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Vitor Augusto Talmelli

Vitor Augusto Talmelli

A diferença de línguas e sotaques se deu láááá na origem da linguagem. Quando um homem das cavernas africano relacionou "pedra" com determinado som, criou uma palavra. Em algum outro lugar, um outro ancestral nosso relacionou "pedra" com outro som e criou uma outra palavra. Pronto, estava dado o pontapé para o desenvolvimento de línguas diversas, cada uma com seu vocabulário e sotaque. 

A linguagem surgiu diante da necessidade ancestral de especificar as coisas: objetos, eventos, condições, etc. Os rugidos guturais pré-históricos, guiados por fonemas próprios ou reprodução de sons naturais, foram ganhando nuances e acabaram chegando nas palavras. Todavia, mesmo línguas muito diferentes, carregam certos padrões: ter o sujeito, o predicado, o objeto. Seria coincidência ou não? 

Teríamos começado a desenvolver a linguagem enquanto éramos ainda um único grupo, depois nos divido e criado particularidades, mas partindo de um tronco único (teoria da monogênese) ou começado a desenvolver já cada um no seu canto, com seu próprio tronco linguístico, e desenvolvido essas características semelhantes por necessidades em comum mesmo (teoria da poligênese)? Esta é uma das maiores questões entre os linguistas, arqueólogos, paleontólogos e antropólogos. 

Além disso, não se sabe em que velocidade isso aconteceu. Ainda é discutido se esse processo foi:

Devagar, gradativo -partindo dos primeiros sinais cognitivos dos primatas, levando a alterações físicas das cordas vocais até a se tornarem mais complexos, num processo de milhões de anos ou;

Rápido, porém mais tarde -  acontecendo quando a evolução intelectual já estava bem avançada e gerou rapidamente a linguagem quase que numa consequência.

De qualquer forma, a diferença das línguas e a dificuldade do seu estudo se intensificam por elas serem extremamente mutantes e não deixarem rastro (do contrário da escrita). Elas reagem à geografia, clima, história, natureza, outras línguas e mais um sem número de outras interferências. E é muito rápido. A língua está mudando quando uma pessoa esquece um termo e o substitui, quando se fala mais rápido para agilizar uma negociação, quando alguém fala errado pq o certo é muito complicado ou quando inventa um termo. Até mesmo a internet muda a nossa linguagem com suas abreviações e globalização diariamente. Isso gera um sem número de variações de sotaques e até mesmo novas línguas como, por exemplo, o nosso próprio o português brasileiro. Seria ele apenas uma variação do europeu ou uma língua nova, derivada?

E, assim como nascem, línguas também morrem. Das 6.909 línguas vivas hoje, estima-se que só 1.000 sobreviverão ao próximo século. E que, em 300 anos, sobrarão cerca de 24.

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Anônimo

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Não, a não ser que o ato de defecar possa ser considerado uma linguagem.  De acordo com o Dicionário Aurélio, a metalinguagem é um tipo de linguagem usada para descrever essa mesma linguagem. Por exemplo: Um filme que fala sobre a produção de um filme ou uma poesia falando sobre o ato de escrever uma poesia. Para ser considerado metalinguagem você teria que se comunicar através das fezes para falar sobre as fezes.

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Anônimo

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Na língua dela. Pessoas que têm deficiência auditiva se relacionam com o mundo de uma forma diferente, desenvolvem uma outra linguagem. Eles pensam através de sinais, formas, gestos, de uma forma muito mais complexa. É como perguntar sobre cores para um cego. Cada ser percebe e se relaciona com o mundo de acordo com suas limitações. Abaixo, um texto muito interessante (traduzido do inglês) de um surdo, quando questionado sobre seus sonhos:

"Quando eu tenho sonhos, estou sempre ouvindo e posso entender o Inglês perfeitamente. Eu acredito que a linguagem dentro dos meus sonhos não é real, é como se eu fizesse a minha própria língua, mas que identifiquei como Inglês. O movimento da boca  das palavras é como na vida real (eu leio lábios muito bem) e é impossível que as vozes sejam semelhantes à linguagem da vida real. Acho que é realmente interessante… É como se eu soubesse o que é estar ouvindo.