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Passamos um tempão vasculhando a internet toda à procura da resposta e não encontramos nada muito confiável. Como ela é mais complexa, resolvemos procurar quem entende do assunto.

Entramos em contato com um ministro do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson, para tirar a nossa dúvida. Segundo ele, se o assunto da dupla cidadania não estiver especificado num acordo internacional entre os países, o cidadão é livre para escolher por quem lutar.

Mas espera. E se estivermos morando em um país com alistamento obrigatório e optarmos por lutar pelo outro país que temos cidadania? Será que faz sentido viajar para outro país só para lutar em uma guerra?

Consultamos o ex-oficial do Exército e Mestre em Aplicações Militares pela Escola de de Aperfeiçoamento de Oficiais, André Luís de Carvalho. Para ele, se você for servir, em geral, vai ser pelo país que estiver morando. Mesmo se as suas duas cidadanias sejam de países com alistamento obrigatório. Tá confuso? Olha três exemplos hipotéticos:

Brasil x Argentina = Alistamento obrigatório x voluntário

Digamos que você tenha cidadania brasileira e argentina. Caso haja alguma guerra e você more no Brasil, terá que servir ao exército brasileiro. Mas, se você morar na Argentina, o Brasil não pode te obrigar a servir. E aí você pode ficar sentado da sua poltrona hermana assistindo o Call of Duty rolar, já que na Argentina o alistamento é voluntário.

Rússia x China = Alistamento obrigatório x obrigatório

Vamos fingir que, em um mundo paralelo, você tem cidadania russa e chinesa. Se os dois países entrarem em guerra, você vai lutar por aquele onde mora no momento. E pronto, é isso.

França x Inglaterra = Alistamento voluntário x voluntário

Agora, se você possui cidadanias em dois países onde o alistamento é voluntário, sinta-se um homem de sorte. Você pode optar por lutar pela França, pela Inglaterra ou lutar coisíssima nenhuma e ficar de bouas por aí passando o tempo com o seu Gameboy.

Por mais que a obrigação do alistamento seja um pesadelo para os homens brasileiros, saiba que eles não estão sozinhos no mundo. No mapa abaixo, todos os países em verde-escuro também exigem isso de seus cidadãos:

“Ah, mimimi, mas só os homens precisam lutar em guerras.”

Calma, não é bem assim. Em países como o Iraque, Líbia e Coreia do Norte, o serviço militar é obrigatório também para mulheres.

Aqui no Brasil, as moças podem se voluntariar para participar, temporariamente ou não. Além dos cargos de saúde e administrativos, desde 2012 podem atuar também na área de combate.

Vale lembrar também que, se um país decretar a Lei Marcial (que impõe o regime militar em uma situação extrema), o exército pode convocar qualquer pessoa para servir. E é bom torcer para que isso não aconteça.

Faça a sua pergunta e ajude a escolher qual deve ser a próxima respondida clicando AQUI

Fontes: 1, 2, 3 e 4.

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