. Todavia, os espinhos eram dispostos de tal forma que não acertassem órgão vitais, mantendo a vítima viva. Também conhecido como A Virgem de Nuremberga.


Pista 1: guarde esta palavra: CAFÉ. Em breve você precisará uni-la a outras palavras para chegar ao final desta jornada. Para ver o passo anterior, cole o seguinte link no seu navegador: http://goo.gl/uNI74 Aguarde a próxima pista. (Se falar sobre esta mensagem nos comentários do post você será banido e não poderá mais comentar. Para sinalizar que encontrou, apenas diga "Feliz Páscoa fora de época!".)


A Pata de Gato

Eram ganchos de ferro pontiagudos que eram passados brutalmente sobre o corpo do acusado, dilacerando-lhe a carne e os órgãos. O instrumento era tão forte que nem músculos ou ossos eram um obstáculo.

O Discovery Channel produziu um documentário sobre o assunto, mostrando de forma detalhada como funcionaram algumas dessas máquinas de tortura:

A dica do vídeo veio do @NaoCompila pelo Twitter ;-)

Muitas outras formas de torturas eram utilizadas: fogueiras, cozimento vivo, esmagar partes do corpo, submersão, enfim. Foi um período de trevas no qual até mesmo os nobres temiam o Tribunal do Santo Ofício, já que a Igreja estava intimamente ligada ao Estado. Estes fatos fazem lembrar a importância de se manter o Estado laico, tanto na teoria quanto na prática.