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Pode ser esperma de bactéria, ozônio ou as duas coisas juntas.

Aquilo que nós apelidamos carinhosamente de “cheiro de chuva” vem de uma substância química chamada de geosmina, que quer dizer “perfume da terra” em grego. Ela é encontrada num tipo específico de bactéria do solo, a Streptomyces coelicolor.

As bactérias geram células reprodutoras quando estão secas e, quando chove, essas células (chamadas também de esporos) se espalham pelo ar. Pois é, é como se os espermas dessa bactéria saíssem voando por aí.

Os ventos fortes das chuvas carregam o cheiro desses esporos, fazendo com que eles cheguem em alguns lugares primeiro do que a tempestade. Por isso conseguimos sentir aquele cheirinho de chuva antes mesmo de começar a chover onde estamos.

Esse odor característico da chuva têm um nome: petricor – uma combinação das palavras gregas “pedra” e “fluido eterno”. Ele não é tão forte assim nas cidades grandes, porque há menos geosmina presente. O cheirinho da chuva é bem mais perceptível e gostoso na fazenda ou em outros lugares com bastante natureza em volta.

Tá sentindo o cheirinho daí?

Antes da chuva começar, outro cheiro que podemos notar também é do ozônio. O ozônio se forma a partir de cargas elétricas de relâmpagos, por exemplo. Ele libera um odor metálico, que é carregado pela corrente de ar, anunciando a tempestade.

Conseguimos perceber isso tudo também porque a mudança na pressão da atmosfera e na umidade do ar afeta o nosso olfato. Quando a pressão é maior e está mais úmido, o olfato tende a ficar mais aguçado. Podemos identificar que o clima está mais úmido (e até prever que vai chover), porque o cheiro de tudo fica mais intenso.

É possível sentir os dois aromas ao mesmo tempo: do petricor e do ozônio antes de começar a chover. Só que ainda não inventaram um nome para a mistura dos dois. Que nome você daria?

Fontes: 1 e 2.

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