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Minority Report: cientistas criam computador que prevê o futuro

Cada vez mais a ciência tenta prever o comportamento humano. Cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, desenvolveram um software que prevê o que as pessoas farão nos próximos segundos. "Queremos prever o momento e a duração de atividades minutos ou até mesmo horas antes de acontecerem", disse o pesquisador Jürgen Gall, no anúncio do estudo. Lembra muito o enredo do filme Minority Report (2002), em que as autoridades conseguem prever crimes antes que eles aconteçam.

No entanto, a ideia é ser uma espécie de autocorretor da vida real, dando indicações de quais seriam as próximas ações das pessoas. Em testes, os cientistas treinaram o software para prever o que um chef faria. Para isso, eles mostraram vários vídeos de pessoas preparando café-da-manhã e saladas. Em seguida, exibiam uma gravação de alguém fazendo outra refeição e pediam que o software desse seus palpites de quais passos a seguiria para terminar o prepara da refeição.

Foram usadas duas abordagens: na primeira, a rede neural do software antecipava quais seriam as próximas etapas do preparo; já a segunda testava várias combinações até chegar nas etapas mais prováveis. "A curto prazo, a precisão do software foi de 40%, mas foi caindo conforme o algoritmo era instigado a prever a longo prazo", disse Gall. A equipe apresentará a novidade na IEEE Conference on Computer Vision and Pattern Recognition em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

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5 profissões que podem desaparecer nos próximos anos

Com as novas tecnologias, tarefas que antes levavam dias ou horas para serem realizadas agora são concluídas em poucos segundos. Mas para todo bônus há um ônus - enquanto as novidades surgem para facilitar a vida de alguns, elas podem tirar o emprego de outros.

É o que mostra um estudo sobre o impacto da revolução digital no mercado de trabalho, do instituto francês Sapiens. A maioria dos especialistas afirma que à medida em que vagas são extintas em empregos "desatualizados", outras vagas são criadas em áreas que usam novas tecnologias.

Segundo os pesquisadores, se houver opção tecnológica para o trabalho humano, ela será escolhida sem discussão - aumentando a produtividade. Num cenário de transformação constante, cerca de 2 milhões de trabalhadores de cinco áreas podem perder seus empregos nos próximos anos.

São elas: funcionários de bancos e seguradoras, profissionais da área de contabilidade, secretários de escritório, agentes de manutenção e caixas de lojas e supermercados.

O objetivo do estudo, segundo Erwann Tison, economista e diretor do instituto, não é provocar o desespero, mas tomar atitudes para enfrentar as mudanças “Isso porque, embora muitos ofícios estejam desaparecendo, "outros, em maior proporção também surgirão", diz

.1. Funcionários de bancos e seguradoras
O número de empregados do setor bancário e de seguros (como funcionários de guichê, atendentes de call center, funcionários de serviços técnicos e representantes de vendas) recuou 39% na França entre 1986 e 2016.; a expectativa é de que as vagas sejam extintas até 2051.

2. Profissionais da área de contabilidade
O número de contadores saltou 16% entre 1986 e 2004 na França. Desde então, o número recuou 23% por conta da tecnologia. Softwares capazes de realizar tarefas sem intervenção humana causarão uma segunda onda de declínio. A estimativa é que a profissão seja extinta entre 2041 e 2056.

3. Secretários de escritórios
Os assistentes digitais permitem simplificação e concentração de tarefas numa única plataforma. A popularização da tecnologia levou a uma queda de 26% na força de trabalho na profissão. Além dos impactos da tecnologia, há terceirização dos serviços. A profissão será extinta entre 2053 e 2072.

4. Agentes de manutenção
A queda nesta área começou em 2006, com o uso de tecnologias para movimentação de cargas. A Baidu, gigante do comércio eletrônico chinês, emprega 60 robôs com capacidade para carregar 500 kg, aumentando a produtividade em 300%. A profissão deve acabar entre 2071 e 2091.

5. Caixas de lojas e supermercados
Segundo o estudo, a ampliação do self-checkout em estabelecimentos divide opiniões. Enquanto para os clientes a tecnologia permite economia de tempo, para o funcionário mostra que seu cargo vai desaparecer no longo prazo. Desde 2004, o número segue em queda livre, recuando 15%.

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