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Marcela Forni

Marcela Forni

Provavelmente muitos que usam a sigla não sabem que teve sua origem nas animadas festas dos salões jamaicanos. Encontre o link do Mc Daleste.

Lá pelos idos anos 50, a moda na Jamaica era dançar ska (um misto de ritmos caribenhos com jazz e blues). Daí que era comum os DJs pegarem o microfone e soltarem frases improvisadas por cima da musica do vinil. Algumas vezes até davam as noticias mais importantes do dia, já que rádio era um luxo na época. Eles ficaram conhecidos como "mestre de cerimônias" por serem os responsáveis pela condução da festa, por manter seu ritmo. E, mais tarde, as iniciais MC começaram a preceder o nome, como um título.

As letras do ska falavam de indignação, injustiça, recriminação social, marginalização, da dura vida trabalhadora e foi a mãe de alguns gêneros que conhecemos hoje, por exemplo: o reggae, o rap e o hip-hop. Alguns deles acabaram herdando o título de MC para seus artistas. Aqui no Brasil os cantores de funk também o usam. Os MCs geralmente compõem e cantam seus próprios materiais, podendo muitas vezes partir pra improvisação freestyle, como seus pioneiros jamaicanos.

Mas a sigla também é usada, com o mesmo significado, para se referir aos profissionais que conduzem eventos como premiações, apresentações e shows.

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Anônimo

Anônimo

Estes pronomes pejorativos para homens e mulheres homossexuais, utilizados apenas no Brasil, surgiram das seguintes formas:

Sapatão: embora o Chacrinha tenha ajudado muito na popularização do termo com a música "Maria Sapatão", este apelido nasceu na década de 70 pela observação de que algumas lésbicas, descartando os delicados calçados femininos, optavam por sapatos masculinos. Como era muito difícil um sapato masculino de número baixo, acabavam ficando com sapatos proporcionalmente muito grandes. Eram as chamadas "sapatões". 

Veado: este já envolve o comportamento do animal mesmo. Na época de acasalamento, os machos produzem muito esperma. Todavia, não são todos que conseguem acasalar. Daí eles precisam se livrar do sêmem acumulado nos testículos e (como não têm preconceitos como os humanos) montam uns nos outros, formando verdadeiros trenzinhos. Acontece que, mesmo após o coito, muitos machos acabam criando laços afetivos e convivendo como um casal. Somando isso aos trejeitos delicados e graciosos do animal, o apelido foi vinculado à imagem do homem gay. 


É importante lembrar que o comportamento homossexual no reino animal não é exlusividade dos veados. Em um estudo do pesquisador, Bruce Bagemihl, feito em 1999, foi identificado comportamento homossexual em aproximadamente 1.500 espécies de animais, indo de mamíferos a vermes intestinais.