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Nayara Reia

Nayara Reia

Pode se dizer que sim. A maioria dos animais escutam uma variação de frequência de som maior que a dos humanos. Nós humanos só ouvimos sons emitidos entre 20Hz e 20.000 Hz, já os cães escutam frequências entre 15Hz e 50.000 Hz. É justamente por essa razão que não escutamos nada quando sopramos alguns apitos feitos para chamar cães. 

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A traição que afastou a humanidade dos animais, na mitologia Khoisan

Uma das coisas mais fascinantes do povo africano é a riqueza das suas tradições e narrativas ancestrais. Se quiser conhecer um dos mitos mais antigos da humanidade, vem comigo, pois vamos entender um pouco Kaang, o deus da criação.

Esta história nasceu no ventre de uma das etnias, que podem ter raízes no florescer da nossa espécie (Sapiens). Os bosquímanos ou Khoisan tem origens que remontam talvez dezenas de milhares de anos.

Para eles, houve época em que pessoas e animais viviam sob a terra com Kaang (Käng), o Grande Mestre e Senhor de Toda a Vida. Neste tempo, pessoas e animais viviam juntos pacificamente e entendiam uns ao outros. Porém, toda essa vida acontecia debaixo da superfície.

Essa divindade conseguia assumir a forma de qualquer animal e aparecia frequentemente como um touro, um piolho, uma cobra, e uma lagarta. Dessa sua característica provém o respeito que aquele povo mantém com os animais.

Um dia Kaang decidiu construir coisas fabulosas para que a humanidade aproveitasse com os animais acima do subsolo. Ele criou uma árvore tão grande que seus ramos se estendiam por todo o país - árvores são símbolos do conhecimento e da conexão com o mundo para vários povos.

Na base da árvore havia um grande túnel, que foi por onde todos os seres vivos passaram para chegar à superfície. Essa relação de caverna e conhecimento, conforme explorado por Platão, já era discutido por mitos africanos há milhares de anos antes.

O povo Bantu também tem uma história sobre. Outro paralelo que também veio depois é com o mito da criação dos hebreus (Adão e Eva no paraíso), onde Deus havia criado o lugar perfeito para todos viverem em harmonia.

Após todo o seu trabalho, Kaang resolveu assistir seu mundo secretamente. Então avisou a todos para não fazerem qualquer fogueira ou um grande mal aconteceria a eles. Essa promessa não durou o primeiro pôr do sol. Quando a escuridão chegou, trouxe junto o medo.

Foi a primeira vez que não podiam ver, como enxergavam na luz. A temperatura começou a cair e o desespero aumentou. A primeira coisa que fizeram foi uma fogueira. Por um tempo pareceu dar certo, mas os animais se assustaram com aquele fogo e correram para longe.

Se esconderam nas cavernas, florestas e montanhas. Esse era o grande mal que Kaang havia prenunciado. A amizade que todos os seres mantinham foi substituída pelo medo e isso fez romper a comunicação entre a humanidade e os animais.

Fontes: 1, 2 e 3

Imagem de capa: Welcome to africa por Roiuky https://www.deviantart.com/roiuky/art/welcome-to-...

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Lilyane Cezket

Lilyane Cezket

Porque, antes do cristianismo, a adoração era mais voltada aos fenômenos da natureza (lembra do deus-sol Tupã dos nossos índios?). Logo, era comum a adoração de animais e outros elementos da natureza considerados virtuosos, surgindo seu hibridismo com o ser humano na forma de uma divindade.

Esses deuses zoomórficos não são exclusividade dos egípcios. Existem também em outras culturas como a hindu, asteca, maia, grega, chinesa, etc.

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Anônimo

Anônimo

Em alguns lugares (como a China) é por que a lei exige, mas em todos os outros, é por que os métodos alternativos são mais caros.

No Brasil, o uso de animais para este fim é permitido pela lei 11.794, sancionada pelo presidente Lula em 2008. Já na União Europeia, a legislação proíbe este tipo de testes. O impacto dessa proibição da UE é global, já que por lá, até a importação destes produtos é proibida. Logo, se alguma empresa quiser vender cosméticos para o mercado Europeu, precisará desenvolvê-los sem testes em animais.

Entre os cães, a raça mais utilizada nesses estudos é a Beagle, já que são extremamente dóceis e raramente vão atacar quem os estiver manuseando durante e após os procedimentos.


Na imagem, o beagle Kitto, nosso mascote que nunca passou por nenhum procedimento de testes em laboratórios.
O outro cãozinho escondido na foto é dachshund Beto. Se vc o encontrou, mande um beijo para ele nos comentários do post.

O desenvolvimento de produtos estéticos é completamente viável através de técnicas alternativas. A brasileira Natura, por exemplo, aboliu qualquer tipo de testes com animais e desde 2006 passou a ser cruelty-free (livre de crueldade).

Uma das maiores empresas do ramo estético, a Avon, foi a primeira gigante a abolir os animais do desenvolvimento de seus produtos e assim seguiu por mais de 20 anos. No entanto, para vender no mercado chinês e em outros países, recentemente a empresa voltou a contratar este tipo de testes em parte dos seus produtos.

Aos que gostariam de consumir somente os produtos cruelty-free, a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, na sigla em inglês), disponibiliza uma lista das marcas que usam animais no desenvolvimento dos seus produtos e das que são consideradas livres de crueldade

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Anônimo

Anônimo

De acordo com a comunidade científica sim, mas há controvérsias sobre a necessidade do uso desses animais, que passam pelos mais variados procedimentos - como a vivissecção, que é quando o animal é dissecado ou mutilado vivo para analisar reações no organismo em funcionamento.

Na maioria dos países, a lei não permite que nenhum medicamento seja testado em humanos sem que antes passe por uma bateria de testes e experimentos em animais. Mas segundo o médico norte-americano Dr. Ray Greek, as drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano In vitro e daí sim, em pessoas.

Há mais de 20 anos ele tenta convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. Para o doutor, "ainda que eticamente muitos acreditem que valha a pena sacrificar animais para salvar a vida de pessoas, isso não ajuda a trazer a cura de doenças.” disse o doutor em entrevista ao jornalista Marco Túlio Pires.

Os argumentos do Dr. Greek parecem malucos, mas analisando, até que fazem algum sentido.

Ele já publicou seis livros onde contrapõe cientificamente, sem recorrer a argumentos morais ou éticos, que os animais seriam inúteis e desnecessários para essas pesquisas. O doutor garante que sua intenção não é salvar os animais, mas analisar dados científicos.

O argumento principal de Greek é que não interessa o resultado que um determinado remédio causa em camundongos, cães e macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. “Uma droga que não causa nenhum efeito adverso em um macaco, pode causar efeitos colaterais terríveis em humanos, assim como uma que causa a morte de animais pode curar doenças humanas. Não é possível prever a reação humana a uma substância testando-a em um animal. Não há base científica que comprove isso.” diz. Para ele, ainda que compartilhemos 90% da nossa genética com os camundongos, por exemplo, as estatísticas científicas mostram que isso não é suficiente para que os testes prevejam o resultado em humanos.

Greek também chama a atenção para o fato de que muitos medicamentos que salvam vidas hoje, falharam nos testes em vários animais.

A alternativa estaria no estudo dos genes humanos através da pesquisa de tecido humano in vitro antes dos testes em pessoas.

Menos radical que o Dr. Greek, o biólogo geneticista Galber Araujo disse em entrevista exclusiva ao MUITO interessante que só é a favor de pesquisas in vivo (com o uso de animais) quando é a última alternativa. 

Um exemplo são os estudos para descobrir novos medicamentos para tratar a artrite, das quais o geneticista participa na Universidade de Lisboa, em parceria com o Instituto de Genética e Bioquímica da Universidade Federal de Uberlândia. “O método in vitro não nos permite monitorar aspectos como desgaste ósseo e inflamações nas articulações, importantes para o estudo de medicamentos para tratar a artrite” diz. Galber também defende que ensaios in vitro possam substituir o uso de animais em outros estudos, como testes empregados por alguns setores da indústria farmacêutica para estimular e tratar alergias e testes que acontecem em algumas linhagens celulares estudadas em diversos tipos de doenças.

Galber nos contou um pouco sobre o processo burocrático necessário a que os laboratórios passam antes de iniciar estudos com animais: “O pesquisador precisa defender de forma clara e com base científica quais são os resultados esperados com os testes, para garantir que vai alcançar o mínimo do seu objetivo sem expor o animal a testes desnecessários. Nenhum pesquisador imagina algo do tipo “Será que se eu injetar chumbo no camundongo ele vai se curar da artrite? Vou tentar!”, e já sai colocando em prática. Antes de começar qualquer experimento, o pesquisador precisa escrever um projeto atestando claramente seu objetivo e qual metodologia ele irá utilizar para desenvolver o trabalho. Esse projeto é então submetido a um comitê de ética, no qual vários parâmetros são analisados para saber se o animal ou o ser humano a ser estudado vai ser submetido a condições adversas como estresse, fome, dor, imunização etc. Esse comitê é formado por profissionais com alta experiência na área de manipulação de amostras biológicas, e cabe a eles julgar se o projeto está dentro das normas éticas ou se é algo que traz um desconforto desnecessário aos organismos envolvidos nos experimentos.”

E vc, o que pensa do assunto? Dê a sua opinião nos comentários.