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Acredite se quiser: cereal matinal surgiu para evitar a masturbação

O sobrenome do médico John Kellogg virou sinônimo de café da manhã por conta do cereal. Mas poucos sabem que ele era adepto de uma forma particularmente radical de puritanismo sexual. Devoto da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ele viveu um casamento de 40 anos sem sexo.

Kellogg acreditava que doenças e pecado andavam juntos: a decadência da alma causa a decadência do corpo. Desses vícios, um dos mais letais seria a masturbação. Chegou a catalogar 39 sintomas de quem se masturbava, incluindo acne, má postura, epilepsia e palpitações.

Para ele, as tentações podiam ser amenizadas pela indução de um estado mental “saudável” - o fim dos desejos passava por uma dieta sem carne e sem sabor. Ao trabalhar num sanatório, Kellogg dedicou-se ao tema usando alimentos sem graça para tentar inibir a libido. Como o milho puro.

Uma das versões da história relata um erro do irmão mais novo do dr. Kellogg: Will Feith teria esquecido no forno, em 1894, uma maçaroca de milho a ser servida aos pacientes. Os dois trituraram tudo e obtiveram flocos. Sucesso! Não tinha a menor graça. Corpos e almas seriam salvos.

Em 1897, eles criaram a Kellogg Company. Ele tinha outra ideia para o cereal: adicionou açúcar, tornando o produto mais excitante. A ideia de John Kellogg foi pervertida: sucrilhos nunca curariam ninguém do mal manual. E os irmãos nunca mais se falariam.

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