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Mulheres chefiam 42% das famílias no Brasil

Dos mais de 71 milhões de famílias no Brasil, 42% são chefiadas por mulheres — a maioria, solteiras, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme os dados de 2015, os mais recentes disponíveis, dos 30 milhões de famílias que têm mulheres como uma referência, em apenas cerca de um terço dos casos, elas têm um cônjuge ao seu lado.

Este arranjo familiar se tornou alvo de polêmica na segunda-feira (17), após o general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), dizer, que a ausência da figura masculina nas famílias é um fator que leva as crianças à criminalidade.

“A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais que nós estamos vivendo. E atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados”, afirmou Mourão.

Por outro lado, a proporção de famílias chefiadas por homens mostra situação inversa: só 3,6% delas são chefiadas por pessoas do sexo masculino. O número de domicílios liderados por mulheres aumenta ano a ano - em 2001, elas eram a principal referência doméstica em 27%.

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Tecnologia cria novas possibilidades literárias

12 de outubro é o Dia Nacional da Leitura, instituído em 2009. Para comemorar a data e falar um pouco sobre o tema, o @interessante conversou com alguns escritores para saber sobre o que eles escrevem, como eles começaram a escrever e o que é ser escritor para eles.

O @geraldodefraga é escritor do gênero horror e fantasia e começou a escrever em 2000. O primeiro livro foi lançado em 2009, e o segundo será lançado em 2018, financiado por uma vaquinha online.

Para ele, “ser escritor é contar histórias interessantes aproveitando o potencial não explorado da mitologia brasileira, sobretudo do Nordeste do País, e tentar provar sempre que a literatura fantástica do Brasil tem futuro”.

Já para o @valeriogsbr, “um escritor é a pessoa capaz de transmitir em palavras realidades e sentimentos. Ele comenta que o trabalho de escrever exige muito esforço: “Nem tudo num escriba, vem por inspiração mas sim, transpiração!”.

A forma é algo fundamental na escrita: o @valkeanu escreve haikais, micropoesias e microcontos aqui no Twitter. Isso começou após um tweet do Hugh Laurie (o Dr House), dizendo que nunca tinha lido um haikai no Twitter.

De acordo com ele, ser escritor é “a possibilidade de contribuir de com o mundo de alguma forma. Transformar minhas tristezas em algo belo, que leve sorriso, reflexão ou qualquer sentimento positivo já me faz sentir que tenho feito um pouco de bem para o mundo”.

“Comecei a escrever fanfictions porque em todos os livros que li, dos seis anos, quando consegui ler sozinha "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas", até os 21, nunca havia encontrado histórias em que a protagonista fosse alguém como eu, lésbica”, conta a @brullf.

Segundo ela, a falta de representatividade literária (ainda mais na literatura fantástica) incomodava. A primeira fanfic dela foi inspirada na série Xena, a Princesa Guerreira. “Ser escritora é me encontrar, é encontrar outras pessoas sub-representadas ou apagadas na literatura”.

O @joaopadilhaaa diz que escrever é traduzir sentimentos e sensações que as pessoas nem sempre sabem expressar. É ler o óbvio mas ainda assim, sentir o que de fato foi dito em determinada sentença. Ele escreve sobre relações amorosas.

“Aos 23 anos, decidi que era hora de arriscar e publicar as coisas que sempre escrevi. Dei início ao blog “Quero Ser Escritor” e tive a felicidade de perceber que a escrita não somente era meu destino, como também meu caminho”.

Por fim, o @delsices, que escreve sobre ficção científica, diz que ser escritor “é conseguir criar pequenas pontes entre o nosso mundo e a ficção a partir da relação escritor-leitor. É uma forma de exteriorizar angústias e compartilhá-las”.

Na ficção científica, visualizo possibilidades de futuro, não a que vivemos, ou aquilo que a gente pensa que será daqui alguns anos. Mas como tínhamos idealizado o futuro ali pelo final da década de 90: carros voadores, a tecnologia quase obsoleta para nós sendo algo inovador”.

“Assim cria-se um link nostálgico e, ao mesmo tempo, melancólico para temas como o cyberpunk, que gosto bastante de abordar, sempre com uma reflexão sobre o quão podemos nos tornar artificiais ao longo em que a tecnologia nos consome”, explica ele.

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O Brasil tem maiores chances estatísticas de ganhar a Copa do Mundo, diz levantamento da The Economist

Em previsão divulgada neste sábado (16), a revista inglesa Economist prevê que o Brasil ganhará a Copa do Mundo de 2018. Segundo a publicação, o Brasil tem até 32% de chances de trazer a Copa do Mundo para casa. O Brasil estreia neste domingo pelo grupo E do Mundial contra a Suíça em Rostov. Costa Rica e Sérvia são as duas outras seleções da chave. Mas por quê é tão difícil prever resultados em futebol?

Para responder isso, a revista criou um modelo para a razão de um país ser bem-sucedido no futebol. “Analisamos dados históricos e dezenas de fatores que ajudam no sucesso de uma seleção”, explicou a revista. Um dos pontos analisados foi quantos jogadores potenciais um país tem, pela chance de revelar mais talentos. Neste quesito, a liderança é da Alemanha, com 16 milhões de jogadores potenciais, enquanto a Islândia ficou na lanterna, com apenas 32mil jogadores.

A popularidade do esporte foi outro fator que entrou no modelo da The Economist que usou as buscas do Google como parâmetro para mostrar a paixão do país pelo "jogo bonito". Os países africanos ficaram no topo da análise neste quesito, enquanto Índia e Paquistão, nos últimos lugares. Recursos financeiros foram também um ponto analisado - Alemanha, Inglaterra e Suíça saem na dianteira da Copa do Mundo deste ano nesse aspecto.

No entanto, existem alguns pontos "fora da curva": Croácia, Costa do Marfim e Uruguai. “O que os torna bons no futebol?”, questionou a revista. Para a Economist, os três países incentivam seus jogadores a serem criativos. Em segundo lugar, extensas redes de olheiros capturam jogadores talentosos. Por fim, eles exploram a rede global de know-how do futebol, tanto exportando jogadores para a Europa como trazendo os principais técnicos.

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Uber só tem quatro motoristas 5 estrelas no mundo - um deles é brasileiro

Ele esperava ser o melhor motorista do Uber na cidade mineira de Uberlândia. Mas Erick Leandro Teixeira, 41, foi bem mais longe que isso: é o único motorista de toda a América Latina com pontuação máxima dentro do aplicativo. Em todo o mundo, apenas quatro motoristas alcançaram essa nota. Para a Uber, são considerados motoristas cinco estrelas apenas quem mantém essa média de avaliação por mais de 1.000 viagens. Os outros três motoristas dirigem nos Estados Unidos, sendo que um deles dirige um Mercedes.

Natural da cidade mineira de pouco mais de 604 mil habitantes, Erick divide-se entre dois empregos: o primeiro turno começa às 11h40 como vendedor de autopeças e só termina à meia-noite, quando faz a última corrida do dia. De segunda a quinta-feira, ele começa a dirigir a partir das 18h. De sexta-feira para sábado, ele trabalha até as 2h da madrugada. No domingo, ele pega no volante às 14h e encerra somente às 21h. Com esse esforço, o motorista afirma faturar R$ 800 por semana.

O mineiro começou a trabalhar na Uber em março de 2017 para complementar a renda. Hoje, ele diz dirigir por prazer e não larga o emprego de vendedor por achar que “não se mexe em time que está ganhando”. Erick conseguiu a pontuação máxima no aplicativo após 10 meses. “Sempre prezei pela boa experiência do passageiro. Para ser motorista da Uber não basta dirigir, você precisa ter cordialidade e prestar um bom serviço”, diz Teixeira.“ Dentro do Ônix que dirige, Teixeira também disponibiliza aos passageiros um carregador de celular e internet.

Desde o ano passado, Teixeira já completou 3.781 viagens. Ele conta que ainda não terminou de pagar o carro que dirige, mas que consegue custear todos os gastos do veículo dirigindo para a Uber. “Gosto de trabalhar, estou sempre conhecendo pessoas, aprendendo com opiniões diferentes. É enriquecedor”, conta. “Às vezes passamos mais de 30 minutos com o passageiro, escuto histórias pessoais, felizes e tristes. Dependendo da forma que o passageiro entra no veículo, você sabe se ele quer se comunicar ou não”.

A Uber lançou em abril um jogo para ajudar os motoristas do aplicativo a melhorar a pontuação na plataforma. O Desafio Cinco Estrelas é ambientado na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, onde mora Teixeira, motorista com a pontuação máxima do aplicativo. O jogo interativo tem como foco os motoristas novatos e é dividido em três módulos para que os condutores aprendam a lidar com as situações mais comuns do dia a dia, e dessa forma reduzir o stress e ansiedade das primeiras viagens.

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Desde 2006, o Brasil só vence países que começam com a letra C em Copas

Uma constatação interessante antes do segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2018: desde 2006 (quando venceu Gana), o Brasil só vence equipes cujos nomes começam com a letra C. Dá só uma olhada na lista:

2006
França ❌

2010
Coreia do Norte ✅
Costa do Marfim ✅
Portugal ⏹
Chile ✅
Holanda ❌

2014

Croácia ✅
México ⏹
Camarões✅
Chile ✅
Colômbia✅
Alemanha ❌
Holanda ❌

2018

Suíça ⏹
Costa Rica ✅

PS - no alfabeto cirílico, Sérvia se escreve Србија. Tomara que continue dando sorte.

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Na Copa do Mundo socioeconômica, a Islândia seria campeã e o Brasil o último em seu grupo da Copa

Se a Copa do Mundo fosse disputada no campo socioeconômico, a grande campeã seria um pequenino país de 350 mil habitantes no norte da Europa: a Islândia. A ilha viking, que hoje empatou com a Argentina de Messi, tem a melhor qualidade de vida do mundo, segundo pesquisa do banco dinamarquês Saxo Bank. Na final, eles derrotariam os vizinhos dinamarqueses. Alemanha e Japão fariam a disputa de 3o e 4o lugares.

A classificação das seleções é baseada em três fatores: o mercado de ações e a economia seriam o ataque; a desigualdade seria o meio de campo; já o índice de pobreza seria a defesa de cada seleção. A Islândia ganharia a Copa do Mundo socioeconômica por seu baixo índice de desigualdade e pela pouca miséria, conforme mostram os dados do Saxo Bank.

Favoritos como Espanha, França, Argentina cairiam já na primeira fase. O Brasil faria ainda mais feio, ficando na lanterna do grupo E - que tem Suíça, Costa Rica e Sérvia. Steen Jakobsen, autor do estudo, reconhece a capacidade futebolística brasileira, mas aposta que a Seleção perderá para a Bélgica nas quartas de final.

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Os dados são do Índice de Satisfação com a Vida, da CNI - Confederação Nacional da Indústria.

O levantamento apontou a população que vive nos municípios do interior, como a mais satisfeita com a vida no Brasil, atingindo 66,9 em uma escala de 0 a 100.

O mesmo índice mostrou que as pessoas que vivem em periferias são as menos satisfeitas com a vida, com 62 pontos.

A pontuação atribuída por moradores de capitais foi intermediária, 64,7 pontos na escala de 0 a 100.

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Prepare o coração: com Tite, 64% dos gols do Brasil saíram no segundo tempo

O Brasil joga contra a Sérvia em Moscou, nesta quarta-feira (27), precisando só do empate para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo de 2018. Mas esteja preparado para sofrer: dos 50 gols feitos pela seleção brasileira sob a batuta de Tite, 32 foram feitos no segundo tempo – 64% do total. Contra a Costa Rica, a seleção brasileira precisou até mais que 90 minutos para vencer. Coutinho, aos 46 minutos, e Neymar, aos 52, marcaram os gols que garantiram a primeira vitória da equipe no Mundial. Com o resultado, o Brasil é líder do grupo E, com 4 pontos - mesma pontuação da Suíça, que perde no saldo de gols (2 contra 1).

Com Tite no comando, a Seleção, marcou em 20 das 23 partidas. A equipe passou em branco apenas na derrota para a Argentina por 1 a 0 – a única sofrida na era Tite, e nos empates contra Inglaterra e Bolívia, ambos por 0 a 0. Apesar da maioria dos gols da seleção ter acontecido no segundo tempo, a vantagem construída na etapa inicial fez diferença. Em 8 das 18 vitórias, o Brasil abriu o placar no primeiro tempo e manteve a vantagem até o intervalo. Apenas contra a Colômbia, pelas eliminatórias, e diante da Suíça, na estreia do Mundial, a seleção terminou a etapa inicial vencendo e sofreu o empate no segundo tempo.

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Brasil é o segundo time menos catimbeiro da Copa do Mundo de 2018

Levantamento realizado pelo site norte-americano FiveThirtyEight, especializado em análise de dados e estatísticas desmontou um dos mitos da Copa do Mundo de 2018. Segundo os dados, a ideia de que o Brasil seria um dos times mais catimbeiros da Copa e de que as quedas do atacante Neymar ajudam a retardar o jogo está completamente fora da realidade.

A análise do FiveThirtyEight mediu quanto tempo cada seleção gasta para realizar atividades como tiro de meta e substituições quando está à frente no placar. A ideia era mensurar a "cera" ou a catimba feita por cada time, Segundo o levantamento, a seleção de Tite é até mais rápida quando está em vantagem, com média de dois segundos a menos nas quatro situações de jogo analisadas: escanteios, faltas, tiros de meta, substituições e arremessos laterais.

O time que gastou mais tempo nessas situações foi o Peru – seis segundos a mais para cada uma delas. O Peru só esteve em vantagem diante da Austrália, na última rodada da fase de grupos. Para surpresa de muitos, o top five é completado por quatro seleções da Europa: Suécia (5,7), França (5,6) e Inglaterra (4) são as equipes que mais fizeram retardaram o jogo quando estavam ganhando.

Produzido pelo FiveThirtyEight, o quadro abaixo mostra a variação do "tempo gasto" ("time-wasting") por cada país ("country") em vantagem nos escanteios ("corners"), faltas ("free kicks"), tiros de meta ("goal kicks"), substituições ("subs"), arremessos laterais ("throw-ins") e a variação total em relação à média ("total average time above below all team average"). Note que Japão, Brasil e Polônia (em rosa) chegam a ser mais rápidos do que a média, mesmo quando estão vencendo.

O tema veio a tona nesta semana por conta das inúmeras críticas da imprensa inglesa à atuação de Neymar no jogo contra o México. Para os jornalistas ingleses, as reações do brasileiro são desproporcionais às faltas sofridas. No entanto, os dados, novamente desmentem o senso comum: com 24 faltas sofridas, Neymar é o jogador mais caçado da Copa.

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