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Anônimo

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Por causa de uma falha da Matrix, Neo! Mentira, isso é o que Trinity diz para Neo no filme, mas a verdade é apenas uma: não existe nada muito certo e na maioria das pessoas é uma falha no sistema de memória do cérebro.

Apenas para registrar antes de começar a falar sério, algumas teorias vão da paranormalidade até abduções por alienígenas. Com os pés mais no chão, "Déjà vu" é um termo francês e significa Já Visto, e acontece com mais de 60% da população mundial. Uma das teses para este fenômeno explica que por um erro no timing do lobo temporal, o seu cérebro acessa a área das lembranças no mesmo momento em que elas estão sendo gravadas, ou vividas. Tentando facilitar a linguagem é como se você estivesse chegando em uma festa e na mesma hora que seu cérebro grava aquele momento, a sua ala das memórias é acessada. Dando a impressão que você já teria passado por esta situação anteriormente.

Outra teoria registra que o Déjà vu acontece porque seu cérebro resgata memórias nunca antes registradas pela consciência. Calma, é simples. Imagine que você sempre passe pela rua da sua escola e nesta rua sempre tem um Opala estacionado . Você nunca prestou atenção focado neste Opala, mas seu canto de olho sempre reparou a presença dele ali. Algum dia que você passar por outro lugar e seu consciente reconhecer na rua um carro semelhante àquele da sua escola, o seu cérebro irá resgatar aquela memória do carro no trajeto da escola e voi lá, terá a impressão que já passou por ali antes.

A terceira e última teoria, e mais recente, é a teoria do cientista Tonegawa, que utilizou ratos para realizar a pesquisa. Em um dos roedores ele alterou um gene de uma parte específica do lobo temporal, uma região chamada Giro Dentário. Realizarão assim dois testes, um com o rato modificado e o rato comum. Os dois ratos eram colocados em uma gaiola e recebiam descargas elétricas nas patas. Em seguida eram colocados em outra gaiola semelhante à primeira, mas sem receber descargas. O roedor não modificado conseguia fazer a distinção dos locais e da ausência das descargas elétricas, agindo naturalmente na segunda gaiola. Já o roedor modificado não conseguia fazer a distinção, e ficava paralisado como se estivesse recebendo as descargas, sem conseguir distinguir a sua memória do choque e do local. Ou seja, por esta pesquisa, nossos Déjà vu, são resultados de pequenas falhas nos nossos Giros Dentários. Para ajudar a entender é como se você tivesse uma rotina de diariamente estar passando por aeroportos, e nestes locais as escadas rolantes, os guichês e os ambientes são semelhantes. Se algum dia seu Giro Dentário der alguma travada você não conseguirá diferenciar um aeroporto do outro e por uma fração de segundo poderá ter a sensação que já esteve presenciando aquela cena antes.

Sendo assim, sempre que tiver essa sensação, curta a vibe, lembre-se que vários ratinhos tomaram choque para que você saiba hoje o que é um Déjà vu.