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Gabriel Miranda

Gabriel Miranda

Ao contrário da maioria das línguas, que deriva os nomes dos dias da semana de deuses gregos ou nórdicos, em português é meio sem graça: ordem numérica mesmo - segunda é o segundo dia, terça é o terceiro e assim vai até sexta. Sábado vem do termo hebreu sabbath, o sagrado sétimo dia, quando Deus descansou e domingo vem do latim "Dies Dominic", que significa "Dia do Senhor". Por isso que não trabalhamos nesses dias - são biblicamente reservados. Já o termo "feira" é mais interessante:

Na cidade portuguesa de Braga, o bispo já havia instituído que, na semana santa (aquela que antecede a Páscoa), os dias deveriam ser acompanhados da palavra "feira" ou "feria", que significa "descanso", "feriado". Então, quando aboliram os nomes pagãos e substituíram pelos numéricos, aproveitaram para oficializar o "feira" mesmo.

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Juuliana Simmerman

Juuliana Simmerman

A história é longa mas é bem legal:

No Oriente, os chineses já tinham essa prática desde o Império Fushi, 2852 a.C.. Mas no Ocidente, até o sec XII, todo mundo só tinha o primeiro nome. Até monarcas. Mas, já no final da Idade Média, com as migrações e crescimento populacional, começou a existir a necessidade de uma maior distinção entre as pessoas. Daí começaram a colocar após o nome algum termo que singularizasse mais - características ou nome da região onde nasceu (Rocha, Macieira, dos Campos), características da família ou pessoais (Nobre, Leal, Gentili), nome do pai (MacDonald, Andersen, Esteves - respectivamente, "filho de Donald", "filho de Ander" e "filho de Estevão"), ofício (Ferreira, Carpenters), motivos religiosos (Batista, dos Santos, Trindade), e por aí vai.

Com o tempo essa prática foi se solidificando até que chegou o ponto de ser meio constrangedor você não ter um sobrenome - significava que você não pertencia a nenhum clã. E mais - o seu sobrenome já dizia se sua origem era boa ou não.

Exemplo legal: O nome completo de Leonardo Da Vinci é Leonardo Di Ser Piero da Vinci (Leonardo filho do Sr. Piero da Vinci). ;-)

Sexo
Daniel Alves

Daniel Alves

Favor só ler esse post se vc tiver mais de 18 anos, pois contém palavras inapropriadas.

Os palavrões existem em todas as culturas, em todos os tempos, por serem as palavras que melhor conseguem exprimir emoções de raiva, ofensa ou (por que não) humor. Eles são controlados pelo "porão" do cérebro - o sistema límbico, responsável pela nossa parte mais primitiva (por isso que os palavrões sempre se referem à base da existência: sexo e excrementos), e influenciam desde sempre no nosso relacionamento social. Eles mudam de tempos em tempos, dependendo da polêmica da época. Na peça Romeu e Julieta, "que a peste invada a casa de ambos" é usado como ofensa. Hoje não surtiria muito efeito.

Fizemos um vídeo para falar a origem de alguns dos palavrões mais usados atualmente. Veja:

Por fim - sejam educados e não esqueçam das dicas finais do vídeo.

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Matias Maldaner Hahn

Matias Maldaner Hahn

Uma catástrofe! De imediato sentiríamos o solavanco gerado pela parada brusca do planeta (que gira a 900km/h). Nossos corpos seriam arremessados, prédios cederiam e placas tectônicas voariam para todos os lados. A longo prazo, a Linha do Equador secaria, porque a água se concentraria onde a gravidade fosse mais forte - nos polos.

Uma parte do planeta ficaria sempre voltada para o Sol num calorão infernal, enquanto a outra numa escuridão e frio profundos. Isso pq os dias e noites não seriam mais controlados pelo movimento de rotação da Terra (o que faz o planeta girar sobre seu próprio eixo), mas sim pelo da translação (movimentação orbital, em torno do Sol). Os dias e noites teriam cerca de 6 meses cada, de forma parecida com o que atualmente ocorre nos polos.

Isso afetaria todo o ecossistema da terra. Plantas do lado escuro morreriam pq não há fotossíntese sem sol. As do lado claro morreriam com o excesso de calor do sol. Sem plantas, animais e pessoas morreriam de inanição. 

Mas de acordo com a NASA, os ecossistemas polares não seriam afetados (exceto pelas avalanches causadas pela freada). Mas isso não garantiria a sobrevivência da nossa espécie. Se os outros possíveis sobreviventes tentassem fugir para os polos, os ecossistemas seriam desequilibrados causando o fim da raça humana.

Colaborou Matheus Gonçalves

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Josimar Machado

Josimar Machado

Por observação. E não falamos de observação popular um por um dia, um ano ou uma década. O zodíaco foi resultado de observações e estudados de sábios por séculos.

Muitos cientistas hoje têm a astrologia como superstição, uma pseudo-ciência pois, de fato, não há provas concretas de que duas pessoas nascidas sob o mesmo signo tenham de fato semelhanças comportamentais, muito menos que essas semelhanças sejam influência dos corpos celestes. O que a astrologia apresenta são análise e suposições. Todavia, assim também são os átomos. Quem consegue provar de forma irrefutável a existência dos átomos? Quem ousa discordar? Objetivamente falando, nunca ninguém viu um átomo. Todas as representações dele são produzidas. Chegou-se ao modelo atômico de Rutherford-Bohr (que usamos hoje) através de experiências onde foram analisadas as reações de partículas. Não é como uma bactéria ou uma célula, que podem ser vistas. Portanto, o modelo atômico é uma teoria, assim como os buracos negros e a própria evolução

A ciência muitas vezes chega em soluções que são apenas suposições baseadas em observação, estudos ou derivadas de outras teorias. Tanto que a história acadêmica já tirou e recolocou a astrologia como matéria disciplinar. É uma discussão que não cabe aqui. Voltemos para a origem do zodíaco (que, aliás, vem do grego "círculo de animais"). 

Há registros de estudos astrológicos relacionando comportamento humano à posição dos astros celestes que datam do século VII a.C.. Observando supostas nuances comportamentais semelhantes em pessoas nascidas em determinada época, eles concluíram que eram doze épocas distintas e que elas se apresentavam de forma cícllica. Pegaram então a rota solar e relacionaram cada época com a constelação por onde o Sol estava passando durante ela. Os nomes das constelações batizaram os signos e elas têm origem mitológica:

Áries: era o carneiro de ouro da história mitológica grega "Jasão e o Velocino de Ouro".

Touro: um dos animais no qual Zeus, o deus grego supremo e adúltero, se metamorfoseou. Neste caso, para sequestrar a princesa Europa (aliás, dessa união nasceu Minos, pai do Minotauro).

Gêmeos: em homenagem a Cástor e Póllux, os gêmeos guerreiros filhos de Zeus.

Câncer: um caranguejo que Hera enviou para matar Hércules. Claro que nem deu pro cheiro, mas a coragem lhe valeu uma constelação.


Leão:
inspirado do Leão de Neméia, um dos 12 trabalhos de Hércules.

Virgem: representa a deusa Astréia, filha de Zeus, que tentou viver entre os homens mas não tolerou e voltou ao Olimpo, sendo a última divindade a entrar lá.

Libra: também chamado de Balança, é exatamente a representação da balança ostentada por Thêmis, a deusa da justiça.

Escorpião: aparece ao lado da constelação de Órion e não é por acaso. Órion foi o gigante por quem a deusa Ártemis se apaixonou. Enciumado, o irmão gêmeo da deusa, Apolo, fez com que Órion morresse picado por um escorpião (as Três Marias são o cinturão de Órion).

Sagitário: representa Quíron, o mais sábio dos centauros, criado por Apolo e professor de heróis como Teseu, Jasão, Aquiles e Hércules.

Capricórnio:
tem duas origens. Para o carneiro completo, simboliza a cabra Almatéia, que amamentou Zeus quando este se escondia do pai. Para o meio carneiro meio peixe, simboliza Pan, o deus que, fugindo do titã Tífon, não teve tempo de se transformar por completo e morreu.

Peixes: também para fugir do terrível Tífon, Afrodite e Eros se transformaram em peixes e conseguiram. Atena imortalizou a fuga na constelação.

Aquário: este tem origem babilônica. É o chamado "Agueiro" e representa o início da época de chuvas. 

Ok, mas acreditando ou não, fato é que a maioria de nós simpatiza pelo menos da simbologia do seu signo. Para os que gostam, nosso ilustrador fez cada um deles interagindo com o olho Curioso, olho símbolo do @interessante! Se você curtiu o desenho (que deu um trabalhão pra fazer) pode copiar o do seu signo e postar nas em seus perfis nas redes sociais. Só não esquece de dizer de onde tirou. ;-P Também vale enviar o desenho do signo para um amigo ou amor <3

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Anônimo

Anônimo

Poucos. Na Roma antiga, a homossexualidade masculina era extremamente comum e com as mais diversas finalidades. Mas a diversão carnal (homo ou hétero) era vista como algo de direito masculino, sendo privado das mulheres (temos resquícios dessa mentalidade até hoje) sendo comum a máxima "com homens para diversão, com mulheres para reprodução". Portanto, lesbianismo não era visto com bons olhos pelo Império Romano. E, mesmo não sendo preconceitualizado em outras sociedades, ainda assim existem poucos registros em decorrência do descaso geral com que a história tratou as mulheres. Mas que existia, claro, existia. A própria Roma antiga tem registro de um homem que matou a esposa ao encontrá-la na cama com outra. Todavia, o primeiro texto poético que sugere a atração entre mulheres data de 2300 a.C. e é de autoria da princesa e sacerdotisa da Acádia - Enheduanna. Se tratam de hinos em louvor à deusa da guerra Inanna, nos quais a sensualidade da deusa é fortemente ressaltada, chegando a chama-la de "esposa". 


Deusa Inanna

Um texto do antigo Egito se refere a um feitiço de amor feito por uma mulher chamada Sarapias com a finalidade de seduzir outra mulher - Herais. De acordo com algumas lendas, o deus hindu Ganesha é fruto de uma relação entre duas deusas. 

Ganesha

O código de Hamurábi (monolito mesopotâmico de cerca de 1.700 a.C. que é o primeiro registro de um código de leis) menciona uma figura chamada "salzikrum", descrita como uma mulher masculinizada que podia ter várias esposas, direito de hereditariedade e que provavelmente nunca teve filhos. O próprio nome do personagem significa "filha-macho". 

Na China, era normal casais femininos onde elas se relacionavam como marido e mulher, sendo que a prática tinha até um nome distinto: dui shi.Além de registros de tribos primitivas onde a relação entre mulheres era comum, quando não exclusiva.

Mas quem marcou essa história foi a poetisa grega Safos, que, a cerca de 600 a.C., registrou abertamente seus desejos sexuais também por pessoas do mesmo sexo. Sua poesia erótica e política rendeu-lhe polêmicas antes e depois da morte, tendo seus textos queimados no Império Romano. Ela também é a responsável pelo termo "lésbica" - a poetisa nasceu na ilha de Lesbos.

Safos, poetisa grega de 600 a.C

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Anônimo

Anônimo

Este slogan surgiu em decorrência da Segunda Guerra Mundial. Em 1939, prevendo a desmoralização do povo diante do início de mais uma guerra, o governo da Grã-Bretanha criou uma campanha com 3 pôsteres, cada um com um slogan direto, forte e motivacional. São eles:

Your courage, your cheerfulness, your resolution will bring us victory ("Sua coragem, sua alegria, sua determinação nos trarão vitória")

Freedom is in peril, defend it with all your might ("A liberdade está em perigo, defenda-a com toda sua força")

Keep calm and carry on ("Tenha calma e siga em frente")

Apesar do popular hoje ser o "Keep Calm", o cartaz "Your Courage" foi o mais famoso durante a Guerra. E sim, o layout foi mantido.

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Angelus Soares

Angelus Soares

Alguns defendem que foi na Idade Média. Antes dos duelos, os cavaleiros precisavam se abraçar para mostrar que não havia armas escondidas. Com medo de que o abraço virasse um golpe, substituíram pelo aperto de mão. 

Outros historiadores defendem que o buraco é mais embaixo e que começou com os homens das cavernas mesmo, praticamente com a mesma intenção. Como todos andavam armados naquela época, para demonstrar paz se deveria se estender a mão sem armas para o outro que, confirmando o respeito, a apertava com a sua mão igualmente livre. Como as mulheres da caverna não saíam para a caça, não desenvolveram esse hábito de cumprimento. Há registros até de egípcios estendendo a mão para deuses, a fim de receber a bênção.

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Helena Madeiro

Helena Madeiro

Se vc acreditou quando disseram que a mortadela é feita de carne de cavalo, está absolutamente certo. Todavia, para encontrar uma destas, vc vai ter q garimpar muito e pagar um preço bem salgado, pois é uma iguaria difícil de se encontrar até na própria Itália, onde nasceu o embutido, pouco antes de 1400, na região da Bolonha. Nas terras tupiniquins a moda não pegou porque, afinal, não é só vc q acha repugnante a idéia de comer cavalo.

A receita da mortadela não chega a ser tão nojenta quanto a do nugget, mas também é um mexidão. Papel e caneta em mãos?

RECEITA MORTADELA COMUM 

- Carne bovina (da parte dianteira);

- Carne suína (paleta, sobras cruas do presunto e da copa);

- Cubinhos de gordura feitos da papada do porco;

- Miúdos de vários de animais de açougue (estômago, coração, língua, fígado, rins e miolos);

- Pele e tendões diversos;

- Amido;

- 1 gato;

- pimenta preta;

Modo de Fazer:

Reserve a bexiga, a gordura, os temperos e o gato. Jogue todo o resto numa bacia e vá moendo e moendo. Quando vc achar que está bom, moa mais ainda. Até ela virar um patê que passe numa prensa de menos de 1 mm de espaço (dê um jeito de arrumar uma). Adicione os temperos, mexa MAIS e então junte os cubinhos de gordura. Mexa mais. Mexa mais um pouquinho. Pegue a mistura e enfie na bexiga (de festa de aniversário não serve) e cozinhe por umas 2 horas. Enquanto isso, pegue o gato e se distraia gravando vídeos fofos com ele e poste no instagram marcando o @muitointeressante. Depois passe um verniz (alimentício, de preferência), deixe no refrigerador e se delicie.

As variações da mortadela se baseiam no tipo de carne usada e sua porcentagem na composição. A Bologna, por exemplo, vai músculo e não vai amido. A de frango, claro, é feita de frango. 

O nome tem duas origens possíveis: ou vem do pilão que era usado para moer a mortadela, o mortaio, ou deriva do tempero que os romanos usavam na mortadela original - a murta. 

Por ser barato, este frio foi jogado no limbo dos alimentos bregas e desvalorizados. Mas isso está mudando. Com a importação de mortadelas mais saborosas, algumas cozinhas refinadas já estão levando em consideração o que nós já sabíamos: a mortadela é uma delícia! Por ter estrelado o filme La Mortadella, Sophia Loren é considerada a madrinha da mortadela.

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Ian Pablo

Ian Pablo

Segundo o site da Casa da Moeda do Brasil, quem inventou foi Táriq-ibn-Ziyád, um general árabe que, em 711, invadiu e dominou a região que hoje estão Espanha e Portugal.

Para alcançar a Europa, Táriq percorreu um caminho bem complicado: saiu da Arábia, atravessou o Egito, os desertos do Saara e da Líbia, a Tunísia, a Argélia e o Marrocos. Daí chegou onde? No Estreito de Gibraltar. O que ele fez? Atravessou o Estreito, chegou na Europa e dominou tudo. Pra comemorar a façanha, ele mandou gravar nas moedas o símbolo da sua expedição. O caminho tortuoso foi representado pela forma de um "S". Já o Estreito de Gibraltar, também conhecido como "Colunas de Hércules", foi representado pelas duas linhas verticais e paralelas que cortam o cifrão tradicional.


O easter egg deste post está tão bem escondido que é melhor vc nem perder tempo procurando.