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O segundo colocado é o primeiro perdedor? Pesquisa nos EUA mostra que não

Muita gente diz que o segundo colocado é o primeiro perdedor. Uma pesquisa científica feita nos EUA mostra que isso não é exatamente verdade.

Professor da Universidade da Virgínia, Adam Leive publicou no Journal of Health Economics estudo comparando a evolução pessoal e profissional de atletas que foram 1o ou 2o colocados em Olimpíadas de 1896 e 1948. Em geral, ganhar a medalha de prata resultou em destinos mais prósperos.

O recorte histórico é importante, pois aborda o período em que os atletas eram amadores. Ou seja, suas vidas não eram, ou eram influenciadas de modo fraco pelo sucesso esportivo. Hoje, vencer os 100 metros rasos numa Olimpíada garante grande possibilidade de sucesso até o fim da vida.

Naquela época, porém, tanto os vencedores quanto os segundos colocados voltavam para casa precisando procurar um emprego “comum”. E também não era possível manipular a performance com o uso de esteroides ou estimulantes.

Leive observou que 70% dos atletas que ficaram em segundo lugar nas competições conseguiram se tornar trabalhadores profissionais, enquanto apenas 20% dos vencedores no esporte conseguiram tal feito. O restante ficou com empregos semiprofissionais ou se tornaram vendedores.

Os segundo colocados também alcançaram maiores salários e tiveram, em geral, vida um ano mais longa do que a de seus competidores, segundo a pesquisa. Embora os medalhistas de ouro recebessem grande atenção da mídia em função de suas vitórias, a fama era extremamente passageira

Há limitações no estudo: não foi analisado o histórico de alcoolismo e uso de drogas pelos atletas, que pode ter sido potencializado por eventuais sucessos ou fracassos. Mas Leive ressalta que todos eles mesmo porte físico e partiam de uma condição de quase anonimato.

A diferença é que, para os segundos colocados, o sucesso pode não ter vindo na pista de corrida, mas se tornou uma obsessão depois da derrota.

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