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Mal de Montezuma: quem elimina o México não ganha a Copa

Eliminado pela Bélgica após a derrota de 2 x 1, nesta sexta-feira (6), em Kazan, o Brasil se junta a um grupo de países afetados pelo "Mal de Montezuma": quem elimina o México em Copas nos últimos sete Mundiais volta para casa sem a taça. Em 2014, foi a Holanda, que parou na semifinal contra a Argentina. Já em 2010, a Argentina fez 3 x 1 nos mexicanos e tomou 4 x 0 da Alemanha nas quartas. Em 2006, a situação foi idêntica: os argentinos bateram os mexicanos e perderiam nos pênaltis para a Alemanha nas quartas.

Em 2002, num duelo regional, os EUA eliminaram os mexicanos nas oitavas e caíram para a Alemanha. Em 1998, os alemães bateram os mexicanos e perderam nas quartas para a Croácia. Em 1994, a Bulgária começou uma grande campanha ao tirar o México nas oitavas e foi à semifinal. Cairia para a Itália na semifinal. As melhores campanhas mexicanas foram em 1986 e 1970 - em ambas, o México perdeu da Alemanha - que foi vice em 1986 e terceira em 1970.

Mesmo os times que jogam com o México em fases de grupo são afetados por essa "maldição". A seleção mexicana já disputou 16 Copas do Mundo contando com a de 2018 - em 14 delas, quem estava no grupo do México não ganhou a Copa. Somente o Brasil de 1962 e a Inglaterra de 1966 enfrentaram o México e ergueram o caneco. Ou seja, quem quiser vencer a Copa de 2022 no Catar pode começar torcendo para não estar no caminho do México.

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Sabe que dia é hoje? Há 88 anos, acontecia a primeira partida da história das Copas

Esta sexta-feira marca uma data importante para a Copa do Mundo. Em 13 de julho de 1930, um domingo, França e México disputavam a primeira partida da história dos mundiais, dando início a uma história que já conta com 88 anos, 21 edições e mais de 900 partidas disputadas. Aos 19 minutos do primeiro tempo Lucien Laurent, aproveitando uma furada do zagueiro Rosas após cruzamento de Langillier, marcou o primeiro dos 2369 gols anotados até o Inglaterra e Croácia desta quarta-feira (11).

O jogo foi disputado no estádio de Pocitos, então casa do Penharol. Apenas 4400 dos 10 mil lugares no estádio estavam ocupados. Talvez esses expectadores não tivessem noção que estavam fazendo parte da História. O estádio não existe mais. Na Avenida Francisco Soca, no bairro de Pocitos, há uma linha que chega a um círculo e um totem, marcando o círculo central e onde foi posta a bola. Pouco maís à frente, há outro monumento com os dizeres "Onde moram as aranhas", sinalizando a baliza onde Laurent marcou o primeiro tento de todas as Copas.

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