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Gabriel Foster

Gabriel Foster

Cães: foram os primeiros animais a serem domesticados. E começou por simples simbiose: o homem usava o cão para caçar e cão tinha comida fácil nos restos do homem. Mas só isso não seria o suficiente. Características como a sociabilidade canina e a adaptação a todas as estações do ano perpetuaram a parceria e garantiram ao animal a alcunha de melhor amigo do homem.

Gatos: quando os egípcios se fixaram às margens do Nilo, o problema foram os ratos. Eles devoravam todos os alimentos. Então apareceram aqueles animais misteriosos, lânguidos, silenciosos e exímios caçadores de ratos. Também interessados em abrigo e comida, os gatos acabaram se fixando.

Ao contrário do cão, que alterou muito sua anatomia, interação e até instintos desde as origens, o gato não mudou quase nada.

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A ciência comprova: seu cachorro realmente tenta falar com você

Donos de cachorros juram de pé junto que seus animais falam com eles. Alguns dizem até saber o que o seu animal está pensando. De acordo com um estudo da Universidade de Salford, eles podem estar certos. Pesquisadores recrutaram 37 donos de cachorros e pediram que filmassem o que seus animais de estimação estavam fazendo. Ao analisar mais de 1.000 filmes, eles identificaram 19 sinais que os cães dão aos humanos e o significado desses gestos.

Assim como os humanos dão instruções aos cães como "senta" e "deita", parece que os cães também usam seus gestos para pedir coisas. "Os cães são realmente hábeis em usar 'gestos referenciais', - equivalentes a gestos humanos como apontar e acenar", disse a pesquisadora Hannah Worsley, uma das autoras do estudo. "Descobrimos que quando os cães querem um arranhão, eles usam até 14 gestos diferentes para convencer seus donos a fazê-lo."

Os pedidos dos cães foram agrupados em quatro categorias: "me dê comida ou bebida", "abra a porta", "traga meu brinquedo ou osso" e "faz carinho". Uma lista completa dos gestos e o provável significado pode ser encontrada no estudo, publicado na revista Animal Cognition. Eles incluem estender a mão com a pata, ficar de pé sobre as patas traseiras e rolar.

O sinal mais comum era o giro da cabeça ou a "alternância do olhar", quando o cão olha para você com a cabeça inclinada para o lado, registrado 381 vezes. Os pesquisadores dizem que este sinal foi usado para atingir todos os quatro objetivos do cão, concluindo que isso poderia significar que os cães são "potencialmente aptos a usar a comunicação referencial".

"Estender a pata" provavelmente significa um pedido de comida ou bebida, e rolar significava "faz carinho" 100% do tempo. Mas alguns gestos, como cutucar o nariz, eram mais ambíguos, podendo significar qualquer um dos quatro pedidos. O tempo que uma pessoa e um cão viveram juntos e quão bem socializados eles eram, também tiveram impacto em quantos gestos eles usaram. Após 30 mil anos juntos, cães e humanos aprenderam a entender um ao outro.

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Estudo realizado pela Universidade de Kyoto, no Japão, mostrou que cachorros podem sentir se uma pessoa é má ou não. Este estudo mostrou que cachorros têm uma grande capacidade de percepção e julgamento, é possível então confiar quando ele mostrar um comportamento atipicamente negativo perto de alguém que ele julga não ser confiável.

Durante o estudo, 34 cães foram submetidos a três rodadas de experimentos baseados no ato de apontar. Quando indicamos o cachorro a ir para determinado local, apontando, os cachorros tendem correm para explorá-lo. Isso mostra que compreendem o significado desse gesto. Por meio do estudo, os pesquisadores queriam avaliar até onde vai o nível de compreensão desses animais, e se sabiam diferenciar quando estavam sendo enganados pelo apontar de alguma pessoa.

Na primeira rodada do experimento, os pesquisadores apontaram para um recipiente cheio de comida que estava escondido. Na segunda rodada, apontaram para um recipiente vazio, também escondido. Já na terceira rodada, eles apontaram novamente para um recipiente com comida, no entanto os cachorros não reagiram ao ato, apenas permaneceram onde estavam.

Akiko Takaoka, líder do estudo, concluiu que os cães se basearam nessas três experiências com os pesquisadores para definir se eram confiáveis ou não. Na percepção dos animais, esse grupo de pesquisadores não era confiável, pois apontou para um lugar onde não havia nada.

Após essa primeira experiência, uma outra pessoa apontou para o mesmo lugar da terceira rodada e, desta vez, os animais reagiram. Takaoka mostrou-se surpreso ao perceber como os cães podem julgar a confiabilidade de uma pessoa rapidamente, e como também passam da confiança à desconfiança rapidamente.

Segundo Akiko, “Eles têm uma inteligência social mais sofisticada do que pensamos, que evoluiu seletivamente em sua longa história ao lado dos seres humanos”.

Este estudo também mostrou que as coisas mais previsíveis costumam atrair mais os cachorros. Dessa maneira, quando as coisas se tornam incertas, eles podem ficar estressados, agressivos ou temerosos. Apesar de serem mais sensíveis ao comportamento humano, os cães não incorporam muitos de nossos hábitos. Por exemplo, eles não possuem tantos preconceitos, não ficam presos em momentos passados ou futuros e agem de forma mais reativa do que reflexiva.

Evidências também mostram que quando se trata de sua família, os cachorros não perdem a confiança facilmente, mas usam seus outros sentidos para encontrar o que seus donos o apontaram: “Por exemplo, muitos cachorros de família podem ignorar os gestos que seus donos fazem quando eles apontam incorretamente e usam a memória para cheirar e encontrar o que estava escondido”, disse Brian Hare, também pesquisador do estudo publicado na revista Animal Cognition.

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O Muito Interessante tem parceria com a Ong Amigos de São Francisco, organização dedicada ao respeito aos animais de qualquer raça e espécie e que acredita que uma sociedade só estará em equilíbrio quando souber tratar com dignidade seus animais. Para ajudar você pode adotar, apadrinhar, ceder um local temporário, ser voluntário ou até mesmo ajudar financeiramente. Clique aqui e saiba como ajudar. Abaixo uma lista de lindos e lindas esperando para ser adotado, caso queira ver outros animais (cães e gatos) de outras raças e portes acesse amigosdesaofrancisco.com.br/adotar.

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Givaldo Cesar

Givaldo Cesar

Imagine que você está tranquilo na sua caminha e de repente ouve um estouro duas vezes mais alto do que os fogos de artifício comum. Assusta, né? É isso que acontece com os cães, já que eles possuem uma capacidade auditiva que vai além do dobro da dos humanos.

"Ah, mas o meu cachorro se assuta com fogos e trovões que explodem longe..." Longe para você. Além da incrível potência, os ouvidos caninos também mandam bem na distância e podem ouvir sons 4 vezes mais longe que você.

É importante lembrar que barulhos muito altos podem ter um impacto muito negativo nos cães. Podem torna-los excessivamente medrosos, agressivos e até causar a morte do animal por enfarte. Há também vários cães que morrem enforcados em suas guias ou pulando pela janela de prédios altos.

O ideal é acalmar o seu bichinho nas festas de fim de ano, finais de campeonato e em dias trovejantes. Em geral, eles ficam mais tranquilos quando você está por perto, mas em casos extremos, alguns veterinários podem receitar calmantes.

Uma dica muito útil é deixar o cachorro dentro de casa com a TV ligada algumas horas antes dos fogos e ir aumentando o volume aos poucos, até que ele se acostume com o barulho.