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Um estudo do Centro Brasileiro de Análise de Planejamento (Cebrap) avaliou o impacto do uso da bicicleta no lugar de carros e ônibus. Deslocamentos mais rápidos pela cidade economizariam R$ 870 milhões. Também reduziria em R$ 34 milhões nas despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) com internações, por causa de diabetes ou doenças cardiovasculares.

A pesquisa usou as viagens “pedaláveis”, de até 8km de distância, feitas entre 6h e 20h e por pessoas de até 50 anos. “Quanto mais rápido as pessoas se deslocam para o trabalho, maior é a produtividade”, diz Victor Callil, pesquisador do Cebrap. Durante a greve dos caminhoneiros, o movimento nas ciclovias cresceu mais de 40%, a qualidade do ar melhorou 50%, segundo um levantamento do Instituto de Estudos Avançados da USP.

O estudo do Cebrap faz uma projeção: se todas as tais viagens "pedaláveis" fossem mesmo realizadas, eliminando muitos carros e ônibus, a emissão de CO2 poderia ser reduzida em 18%. “Só eles pedalando o que eles pedalam hoje em dia, eles já tão contribuindo com 3% a menos de CO2 dos transportes de pessoas na cidade”, afirma Callil.