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O Maranhão foi fundamental na virada da Bélgica sobre o Japão

O dramático gol da virada belga contra o Japão, do meia Nacer Chadli, tem dedo brasileiro. Tudo começou 13 anos atrás quando o maranhense Rubenilson abraçou a carreira de um jovem prestes a ser dispensado do Standard Liège. Rubenílson foi para a Bélgica por causa do brasileiro Oliverá, naturalizado belga e que jogou o mundial de 1998 pelos Diabos Vermelhos. Cria do Sampaio Correa, Rubenílson foi parar no Standard Liège em 1989 e jogou pela seleção belga sub-20.

Porém, sua maior contribuição ao futebol belga aconteceu na noite de segunda-feira, em Rostov. Um jovem de 15 anos ia ser dispensado pelo clube de Liège. Rubenílson se encantou com o rapaz e resolveu gerenciar a carreira dele: seu nome era Nacer Chadli, o herói da classificação belga contra o Japão. Rubenilson agiu rápido e usou os contatos de 20 anos de Europa para alocá-lo no modesto Maastricht, da Segunda Divisão holandesa, fronteira com a Bélgica.

Com orientação técnica, Chadli evoluiu rápido: passou pelo modesto Apooldorn até chegar ao tradicional Twente, onde foi campeão da Copa da Holanda e chamou a atenção do Tottenham, que ofereceu 7 milhões de euros pelo meia. O mentor brasileiro orientou Chadli a não ir para o Tottenham, onde o belga seria apenas mais um num elenco estelar. A previsão se cumpriu e após três anos de altos e baixos, Chadli foi vendido para o West Bromwich, sendo rebaixado no Campeonato Inglês.

Outra orientação de Rubenilson, foi determinante para a virada belga em Rostov. Em 2010, o belga Eric Gerets assumiu o Marrocos e pediu que Nacer defendesse o país de origem dos pais. Prometeu montar um time forte, com muitos naturalizados, e chegou a convocá-lo. Convencido a defender a Bélgica, Chadli tem 49 partidas, duas Copas seis gols pelos Diabos Vermelhos. O mais importante deles refletiu em São Luís do Maranhão.

Para Rubenílson, fica o orgulho de ter descoberto um talento inicialmente rejeitado e vê-lo chegar ao topo do futebol. A relação com Chadli e a dupla nacionalidade não deixam o ex-atacante em cima do muro sobre o duelo pelas quartas de final da Copa: Se a Bélgica perder, eu sou brasileiro. Se ganhar, eu sou belga (risos). No Brasil o futebol está no sangue, né? Não tem como torcer contra a Seleção Brasileira, diz Rubenílson.

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