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Se você fala 'obrigado' toda vez que é ajudado em seu dia a dia, você faz parte das raras pessoas que fazem isso. Um estudo publicado no Royal Society Open Science mostrou que agradecer após alguém fazer algo é mais raro do que se imagina. Os pesquisadores acreditam que isso se trata mais de tradições linguísticas do que grosseria.

Para chegar nesta conclusão os pesquisadores analisaram 1.057 conversas gravadas por câmeras e microfones na casa de pessoas em reuniões de familiares e amigos, em diferentes localidades do Mundo. As conversas foram feitas em oito idiomas, incluindo cha'palaa no Equador, siwu em Gana, lao em Laos, polonês, russo, murrinh-patha na Austrália, italiano e inglês. A média de agradecimento foi de 1 em 20 ocasiões. Em todas as conversas, as pessoas eram solícitas em ajudar o próximo. Mas enquanto cooperar foi regra, expressar gratidão não. A palavra 'obrigado' apareceu mais no idioma inglês (14,5% das vezes) e no italiano (13,5%). Em polonês e siwu, porém, quase não apareceu. Já no idioma cha'palaa não há a palavra obrigado.

"Isso não significa que as pessoas são universalmente rudes, nem que aqueles que falam inglês são menos grosseiros do que aqueles que falam outras línguas. Nós não devemos medir o ato de gratidão com o ato de expressar isso", explicou o pesquisador chefe do estudo Nick Enfield, da Universidade de Sydney. "Nas interações informais diárias no mundo inteiro, a norma geral é responder a cooperação de alguém sem dizer explicitamente obrigado, mas simplesmente continuar com as tarefas do outro", explicam os pesquisadores. "Na verdade, cooperação é a regra: é da nossa natureza pedir ajuda e pagar de volta em bondade, em vez de em palavras. Há um acordo intrínseco de que as pessoas vão cooperar umas com as outras", finaliza Enfield.

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