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Anônimo

Anônimo

Poucos. Na Roma antiga, a homossexualidade masculina era extremamente comum e com as mais diversas finalidades. Mas a diversão carnal (homo ou hétero) era vista como algo de direito masculino, sendo privado das mulheres (temos resquícios dessa mentalidade até hoje) sendo comum a máxima "com homens para diversão, com mulheres para reprodução". Portanto, lesbianismo não era visto com bons olhos pelo Império Romano. E, mesmo não sendo preconceitualizado em outras sociedades, ainda assim existem poucos registros em decorrência do descaso geral com que a história tratou as mulheres. Mas que existia, claro, existia. A própria Roma antiga tem registro de um homem que matou a esposa ao encontrá-la na cama com outra. Todavia, o primeiro texto poético que sugere a atração entre mulheres data de 2300 a.C. e é de autoria da princesa e sacerdotisa da Acádia - Enheduanna. Se tratam de hinos em louvor à deusa da guerra Inanna, nos quais a sensualidade da deusa é fortemente ressaltada, chegando a chama-la de "esposa". 


Deusa Inanna

Um texto do antigo Egito se refere a um feitiço de amor feito por uma mulher chamada Sarapias com a finalidade de seduzir outra mulher - Herais. De acordo com algumas lendas, o deus hindu Ganesha é fruto de uma relação entre duas deusas. 

Ganesha

O código de Hamurábi (monolito mesopotâmico de cerca de 1.700 a.C. que é o primeiro registro de um código de leis) menciona uma figura chamada "salzikrum", descrita como uma mulher masculinizada que podia ter várias esposas, direito de hereditariedade e que provavelmente nunca teve filhos. O próprio nome do personagem significa "filha-macho". 

Na China, era normal casais femininos onde elas se relacionavam como marido e mulher, sendo que a prática tinha até um nome distinto: dui shi.Além de registros de tribos primitivas onde a relação entre mulheres era comum, quando não exclusiva.

Mas quem marcou essa história foi a poetisa grega Safos, que, a cerca de 600 a.C., registrou abertamente seus desejos sexuais também por pessoas do mesmo sexo. Sua poesia erótica e política rendeu-lhe polêmicas antes e depois da morte, tendo seus textos queimados no Império Romano. Ela também é a responsável pelo termo "lésbica" - a poetisa nasceu na ilha de Lesbos.

Safos, poetisa grega de 600 a.C

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Francielha Costa

Francielha Costa

Esse costume vem não só de uma, mas de diversas culturas. Isso pq cada uma, por seu motivo, acreditava que as árvores são elos entre o plano terreno e o astral. 

Os egípcios e os índios norte-americanos tinham essa crença devido aos raios sempre atingirem as árvores (e por isso acreditavam ter alguma ligação com as divindades).

Já os druidas, acreditavam que as árvores absorviam os maus espíritos e os devolviam à terra. 

Para os gregos e romanos, elas serviam de moradas para algumas divindades. 

Qualquer que fosse a razão, eles batiam na madeira quando acontece algo ruim para chamar a atenção "do outro lado" e obter alguma ajuda, costume que mantemos até hoje. Pode ser pura superstição, mas já que resistiu a tanto tempo... Vai que, né? 

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Hugo Condoriano Tric

Hugo Condoriano Tric

Eles vieram das tradições orais de culturas diversas, do folclore mesmo, sem nome definido. E, como muitos sabem, não essas histórias não tinham nada de fadas. São contos recheados de vingança, assassinatos, torturas, sexo, mutilações, e por aí vai. Eles carregam a moral, ritos, anseios e orientações gerais da cultura que os gera. São histórias como as da mitologia grega, celta, hindu e até mesmo a brasileira. Essas histórias da mitologia européia eram contadas de pai para filho e traziam consigo preocupações da vida cotidiana (e nada nobre) como morte, fome, abandono e abusos sexuais onde os personagens principais, em geral, eram crianças ou jovens, servindo de alerta (drástico) para que os pequenos camponeses tomassem cuidado. Esses contos começaram a ser formalmente registrados em prosa na Idade Média, quando a sociedade começou criar uma distinção social entre crianças e adultos.

O autor pioneiro na área foi o francês Charles Perrault, que deu uma amaciada nas histórias para agradar as mães da corte francesa. No século seguinte, os famosos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen deram seguimento nessa linha literária inclusive absorvendo características de folclores de outras culturas, criando as "morais de história" e também amenizando os enredos. Afinal, já era considerado meio drástico dizer que João e Maria foram abandonados pelos pais por falta de condições para criá-los, passaram fome e tiveram os olhos devorados pelos animais da floresta. Que a Bela Adormecida foi, na verdade, estuprada pelo príncipe e até gerou seu filho enquanto estava inerte na cama. Que a história da doce Chapeuzinho Vermelho fala de canibalismo, onde a neta come a carne da própria avó e acaba sendo abusada e devorada pelo lobo, sem caçador para salvar. Que a Branca de Neve foi feita de empregada pelos anões e, no final, se vinga da madrasta obrigando-a vestir sapatos de ferro quente e dançar até a morte. Que a Pequena Sereia tem a cauda rasgada ao meio pela bruxa do mar e morre no final.

Os contos atuais, cheios de esperança e amor, foram fruto de uma preocupação com o impacto psicológico que as crianças podem sofrer a partir de influências. Preocupação esta que continua até hoje, discutindo cada vez mais o conteúdo da indústria infantil e do politicamente correto. Foi ela que transformou aquelas histórias macabras nos famosos contos de fada e acabou por nos poupar de muitas histórias dignas de pesadelos.