Geral
Anônimo

Anônimo

Por dois motivos: raridade na natureza e simbologia do número.

Como o nome já indica, o trevo comum tem apenas três folíolos (é o nome certo). Mas, em função da temperatura e irrigação, alguns desenvolvem uma anomalia e nascem com quatro. Então, já é sorte encontrar algum.

A simbologia do número quatro é muito forte em diversas culturas por indicar um ciclo perfeito: as fases da lua, as estações do ano, os elementos da natureza e os pontos cardeais. 

Os druídas (que eram os responsáveis pelo ensino, instruções jurídicas e filosóficas da sociedade celta), cerca de 300 a.C., popularizaram a lenda de que o trevo de quatro folhas deve ser dado de presente e atribui quatro poderes para a vida do que recebe: esperança, amor, fé e sorte.

Terror
Caio Abreu

Caio Abreu

Essa lenda é tão remota quanto a própria existência humana. A essência do vampiro como um monstro sugador de energia vital foi uma das primeiras manifestações culturais diante do desconhecido: as doenças. Nos primórdios, ninguém tinha esse conceito de "doença". O corpo humano e sua complexidade eram absolutamente ignorados. Quando alguém começava a passar mal logo creditavam o fato a algo sobrenatural. Então surgiu a ideia de seres que se alimentavam da energia dos vivos, deixando-os naquele estado torpe até, talvez, levando à morte.

Essa crença popular tem registro em culturas antiquíssimas como a mesopotâmica, a grega, a suméria, a babilônica, a asteca, a africana, a hebraica e muitas outras. Sendo o sangue o símbolo da vida, muitas acreditavam que os seres se alimentavam dele. Apesar da terem aparência variável nos mais diversos folclores, foi nos vilarejos da Europa central que eles começaram a se parecer mais com os vampiros de hoje. E serem documentados também. Espalhou-se por ali que os corpos de suicidas, excomungados ou não-batizados, quando a noite caía, levantavam do túmulo e voltavam para sugar o sangue de seus parentes (que se tornavam vampiros também) e depois voltavam para o cemitério na forma de morcegos. Isso gerou uma onda de pânico que resultou no assassinato de muitas pessoas por crer-se serem vampiras. Acontece que algumas das doenças que atacaram a Europa no séc XVIII, hoje conhecidas e desmestificadas, têm sintomas próximos aos relatos de vampirismo:

Catalepsia: todos os sentidos vitais do corpo se tornam quase imperceptíveis e a pessoa, consciente, fica imóvel, sendo muito comum o diagnóstico de óbito. Porém, a pessoa desperta do estado após um tempo, podendo ser confundida com um morto-vivo; (leia mais sobre isso em nosso post sobre a existência de zumbis)

Porfíria: doença sanguínea hereditária que tem como sintomas palidez, sensibilidade a luz solar e esticamento da pele ao redor dos lábios e gengiva, deixando os dentes mais saltados.
(veja a foto de uma criança com porfíria. Se tiver estômago forte, veja a foto de um homem com a mesma doença em estado avançado.)

RAIVA: 7 vezes mais comum em homens (vampiros geralmente são homens), gera hipersensibilidade a estímulos como odor (alho), água (água corrente, benta ou não), luz (sol), insônia e tendência a vaguear (hábitos noturnos), libido aguçada (sensualidade) e ataques de agressividade (quando mordidas são comuns).

A raiva ainda tem como característica ser transmitida por animais contaminados, o que pode ter creditado aos vampiros a capacidade de metamorfose. E, ainda por falta de conhecimento, eles se "certificavam" que a pessoa era um vampiro quando encontravam o corpo do cadáver com sangue fresco saindo pela boca. Hoje é sabido que, mesmo após a morte, a putrefação acaba expelindo o sangue. Além do agravante da raiva deixar o sangue liquefeito por um bom tempo após o óbito. E terras úmidas e frias (como as da Europa central) preservam melhor os cadáveres, mantendo-os mais tempo que o comum.

Ainda há a crença judaico-cristã, que defende que o primeiro vampiro foi um personagem bíblico bem conhecido: Caim. Após matar o irmão e não se arrepender, ele teria sido amaldiçoado e se tornado o primeiro vampiro da história.

O termo "vampiro", aliás, apareceu só no século XVIII na França, como "vampire", num documento que registra casos vampirísticos. A origem da palavra é muito questionada. Pode vir do russo upir, do húngaro vampir ou ainda do turco uber.

Mas o ponto decisivo para a concepção do vampiro atual foi o famoso livro Drácula, de Bram Stoker, lançado em 1897. Inspirado no crudelíssimo príncipe Vlad Tepes Dracul, que governou a Valáquia (atual Romênia) na metade do século XV, o escritor misturou fatos históricos com várias crenças populares (tanto que, no livro, o vampiro vira lobo), aterrorizou gerações e perpetuou a imagem do vampiro nobre, sedutor e misterioso.

As diversas manifestações que se seguiram foram creditando outras características ao monstro até ele virar o que é hoje: o personagem mais popular em livros, filmes, seriados e jogos. Sedutor, infantil, selvagem, cruel e até mesmo brilhante à luz do sol.

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Francielha Costa

Francielha Costa

Esse costume vem não só de uma, mas de diversas culturas. Isso pq cada uma, por seu motivo, acreditava que as árvores são elos entre o plano terreno e o astral. 

Os egípcios e os índios norte-americanos tinham essa crença devido aos raios sempre atingirem as árvores (e por isso acreditavam ter alguma ligação com as divindades).

Já os druidas, acreditavam que as árvores absorviam os maus espíritos e os devolviam à terra. 

Para os gregos e romanos, elas serviam de moradas para algumas divindades. 

Qualquer que fosse a razão, eles batiam na madeira quando acontece algo ruim para chamar a atenção "do outro lado" e obter alguma ajuda, costume que mantemos até hoje. Pode ser pura superstição, mas já que resistiu a tanto tempo... Vai que, né?