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Esperança belga: quem elimina o Brasil em mata-mata é finalista da Copa

A primeira semifinal da Copa do Mundo de 2018 acontece nesta terça (10), em São Petersburgo, entre França x Bélgica. Para os belgas, há a empolgação de jogar a primeira semifinal desde 1986. Já do lado francês, a sensação Kilyan Mbappé levou os gauleses a ficar entre os quatro primeiros do Mundial pela primeira vez desde 2006. Na história, são apenas dois confrontos entre franceses e belgas: em 1934, na Itália, 3 x 1 para a França. No México, em 1986, na decisão do 3o lugar, 4 x 2 para os franceses, após 2 x 2 no tempo normal.

Uma coincidência na história das Copas do Mundo joga a favor dos belgas: com exceção de 1986, quem elimina o Brasil chega à final da Copa. Na Itália em 1990, foram os argentinos. Em 1998, o Brasil perdeu a final para a França. Em 2006, outra derrota brasileira para os franceses - desta vez, nas quartas. Em 2010, a Holanda bateu o Brasil também nas quartas e em 2014, a Alemanha aplicou 7 x 1 no Brasil em pleno Mineirão.

Em 1982, a Itália bateu o Brasil na segunda fase e foi campeã. Mesmo caso da Argentina em 1978 - venceu quadrangular com o Brasil e ganhou o título em casa. Em 1974, a Holanda bateu o Brasil na semifinal. Em 1954, a Hungria bateu o Brasil nas quartas e em 1950, o Brasil perdeu a final em casa para o Uruguai. Em 1938, o Brasil foi derrotado na semifinal pela Itália. Ou seja, ao olharmos a história, pode ser um indício de final inédita para a Bélgica.

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Você sabe quais são jogos repetidos na mesma Copa do Mundo?

Bélgica e Inglaterra estão jogando pela disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo de 2018. Os dois times já haviam jogado pelo grupo G do Mundial na terceira rodada da chave, com magra vitória belga por 1 x 0. É a sexta vez que um jogo se repete na mesma edição de uma Copa do Mundo. Vamos relembrar quais são as outras cinco partidas que aconteceram por duas vezes no mesmo Mundial - e três dessas repetições envolvem o Brasil.

Isso aconteceu pela primeira vez na Copa da Suíça em 1954. Alemães e húngaros estavam na mesma chave e passaram com facilidade por Turquia e Coreia do Sul. No jogo entre eles, os alemães pouparam sete titulares e perderam por 8 x 3. O troco alemão viria na final: com o time completo, os alemães viraram um jogo de 0 x 2 para 3 x 2, conquistando o primeiro título germânico, O jogo ficou conhecido como "o milagre de Berna".

Em 1962, o Brasil jogou contra a Tchecoslováquia, pela segunda rodada da primeira fase. Apesar das inúmeras chances criadas pelo Brasil, o jogo acabou 0 x 0 e obrigou o Brasil a vencer a Espanha para se classificar. Além disso, Pelé se contundiu e ficou fora da Copa, para piorar tudo. Mas na final, Garrincha e Vavá decidiram para o Brasil e a seleção brasileira fez 3 x 1 nos tchecoslovacos, conquistando o bicampeonato mundial.

A repetição de um confronto na mesma Copa aconteceria 20 anos depois. Itália e Polônia empataram por 0 x 0 no grupo B. Campeã da chave, a Polônia manteve o pique contra Bélgica e URSS na segunda fase. A Itália passou de fase com três empates, mas derrubou Argentina e Brasil em dois jogaços. No reencontro entre os dois times, o desfalque do meia Boniek foi fatal para a Polônia: sem seu craque, foi presa fácil de uma Itália com Paolo Rossi endiabrado - o atacante da Juventus fez dois gols e pôs a Azzurra na final.

Com alteração do regulamento da Copa, a repetição de duelos entre times da mesma chave não aconteceria mais na final, mas nas semifinais. Em 1994, o Brasil passou sufoco com a Suécia. Na primeira fase, o Brasil saiu atrás e só empatou no fim do primeiro tempo em jogada individual de Romário. O excelente time sueco derrubou Arábia Saudita e Romênia e reencontrou o Brasil na semi O sofrido 0 x 0 durou até os 37 minutos do segundo tempo: após belo cruzamento de Jorginho, o Brasil venceu com um gol de cabeça: os 1,68 de Romário bateram os 1,98 dos dois zagueiros suecos.

Por fim, em 2002, outra repetição envolvendo o Brasil. Na estreia, o Brasil virou contra um retrancado time turco apenas aos 41 minutos do segundo tempo, num pênalti sofrido por Luizão. Os turcos passaram por Japão e pela sensação Senegal para ir à semifinal. Já o Brasil, bateria belgas e ingleses. Na reedição do encontro, num jogo mais difícil que o primeiro, Marcos foi a estrela do jogo, evitando vários gols turcos. Aos 4 minutos do segundo tempo, num lance parecido com o biquinho de Romário contra a Suécia em 1994, Ronaldo fez 1 x 0 e garantiu a passagem para a final.

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O Maranhão foi fundamental na virada da Bélgica sobre o Japão

O dramático gol da virada belga contra o Japão, do meia Nacer Chadli, tem dedo brasileiro. Tudo começou 13 anos atrás quando o maranhense Rubenilson abraçou a carreira de um jovem prestes a ser dispensado do Standard Liège. Rubenílson foi para a Bélgica por causa do brasileiro Oliverá, naturalizado belga e que jogou o mundial de 1998 pelos Diabos Vermelhos. Cria do Sampaio Correa, Rubenílson foi parar no Standard Liège em 1989 e jogou pela seleção belga sub-20.

Porém, sua maior contribuição ao futebol belga aconteceu na noite de segunda-feira, em Rostov. Um jovem de 15 anos ia ser dispensado pelo clube de Liège. Rubenílson se encantou com o rapaz e resolveu gerenciar a carreira dele: seu nome era Nacer Chadli, o herói da classificação belga contra o Japão. Rubenilson agiu rápido e usou os contatos de 20 anos de Europa para alocá-lo no modesto Maastricht, da Segunda Divisão holandesa, fronteira com a Bélgica.

Com orientação técnica, Chadli evoluiu rápido: passou pelo modesto Apooldorn até chegar ao tradicional Twente, onde foi campeão da Copa da Holanda e chamou a atenção do Tottenham, que ofereceu 7 milhões de euros pelo meia. O mentor brasileiro orientou Chadli a não ir para o Tottenham, onde o belga seria apenas mais um num elenco estelar. A previsão se cumpriu e após três anos de altos e baixos, Chadli foi vendido para o West Bromwich, sendo rebaixado no Campeonato Inglês.

Outra orientação de Rubenilson, foi determinante para a virada belga em Rostov. Em 2010, o belga Eric Gerets assumiu o Marrocos e pediu que Nacer defendesse o país de origem dos pais. Prometeu montar um time forte, com muitos naturalizados, e chegou a convocá-lo. Convencido a defender a Bélgica, Chadli tem 49 partidas, duas Copas seis gols pelos Diabos Vermelhos. O mais importante deles refletiu em São Luís do Maranhão.

Para Rubenílson, fica o orgulho de ter descoberto um talento inicialmente rejeitado e vê-lo chegar ao topo do futebol. A relação com Chadli e a dupla nacionalidade não deixam o ex-atacante em cima do muro sobre o duelo pelas quartas de final da Copa: Se a Bélgica perder, eu sou brasileiro. Se ganhar, eu sou belga (risos). No Brasil o futebol está no sangue, né? Não tem como torcer contra a Seleção Brasileira, diz Rubenílson.

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Eliminação belga faz brasileiros se vingarem de trolagem de prefeito de Bruxelas

Philippe Close, prefeito de Bruxelas, resolveu comemorar a vitória da Bélgica sobre o Brasil por 2 x 1, na sexta-feira (6), de um jeito bastante provocativo, por assim dizer. Em seu Twitter, o prefeito da maior cidade belga postou uma montagem do Manneken Pis (menino urinando), estátua símbolo de Bruxelas, fazendo xixi em uma foto de Neymar rolando no chão. A imagem viralizou nas redes sociais belgas e causou ira entre os torcedores brasileiros.

Close não imaginava o vespeiro onde se meteu. Nesta terça, apenas quatro dias após a vitória sobre o Brasil, a Bélgica foi eliminada da Copa do Mundo pela vizinha França, pelo placar de 1 x 0. Foi a deixa para que os torcedores brasileiros se vingassem com furor da postagem do prefeito da capital belga. Conta para gente: você ficou feliz com a vitória francesa?

Veja abaixo algumas respostas dos brasileiros no Twitter de Close:

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Seleção japonesa lava vestiário e deixa bilhete em russo: 'Obrigado'

Nas Copas do Mundo de 2014 e 2018, torcedores japoneses causaram boa impressão no mundo todo ao recolher o lixo das arquibancadas. Mas o bom exemplo de civilidade não ficou restrito ao âmbito extra campo. Eliminados pela Bélgica nas oitavas de final da Copa da Rússia por 3 x 2 após estarem vencendo por 2 x 0, os jogadores do Japão não deixaram boa figura apenas no gramado. Continue lendo...