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Angelus Soares

Angelus Soares

Alguns defendem que foi na Idade Média. Antes dos duelos, os cavaleiros precisavam se abraçar para mostrar que não havia armas escondidas. Com medo de que o abraço virasse um golpe, substituíram pelo aperto de mão. 

Outros historiadores defendem que o buraco é mais embaixo e que começou com os homens das cavernas mesmo, praticamente com a mesma intenção. Como todos andavam armados naquela época, para demonstrar paz se deveria se estender a mão sem armas para o outro que, confirmando o respeito, a apertava com a sua mão igualmente livre. Como as mulheres da caverna não saíam para a caça, não desenvolveram esse hábito de cumprimento. Há registros até de egípcios estendendo a mão para deuses, a fim de receber a bênção.

Terror
Anônimo

Anônimo

Como sabemos, a Santa Inquisição foi um período iniciado no começo do séc XII. Com expansão do poder do cristianismo, a Igreja Católica liderou uma cruzada contra quem se opunha aos seus dogmas. Massacres aconteceram.Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou um documento intitulado Ad Exstirpanda - ele dava uma chance aos hereges: assumir o erro através de tortura. Não foi legal. Os Papas seguintes renovaram o documento, o que manchou a história com séculos de mortes injustas.

Milhões de inocentes sofreram mortes terríveis e inimagináveis. Muito pior do que qualquer filme foi capaz de reproduzir. Mesmo sendo difícil mensurar quais são as piores, vamos listar algumas delas. Se vc não tem estômago forte, pare por aqui.



A Tortura d'Água

A vítima ficava imobilizada com a barriga para cima. Com um funil, o algoz derramava litros e litros d'água q, sem defesa, a vítima engolia. Se não morresse sufocada, o torturador e seus ajudantes pulavam sobre ela, fazendo com q a água saíssem abruptamente. O ritual era repetido até que os vasos sanguíneos estourassem com a saída da água.


O Burro Espanhol

A vítima era posta nua sobre um cavalete de madeira em forma de 'V'. A parte mais aguda ficava entre as pernas. Pesos eram presos em seus pés e ela ia, aos poucos, sendo cortada ao meio.


A Serra

Uma variação do Burro. Nesta, o acusado era suspenso pelas pernas e os carnífices o serrava verticalmente. Essa tática era ainda mais agonizante pois, com o sangue acumulado na parte superior do corpo, a vítima só morria quando a serra alcançava o peito, o que podia levar horas.


A Pêra

O instrumento era introduzindo no ânus da vítima e depois aberto, estourando a pessoa por dentro e causando hemorragia interna. Não matava instantaneamente, por iso era geralmente usado no início da tortura.


A Mesa de Esviceração

Prendendo a vítima numa mesa, abriam seu ventre e prendiam um gancho nas suas entranhas. Depois, uma manivela era rodada lentamente, puxando o gancho e as entranhas para fora do corpo.


O Arranca-Seios

Após esquentar o instrumento no óleo ou na brasa, ele era preso aos seios das acusadas e puxado lentamente. A mulher era largada sangrando para morrer de hemorragia ou enlouquecer com a dor.


A Roda do Despedaçamento

Era um dos mais temidos. Neste método, o réu era preso a uma roda que ficava sobre chamas. Então era rodado, tendo seu corpo lentamente cozido. O fogo podia ser trocado por lanças, que despedaçavam o condenado.


O Berço de Judas

Uma evolução (se é que podemos chamar de evolução) do empalamento. A vitima ficava nua, suspensa por cordas sobre uma espécie de cone pontiagudo. As cordas iam se afrouxando lentamente (muito lentamente) num processo agonizante onde o acusado era aberto ao meio. A tortura costumava levar dias. E, se é que pode piorar, o Berço nunca era lavado, o que gerava infecções terríveis.


A Dama de Ferro

A famosa Iron Maiden era um sarcófago de ferro com longos espinhos que se fechavam sobre a vítima. Todavia, os espinhos eram dispostos de tal forma que não acertassem órgão vitais, mantendo a vítima viva. Também conhecido como A Virgem de Nuremberga.


Pista 1: guarde esta palavra: CAFÉ. Em breve você precisará uni-la a outras palavras para chegar ao final desta jornada. Para ver o passo anterior, cole o seguinte link no seu navegador: http://goo.gl/uNI74 Aguarde a próxima pista. (Se falar sobre esta mensagem nos comentários do post você será banido e não poderá mais comentar. Para sinalizar que encontrou, apenas diga "Feliz Páscoa fora de época!".)


A Pata de Gato

Eram ganchos de ferro pontiagudos que eram passados brutalmente sobre o corpo do acusado, dilacerando-lhe a carne e os órgãos. O instrumento era tão forte que nem músculos ou ossos eram um obstáculo.

O Discovery Channel produziu um documentário sobre o assunto, mostrando de forma detalhada como funcionaram algumas dessas máquinas de tortura:

A dica do vídeo veio do @NaoCompila pelo Twitter ;-)

Muitas outras formas de torturas eram utilizadas: fogueiras, cozimento vivo, esmagar partes do corpo, submersão, enfim. Foi um período de trevas no qual até mesmo os nobres temiam o Tribunal do Santo Ofício, já que a Igreja estava intimamente ligada ao Estado. Estes fatos fazem lembrar a importância de se manter o Estado laico, tanto na teoria quanto na prática.

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Hugo Condoriano Tric

Hugo Condoriano Tric

Eles vieram das tradições orais de culturas diversas, do folclore mesmo, sem nome definido. E, como muitos sabem, não essas histórias não tinham nada de fadas. São contos recheados de vingança, assassinatos, torturas, sexo, mutilações, e por aí vai. Eles carregam a moral, ritos, anseios e orientações gerais da cultura que os gera. São histórias como as da mitologia grega, celta, hindu e até mesmo a brasileira. Essas histórias da mitologia européia eram contadas de pai para filho e traziam consigo preocupações da vida cotidiana (e nada nobre) como morte, fome, abandono e abusos sexuais onde os personagens principais, em geral, eram crianças ou jovens, servindo de alerta (drástico) para que os pequenos camponeses tomassem cuidado. Esses contos começaram a ser formalmente registrados em prosa na Idade Média, quando a sociedade começou criar uma distinção social entre crianças e adultos.

O autor pioneiro na área foi o francês Charles Perrault, que deu uma amaciada nas histórias para agradar as mães da corte francesa. No século seguinte, os famosos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen deram seguimento nessa linha literária inclusive absorvendo características de folclores de outras culturas, criando as "morais de história" e também amenizando os enredos. Afinal, já era considerado meio drástico dizer que João e Maria foram abandonados pelos pais por falta de condições para criá-los, passaram fome e tiveram os olhos devorados pelos animais da floresta. Que a Bela Adormecida foi, na verdade, estuprada pelo príncipe e até gerou seu filho enquanto estava inerte na cama. Que a história da doce Chapeuzinho Vermelho fala de canibalismo, onde a neta come a carne da própria avó e acaba sendo abusada e devorada pelo lobo, sem caçador para salvar. Que a Branca de Neve foi feita de empregada pelos anões e, no final, se vinga da madrasta obrigando-a vestir sapatos de ferro quente e dançar até a morte. Que a Pequena Sereia tem a cauda rasgada ao meio pela bruxa do mar e morre no final.

Os contos atuais, cheios de esperança e amor, foram fruto de uma preocupação com o impacto psicológico que as crianças podem sofrer a partir de influências. Preocupação esta que continua até hoje, discutindo cada vez mais o conteúdo da indústria infantil e do politicamente correto. Foi ela que transformou aquelas histórias macabras nos famosos contos de fada e acabou por nos poupar de muitas histórias dignas de pesadelos.