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Contratação de CR7 pela Juventus detona greve na Fiat

O mercado automotivo vai mal mundo afora. Mas um fator inusitado ajudou a derrubar as ações da Fiat em 2,86% nesta quarta-feira. Os trabalhadores da empresa ameaçam entrar em greve num protesto contra a contratação do jogador Cristiano Ronaldo pela Juventus. Prevista para ocorrer entre as 22h do deste domingo e as 18h de terça-feira, a paralisação foi convocada pelo sindicato Unione Sindicate di Base. A associação alega que a milionária transferência do atleta teria sido intermediada pela montadora italiana, patrocinadora do clube.

Para a categoria, "não é aceitável" que trabalhadores se sacrifiquem, enquanto a empresa gasta "milhões de euros com um jogador". Segundo o comunicado, a Fiat pede que as famílias "apertem o cinto", mas investe grandes montantes com apenas um nome. "Acham justo? É normal uma pessoa ganhar milhões, enquanto milhares de famílias no meio do mês já quase não têm dinheiro?", questionou a entidade. "A empresa deveria colocar os interesses dos empregados em primeiro lugar, mas se isso não acontece é porque preferem o futebol e entretenimento em detrimento do resto."

Cristiano Ronaldo deve se mudar para Turim após uma negociação no valor de 100 milhões de euros (cerca de R$ 450 milhões) com o espanhol Real Madrid e que estará em vigor até 20 de junho de 2022. O atacante começou sua carreira no Sporting de Portugal e, depois, jogou na Inglaterra, pelo Manchester United, de onde saiu para reforçar o Real por meio de outra transação multimilionária em 2009. A ligação entre a Juventus e a Fiat-Chrysler é intrínseca. A Jeep, uma das marcas do grupo FCA, rende um patrocínio de 26,5 milhões de euros anuais ao clube. As duas empresas tem o mesmo acionista majoritário: a família Agnelli.

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