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Pesquisadores da Ripon College, Wisconsin, EUA, mostraram que cachorros não apenas entendem quando seus donos estão tristes e choram, mas correm para ajudá-los nestas situações.

Nos testes, os cães reagiram mais rápido para abrir uma porta e chegar até o dono quando a pessoa do outro lado fazia sons de choro do que quando ela cantarolava uma canção de ninar. Ao todo foram 34 cães envolvidos na pesquisa de diferentes raças, tamanhos e idades.

Os cães ficaram em um ambiente ao lado de outro menor onde estava seu dono. O animal conseguia enxergar a pessoa por um painel de vidro. A porta estava fechada apenas com ímãs para que pudesse ser aberta mais facilmente com a ajuda das patas ou do focinho.

Os participantes foram divididos em dois grupos. No primeiro, os humanos deviam cantarolar e pedir ajuda em um tom normal de voz a cada 15 segundos. No outro, deviam pedir ajuda de forma alarmada e fazer sons de choro.

No caso dos donos que choravam, os animais reagiram muito mais rápido. Eles levaram 23,43 segundos em média para abrir a porta, em comparação com 95,89 segundos no grupo que cantarolava.

Os cientistas destacam que não é possível saber se outros fatores levaram os cães a abrir as portas. Mas a maior velocidade com que os animais de donos que choravam fizeram isso indica que eles estavam reagindo ao fato do humano estar em uma situação de estresse e tentaram ajudar.

Apesar da pequena dimensão do estudo e do fato que alguns donos eram melhores em simular sons de choro e cantarolar do que outros, os cientistas dizem que ele ajuda a entender o que influencia o comportamento destes animais. "O experimento encontrou indícios de que cães agem para ajudar humanos, e a velocidade com que abriram a porta indica que são sensíveis ao estado emocional de seus donos", dizem os pesquisadores.

Fontes 1 e 2

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Estudo realizado pela Universidade de Kyoto, no Japão, mostrou que cachorros podem sentir se uma pessoa é má ou não. Este estudo mostrou que cachorros têm uma grande capacidade de percepção e julgamento, é possível então confiar quando ele mostrar um comportamento atipicamente negativo perto de alguém que ele julga não ser confiável.

Durante o estudo, 34 cães foram submetidos a três rodadas de experimentos baseados no ato de apontar. Quando indicamos o cachorro a ir para determinado local, apontando, os cachorros tendem correm para explorá-lo. Isso mostra que compreendem o significado desse gesto. Por meio do estudo, os pesquisadores queriam avaliar até onde vai o nível de compreensão desses animais, e se sabiam diferenciar quando estavam sendo enganados pelo apontar de alguma pessoa.

Na primeira rodada do experimento, os pesquisadores apontaram para um recipiente cheio de comida que estava escondido. Na segunda rodada, apontaram para um recipiente vazio, também escondido. Já na terceira rodada, eles apontaram novamente para um recipiente com comida, no entanto os cachorros não reagiram ao ato, apenas permaneceram onde estavam.

Akiko Takaoka, líder do estudo, concluiu que os cães se basearam nessas três experiências com os pesquisadores para definir se eram confiáveis ou não. Na percepção dos animais, esse grupo de pesquisadores não era confiável, pois apontou para um lugar onde não havia nada.

Após essa primeira experiência, uma outra pessoa apontou para o mesmo lugar da terceira rodada e, desta vez, os animais reagiram. Takaoka mostrou-se surpreso ao perceber como os cães podem julgar a confiabilidade de uma pessoa rapidamente, e como também passam da confiança à desconfiança rapidamente.

Segundo Akiko, “Eles têm uma inteligência social mais sofisticada do que pensamos, que evoluiu seletivamente em sua longa história ao lado dos seres humanos”.

Este estudo também mostrou que as coisas mais previsíveis costumam atrair mais os cachorros. Dessa maneira, quando as coisas se tornam incertas, eles podem ficar estressados, agressivos ou temerosos. Apesar de serem mais sensíveis ao comportamento humano, os cães não incorporam muitos de nossos hábitos. Por exemplo, eles não possuem tantos preconceitos, não ficam presos em momentos passados ou futuros e agem de forma mais reativa do que reflexiva.

Evidências também mostram que quando se trata de sua família, os cachorros não perdem a confiança facilmente, mas usam seus outros sentidos para encontrar o que seus donos o apontaram: “Por exemplo, muitos cachorros de família podem ignorar os gestos que seus donos fazem quando eles apontam incorretamente e usam a memória para cheirar e encontrar o que estava escondido”, disse Brian Hare, também pesquisador do estudo publicado na revista Animal Cognition.

Fonte

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