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Nils Da Cruz Silva

Nils Da Cruz Silva

Veio da Escandinávia e, apesar de ser uma lenda antiga, se popularizou em meados do século XIX através da obra de Hans Christian Andersen. Mas esta não é a única lenda ao redor das cegonhas, não! O fascínio por essas aves vem de muito tempo atrás.

A cegonha não tem o menor medo do homem. Por isso, sempre conviveu nas cidades e foi um dos animais com que o homem se familiarizou mais rápido. Cegonhas têm o porte altivo, grande, são monogâmicas, carinhosas com a cria, fazem um ninho que dura muitos anos e são predadoras de espécies nocivas. Observando essas características tão particulares, logo crenças começaram a surgir.

No antigo Egito, o hieróglifo em forma de cegonha significa "alma". Na cultura hebraica, a palavra "cegonha" (חסידה/chasidah) significa também "misericordioso". Na mitologia eslava, elas eram as responsáveis por levar as almas do paraíso para a Terra. Na Grécia existe uma lei chamada Perlagonia (do grego antigo pelargos, que significa cegonha) que obriga os filhos a cuidarem dos pais quando velhos. Elas eram tão respeitadas que até o séc XVI, que se uma cegonha aparecesse durante uma execução, o condenado era perdoado, pois acreditava-se que a ave sabia de sua inocência.

No folclore alemão há registros da crença de que as cegonhas encontravam bebês em pântanos ou cavernas e, caridosas, os traziam de volta para a cidade. Se um casal quisesse um desses bebes, precisava anunciar colocando doces na janela. 

Daí essa história acabou chegando nos ouvidos de Andersen e ele a imortalizou (e a espalhou mundo afora) no conto As Cegonhas, que você pode ler na íntegra aqui.

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