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Cada km² desmatado na Amazônia equivale a 27 novos casos de malária

Cada km² desmatado causa até 27 novos casos de malária por ano, segundo pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP. Os dados também mostram que a incidência é maior em pequenas áreas devastadas. O risco é aumentado pela capacidade do mosquito em se adaptar às áreas impactadas como também pela maior presença de pessoas infectadas pelo parasita que causa a doença, explica a professora Maria Anice Sallum.

“A formação dos assentamentos movimenta pessoas que muitas vezes residiram em áreas com transmissão de malária e podem abrigar o parasita sem ter a doença, atuando na sua dispersão", diz Maria Anice. Ela explica que quando a floresta não tem de desmatamento, o mosquito transmissor da doença está presente em baixa densidade. "Por ser uma espécie oportunista e generalista, ela se adapta com facilidade ao ambiente modificado, e se dispersa rapidamente.”

Maria Anice enfatiza que os programas de controle da malária deveriam levar em conta fatores da dinâmica de transmissão, como atividades de trabalho, condições de moradia e migração. “É necessário melhorar a condição de vida e as moradias, para diminuir o contato do homem com o mosquito”, aponta. “Também é preciso ampliar o acesso à educação, intensificar programas de controle, facilitar o acesso ao diagnóstico e tratamento, auxiliando os programas para o controle de vetores”, finaliza a professora.

Fonte: Agência USP

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