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Cada km² desmatado na Amazônia equivale a 27 novos casos de malária

Cada km² desmatado causa até 27 novos casos de malária por ano, segundo pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP. Os dados também mostram que a incidência é maior em pequenas áreas devastadas. O risco é aumentado pela capacidade do mosquito em se adaptar às áreas impactadas como também pela maior presença de pessoas infectadas pelo parasita que causa a doença, explica a professora Maria Anice Sallum.

“A formação dos assentamentos movimenta pessoas que muitas vezes residiram em áreas com transmissão de malária e podem abrigar o parasita sem ter a doença, atuando na sua dispersão", diz Maria Anice. Ela explica que quando a floresta não tem de desmatamento, o mosquito transmissor da doença está presente em baixa densidade. "Por ser uma espécie oportunista e generalista, ela se adapta com facilidade ao ambiente modificado, e se dispersa rapidamente.”

Maria Anice enfatiza que os programas de controle da malária deveriam levar em conta fatores da dinâmica de transmissão, como atividades de trabalho, condições de moradia e migração. “É necessário melhorar a condição de vida e as moradias, para diminuir o contato do homem com o mosquito”, aponta. “Também é preciso ampliar o acesso à educação, intensificar programas de controle, facilitar o acesso ao diagnóstico e tratamento, auxiliando os programas para o controle de vetores”, finaliza a professora.

Fonte: Agência USP

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Acabou o peixe nos mares da Europa: abastecimento até o fim de 2018 será suprido com importações

Desde 9 de julho, “a Europa depende do pescado importado” para suprir a demanda de peixe do continente, de acordo com estudo realizado pela New Economics Foundation (NEF). A WWF Portugal alerta para “o estado dramático dos nossos oceanos”: um terço do peixe e marisco em nível mundial estão sobre-explorados. A Comissão Europeia indica que 41% das populações de pescado avaliadas no Atlântico são alvo de sobrepesca. Em Portugal, a demanda ultrapassou a oferta já em 5 de maio.

A antecipação tem uma razão clara: Portugal é o maior consumidor europeu de peixe. Cada português come em média 55,3 kg de pescado por ano, seguido de Espanha (46,2 kg), Lituânia (44,7 kg), França (34,4 kg) e Suécia (33,2 kg). Somente esses cinco países respondem por 33% do consumo europeu. Cada europeu consome 22,7 kg de pescado por ano e só Croácia, Holanda e Irlanda se mostram autônomos. Muitas espécies sofrem sobrepesca, diz a WWF.

Ângela Morgado, diretora-executiva da organização ambientalista em Portugal lembra que “mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo encontram uma fonte de alimento, de rendimento e de subsistência na pesca e na aquicultura”. Mas já não há peixe para tanta boca. O consumo de pescado na Europa cresceu 3,2%, o dobro do crescimento populacional. Metade do peixe consumido no Velho Continente vem de países em desenvolvimento.

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Empresa na Indonésia cria saco plástico comestível e solúvel em água

Uma empresa na Indonésia criou um saco plástico tão ecológico que você pode comê-lo. Ele é feito de mandioca - um alimento básico na dieta de muitos habitantes na África, América Latina e Ásia, mas que também pode ser usado na indústria.

Com sede em Bali, a empresa Avani Eco criou uma bolsa que parece plástico, mas é completamente biodegradável e compostável. Ela também é solúvel em água, por isso, se os animais não a comerem, não causará nenhum dano ambiental.

A Indonésia tem um enorme problema de poluição plástica. O plástico descartado está sufocando seus rios e praias, antes intocadas. O problema tornou-se tão agudo que o exército foi recrutado para ajudar a limpar o lixo. Mas é uma luta difícil: quanto mais limpam, mais lixo aparece.

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos: é como despejar o conteúdo de um caminhão de lixo no oceano a cada minuto. A vida marinha e os pássaros morrem por comerem ou ficarem emaranhados no plástico.

Somente 14% das embalagens plásticas são coletadas para reciclagem - a maioria das embalagens plásticas é usada apenas uma vez. Além disso, 95% do valor do material de embalagem plástica, avaliado entre US$ 80 bilhões e US$ 120 bilhões por ano, é perdido para a economia.

No Brasil, pesquisadores da Embrapa de São Carlos desenvolveram um plástico comestível, feito a partir de legumes e frutas - utilizaram como matéria-prima beterraba, mamão, maracujá. Sem petróleo e nenhum componente químico, o plástico comestível pode ser feito com sobras de alimentos e mantém as propriedades nutritivas graças aos conservantes naturais: óleo de canela e quitosana.

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