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Esse mês faz 500 anos da epidemia de dança

Quem nunca se acabou numa pista de dança? Por mais que você tenha dançado assim, nunca conheceu alguém que tivesse morrido de dançar, como ocorreu com os moradores da cidade francesa de Estrasburgo em 1518. Morrer, nesse caso, não é força de expressão: as pessoas realmente morreram. Neste mês de julho, completam-se 500 anos de um dos episódios mais bizarros da história humana: a epidemia de dança de 1518. Tudo começou quando a moradora Frau Troffea começou a dançar sozinha e sem música no meio da rua.

Inicialmente, ela foi encorajada por palmas e gritos, mas logo perceberam que havia alguma coisa errada: ela não parava de dançar. A mulher continuou com os movimentos rítmicos durante seis dias. Mas a coisa não parou por aí. O bizarro comportamento se espalhou: após uma semana, 34 pessoas estavam dançando também. Em um mês, o número chegou a 400 pessoas. Nada fazia com que elas parassem de dançar, nem a exaustão ou ataques cardíacos. Segundo um jornal da época, 15 pessoas morriam ao dia.

Médicos e astrônomos (você leu certo) da época concluíram que a epidemia era uma doença natural, causada por “sangue quente”. Os habitantes saudáveis construíram palcos e levaram músicos ao local, pensando que a crise cessaria se fosse estimulada. A ideia se mostrou catastrófica: com isso, mais pessoas se ficavam estimuladas a se juntar aos dançarinos, fazendo crescer a epidemia. Depois de quatro meses de dança ininterrupta, a epidemia parou da mesma forma que começou: repentinamente. E as pessoas retomaram a vida normal.

Por séculos, especialistas discutiram se a epidemia da dança foi uma doença real ou um fenômeno social. Evidências mostram que a epidemia foi uma espécie de contágio cultural, um transe, que atinge populações em extrema dificuldade, fazendo com que elas queiram dançar até perder a cabeça. Diversos surtos parecidos aconteceram pela Europa. Um deles, ocorrido em 1374, se espalhou por diversas cidades da Bélgica, Luxemburgo e noroeste da França. Outra explicação é de que os afetados ingeriram uma espécie de fungo com ação psicotrópica que infecta cereais como o centeio.

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