Geral
Anônimo

Anônimo

Sim, existem. Mascarados anônimos, mutantes poderosos e salvadores do mundo: eles não estão só nas páginas das HQs e telas do cinema.

Os Mascarados

Existem cerca de 300 super-heróis oficialmente registrados nos EUA. Se eles já salvaram alguém, têm poderes extraordinários ou técnicas de luta incríveis não se pode ter certeza. Mas fantasias, identidades secretas e desapego social, isso eles têm.
O canal HBO fez um documentário sobre eles, dá uma olhada:


Os Superpoderosos
Quando misturamos dois códigos genéticos (através do que chamamos de reprodução/sexo/quero tchu, quero tcha), o novo código resultante sempre terá mutações, e elas são aleatórias. É como misturar cores. Algumas aperfeiçoam o novo indivíduo e o fazem ter vantagem na perpetuação (evolução, sua linda), outras o fazem ter desvantagens, outras só dão resultados curiosos e outras ainda, mesmo que raramente, atribuem a seus portadores poderes acima do normal. E eles nos fascinam. Listamos algumas destas pessoas que nasceram assim, superpoderosos:


Torto:
 o mineiro Bruno Moreno dobra os cotovelos e joelhos para trás, alonga o pescoço, estica  a língua até a ponta do queixo e quase tira o gogó do pescoço. A sua mutação lhe rendeu hipermobilidade, além do apelido.


Iceman: 
A Condessa de Sangue e os médicos nazistas, que matavam suas vítimas submetendo-as a baixíssimas temperaturas, teriam bastante trabalho com o holandês Wim Hof. Ele consegue suportar por horas temperaturas que matariam qualquer ser-humano em minutos. Ele já nadou 80 metros sob o gelo, ficou mais de 1 hora imerso em água gelada e correu meia maratona só de short... no Pólo Norte. Os cientistas ainda não conseguiram explicar.


Cat Boy: Nong Youhui seria só mais um menino chinês se não fosse por seus olhos. Eles são azuis e brilham no escuro, como os de um gato. O garoto enxerga perfeitamente bem mesmo sem luz, conseguindo até ler no mais profundo breu. O que lhe confere essa habilidade é uma doença rara chamada leucodermia.


Flash: um atleta, no auge da sua forma, faz 30 flexões em cerca de 30 segundos. Lu Dei leva leva 10 segundos. E ele tem 6 anos. O chinesinho treina desde os 4 anos (oi?) e já conseguiu fazer 10 mil flexões em 3 horas e 20 minutos sem parar. Todavia, sua velocidade na corrida e luta é igual a de qualquer menino comum. Vai entender.



Guerreiro de Shaolin: 
ele também é chinês, tem 48 anos, 1,60m, se chama Shi Yan Ming e é monge do lendário Templo de Shaolin. Mas não mexa com Shi Yan Ming. Se ele se enfezar, só precisa de 3 cm de distância para dar um soco que irá desfigurar a sua cara. A potência do golpe deste monge guerreiro é equivalente a um carro a 50 km por hora. São quase 400 kg jogados contra o oponente. Claro que o treino à la Kill Bill definiu a técnica, mas algumas alterações genéticas foram vitais: concentração de colágeno (atribui força) e controle neurológico (comunicação entre neurônios e músculos) maior do que a média. 

Mega Memo: Qual é a cor do embrulho do último presente que vc ganhou? Jill Price lembra do dela. Não só disso, mas como de qualquer detalhe que tenha acontecido com ela desde 1980. A primeira lembrança da americana é ainda no berço, pouco antes dos 2 anos de idade. Os registros foram ficando cada vez mais intensos até que, aos 34, ela procurou ajuda. Médicos descobriram que muitas áreas do seu cérebro são anormalmente maiores do que a média e ela foi diagnosticada com a síndrome de hipertiméstica (do grego, "se lembrar"). Este dom, todavia, é um fardo para ela, que sofre de depressão.


Os Verdadeiros Heróis
Mas, afinal, o que efetivamente caracteriza um herói? Fazer bem à sociedade, salvar vidas, promover a paz, a igualdade e tudo mais, certo? Para nossa sorte, a história está cheia deles. Como Rosa Parks, a senhora negra que, em 1955, negou ceder seu lugar no ônibus a um branco, disparando a reinvindicação dos direitos dos negros; Harvey Milk, político norte-americano que lutou pelos direitos civis dos homossexuais; Zilda Arns, pediatra brasileira fundadora da Pastoral da Criança que desenvolveu inúmeros trabalhos na luta contra desnutrição infantil e até mesmo Alfredo Moser, mecânico brasileiro que, em 2011, inventou a lâmpada de garrafa pet, idéia que, mesmo sem render nenhum centavo ao seu criador, é orgulho dele por ajudar milhares de pessoas na África e Ásia. 

Eles e muitos outros são os que realmente fizeram diferença. São o exemplo de que heróis não são feitos de cintos de utilidades ou poderes paranormais, mas sim ideais e coragem.

Alias, o Torto, aquele mineiro mega flexível, usa sim seus poderes para o bem: aproveitando a mídia que conseguiu, divulga seu projeto social de conscientização contra as drogas. Isso não é ser super-herói?

Comentários (
0
)