Geral
Marcos Daniel

Marcos Daniel

O assassinato do arquiduque Francisco Ferninando foi a gota d'água. Mas falar que ele foi o motivo seria como dizer q só esta gota d'água encheu o copo todo. Uma guerra de proporções mundiais, como é de se esperar, é o desfecho de um cenário muito complexo. Vamos fazer um apanhado bem geral para explicar:

Francisco Ferdinando (que, embora tenha nome mexicano, era austro-húngaro) e sua esposa foram assassinados em Sarajevo (então parte do Império Austo-Húngaro), em 28 de Junho de 1914, por um grupo de rebeldes da Sérvia. Diante desta morte, o ministro das Relações Exteriores do Império Austro-Húngaro, o conde Leopoldo Berchtold, orientado pelo seu parceiro, o Império Alemão, mandou uma carta para o imperador da Sérvia exigindo, entre outras coisas, que o governo sérvio se responsabilizasse pelo homicídio e que agentes austríacos iriam se envolver nas investigações. A esta exigência, o imperador sérvio respondeu simplesmente que não. Ele foi turrão assim porque abaixar a cabeça pro governo austro-húngaro abalaria a soberania do seu próprio império, além do que ele já contava com um apoio da Rússia se rolasse uma briga. E foi o que rolou: Império Austro-Hungaro e Alemão vs Sérvia e Rússia.

Dae sabe aquela briga que os amigos vão chegando e tomando partido? Foi meio assim mesmo. Quando a Alemanha foi invadir a Rússia, no dia 1 de agosto, invadiu logo a aliada dela também - a França. Para isso, tomou Luxemburgo e Bélgica para aumentar o ataque na fronteira com a terra dos croissaints. Ao mexer com a Bélgica, os alemães chamaram pra si a fúria dos britânicos e pronto! Com tantas nações envolvidas, havia começado a Primeira Guerra Mundial.

Claro que este foi só o estopim. Muita coisa estava por trás: economia, alianças, disputas não-resolvidas, discrepâncias diplomáticas, movimentos reacionários, entre outros. O clima já estava tenso quando o arquiduque foi assassinado e estourou a guerra.

Depois dela, a geografia da Europa mudou bastante, como dá pra perceber no mapa. Então podemos dizer que a Primeira Guerra se deu pelo mesmo motivo que todas as outras: poder. Pela necessidade de domínio geográfico, econômico e cultural; pela ambição desmedida de uma das partes. Como muito bem definiu Juan Carlos Mejía, de 11 anos, guerra é "gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz".

Geral
Sabe que dia é hoje? Há 88 anos, acontecia a primeira partida da história das Copas

Esta sexta-feira marca uma data importante para a Copa do Mundo. Em 13 de julho de 1930, um domingo, França e México disputavam a primeira partida da história dos mundiais, dando início a uma história que já conta com 88 anos, 21 edições e mais de 900 partidas disputadas. Aos 19 minutos do primeiro tempo Lucien Laurent, aproveitando uma furada do zagueiro Rosas após cruzamento de Langillier, marcou o primeiro dos 2369 gols anotados até o Inglaterra e Croácia desta quarta-feira (11).

O jogo foi disputado no estádio de Pocitos, então casa do Penharol. Apenas 4400 dos 10 mil lugares no estádio estavam ocupados. Talvez esses expectadores não tivessem noção que estavam fazendo parte da História. O estádio não existe mais. Na Avenida Francisco Soca, no bairro de Pocitos, há uma linha que chega a um círculo e um totem, marcando o círculo central e onde foi posta a bola. Pouco maís à frente, há outro monumento com os dizeres "Onde moram as aranhas", sinalizando a baliza onde Laurent marcou o primeiro tento de todas as Copas.

Fonte

Geral
Mal de Montezuma: quem elimina o México não ganha a Copa

Eliminado pela Bélgica após a derrota de 2 x 1, nesta sexta-feira (6), em Kazan, o Brasil se junta a um grupo de países afetados pelo "Mal de Montezuma": quem elimina o México em Copas nos últimos sete Mundiais volta para casa sem a taça. Em 2014, foi a Holanda, que parou na semifinal contra a Argentina. Já em 2010, a Argentina fez 3 x 1 nos mexicanos e tomou 4 x 0 da Alemanha nas quartas. Em 2006, a situação foi idêntica: os argentinos bateram os mexicanos e perderiam nos pênaltis para a Alemanha nas quartas.

Em 2002, num duelo regional, os EUA eliminaram os mexicanos nas oitavas e caíram para a Alemanha. Em 1998, os alemães bateram os mexicanos e perderam nas quartas para a Croácia. Em 1994, a Bulgária começou uma grande campanha ao tirar o México nas oitavas e foi à semifinal. Cairia para a Itália na semifinal. As melhores campanhas mexicanas foram em 1986 e 1970 - em ambas, o México perdeu da Alemanha - que foi vice em 1986 e terceira em 1970.

Mesmo os times que jogam com o México em fases de grupo são afetados por essa "maldição". A seleção mexicana já disputou 16 Copas do Mundo contando com a de 2018 - em 14 delas, quem estava no grupo do México não ganhou a Copa. Somente o Brasil de 1962 e a Inglaterra de 1966 enfrentaram o México e ergueram o caneco. Ou seja, quem quiser vencer a Copa de 2022 no Catar pode começar torcendo para não estar no caminho do México.

Geral
Por que a camisa da Croácia é sempre xadrez?

A Croácia, sensação da Copa do Mundo de 2018, faz o jogo mais importante da sua história nesta quarta-feira (11) contra a Inglaterra, em Moscou. Quem vencer o duelo, enfrenta a França na grande final do Mundial. Nas redes sociais, muita gente questiona: por que a camisa do time liderado por Luka Modric é sempre xadrez? Há três explicações mais aceitas para o fato de, independentemente do esquema de cores, o uniforme croata ser sempre quadriculado.

A primeira delas é uma referência às duas etnias da população, apelidadas de Croácia Vermelha e Croácia Branca. As cores são, portanto, uma representação dessas etnias que formaram o povo croata. Já a lenda do rei croata Drzislav conta que ele foi desafiado por Pedro II Orseolo, governante de Veneza, em uma guerra pelo controle da Dalmácia, região no sul do país balcânico.

Ambos compartilhavam a paixão pelo xadrez e quem vencesse o desafio ganharia liberdade. Drzislav venceu e decidiu eternizar o xadrez como símbolo de sua conquista. O quadriculado também pode remeter ao desenho da flor Fritillaria montana, que tem as pétalas quadriculadas e é comum naquela região da Europa. Você acha que os croatas vão vencer os ingleses e continuar desfilando sua camisa xadrez até o fim da Copa?

Fonte

Geral
Hugo Condoriano Tric

Hugo Condoriano Tric

Eles vieram das tradições orais de culturas diversas, do folclore mesmo, sem nome definido. E, como muitos sabem, não essas histórias não tinham nada de fadas. São contos recheados de vingança, assassinatos, torturas, sexo, mutilações, e por aí vai. Eles carregam a moral, ritos, anseios e orientações gerais da cultura que os gera. São histórias como as da mitologia grega, celta, hindu e até mesmo a brasileira. Essas histórias da mitologia européia eram contadas de pai para filho e traziam consigo preocupações da vida cotidiana (e nada nobre) como morte, fome, abandono e abusos sexuais onde os personagens principais, em geral, eram crianças ou jovens, servindo de alerta (drástico) para que os pequenos camponeses tomassem cuidado. Esses contos começaram a ser formalmente registrados em prosa na Idade Média, quando a sociedade começou criar uma distinção social entre crianças e adultos.

O autor pioneiro na área foi o francês Charles Perrault, que deu uma amaciada nas histórias para agradar as mães da corte francesa. No século seguinte, os famosos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen deram seguimento nessa linha literária inclusive absorvendo características de folclores de outras culturas, criando as "morais de história" e também amenizando os enredos. Afinal, já era considerado meio drástico dizer que João e Maria foram abandonados pelos pais por falta de condições para criá-los, passaram fome e tiveram os olhos devorados pelos animais da floresta. Que a Bela Adormecida foi, na verdade, estuprada pelo príncipe e até gerou seu filho enquanto estava inerte na cama. Que a história da doce Chapeuzinho Vermelho fala de canibalismo, onde a neta come a carne da própria avó e acaba sendo abusada e devorada pelo lobo, sem caçador para salvar. Que a Branca de Neve foi feita de empregada pelos anões e, no final, se vinga da madrasta obrigando-a vestir sapatos de ferro quente e dançar até a morte. Que a Pequena Sereia tem a cauda rasgada ao meio pela bruxa do mar e morre no final.

Os contos atuais, cheios de esperança e amor, foram fruto de uma preocupação com o impacto psicológico que as crianças podem sofrer a partir de influências. Preocupação esta que continua até hoje, discutindo cada vez mais o conteúdo da indústria infantil e do politicamente correto. Foi ela que transformou aquelas histórias macabras nos famosos contos de fada e acabou por nos poupar de muitas histórias dignas de pesadelos.

Geral
Final de 2018 faz do 4 x 2 o resultado mais comum em decisões de Mundiais

Para conquistar o bicampeonato mundial em cima da Croácia e ganhar a Copa do Mundo de 2018, a França bateu os croatas por 4 x 2. O resultado criou uma estatística curiosa e inesperada: o improvável placar de 2018 agora é o mais comum das 21 finais de Copas do Mundo já disputadas: aconteceu também em 1930, 1938 e 1966.

Superou, assim, o 1 x 0 (1990, 2010, 2014), o 2 x 1 (1934, 1950, 1974) e o 3 x 1 (1962, 1978, 1982), todos acontecidos por três vezes. Além desses, o único outro placar a repetir foi 3 x 2 (1954 e 1986). Os demais aconteceram apenas uma vez: 5 x 2 (1958) 4 x 1 (1970) 3 x 0 (1998) 2 x 0 (2002) 1 x 1 (2006) 0 x 0 (1994). Com 6 gols, a final de hoje supera a média histórica em finais de 3,5 gols por jogo.

PS - este é o último post sobre a Copa de 2018. Até Tóquio 2020!

Geral
Rússia perde da Croácia e mantém jejum da sede: só seis países ganharam Copa em casa

Com a eliminação da Rússia pela Croácia após o empate por 2 x 2 na prorrogação e 4 x 3 nos pênaltis, segue a dificuldade dos países-sede da Copa do Mundo em usar o fator casa em seu favor. Em 21 edições de Copa do Mundo, apenas seis países venceram a Copa debaixo dos olhos dos seus torcedores. Isso aconteceu com o Uruguai, campeão sobre a Argentina em 1930; a Itália bateu a então Tchecoslováquia por 2 x 1 em 1934; somente 32 anos depois, um anfitrião voltaria a erguer a taça: em 1966, a Inglaterra bateu a Alemanha por 4 x 2.

Em 1974, a Alemanha Ocidental bateu a Holanda por 2 x 1 e em 1978, a Argentina ganhou sua primeira Copa também em cima dos holandeses, vencendo por 3 x 1 em Buenos Aires. Nas últimas 10 Copas - de 1982 para cá - a seca dos anfitriões é imensa: somente a França conseguiu ganhar o Mundial em casa. A escrita deve se manter em 2022, uma vez que a Copa será sediada no Catar.

Geral
Sidney Alves

Sidney Alves

Sim. Foi Samuel Wilson, comerciante que viveu entre 1766 e 1854 e era o principal fornecedor de carne para o exército estadunidense na época.

Os soldados brincavam que as iniciais U.S (de United States) que vinham nos barris de carne significavam Uncle Sam. A brincadeira ficou popular e por volta de 1850 a revista norte-americana Punch batizou o Tio Sam como símbolo dos EUA em um artigo.

A primeira ilustração, feita em 1870 pelo cartunista Thomas Nast, não faz referência ao verdadeiro Tio Sam, mas do ex presidente americano Abraham Lincoln. Quase meio século mais tarde, durante a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), o exército dos EUA encomendou a James Flagg o famoso cartaz em que o Tio Sam aponta o dedo e “escolhe” quem estiver olhando para se alistar no exército dos EUA.

Uma coisa que poucos sabem é que a ideia original do pôster não nasceu nas terras do Tio Sam. Três anos antes, o artista Alfred Leete criou, a pedido dos ingleses, este cartaz de alistamento para a guerra com a imagem do Lord Kitchner, então secretário de guerra da Grã-Bretanha.

KIBE!!!!!

Geral
Gustavo de Oliveira

Gustavo de Oliveira

Ficamos dividos quanto à sua real dúvida, então respondemos ambas as alternativas que entendemos:

Maior número de parto de gêmeos pela mesma mulher: 16 pares de gêmeos, 7 trigêmeos e 4 quadrigêmeos, totalizando 27 partos e 69 filhos. De acordo com o Guinness Book, isso aconteceu na Rússia, de 1725 a 1765, ela era esposa de um fazendeiro chamado Feodor Vassilyev, mas ninguém sabe seu nome. #chatiada.

Maior número de bebês numa mesma gestação: este recorde é da estadunidense Nadya Denise Doud-Suleman Gutierrez. Ela esperava só 7 rebentos, quando se surpreendeu com um oitavo. Oh! Todos na mesma gestação (estimulada por fertilização in vitro). Ela deu à luz a seis meninos e duas meninas, todos vivos, em janeiro de 2009, quando estava solteira e desempregada, ficando conhecida como "octamãe". E olha que ela já tinha filhos! Seis. Sim, hoje Nadya tem 14 filhos.

Nadya Gutierrez durante a gestação.