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Advogadas bravas são vistas como "histéricas", advogados bravos são vistos como "poderosos", #apontaestudo

Um estudo da Universidade do Arizona descobriu que tribunais têm viés de gênero. Psicólogos criaram um julgamento simulado em que três advogadas do sexo feminino e três do sexo masculino proferiram um argumento de encerramento num caso de assassinato, usando a raiva como uma ferramenta emocional. Os participantes foram convidados a avaliar os advogados em termos de sua eficácia quando expressaram raiva. Os espectadores do teste definiram os advogados masculinos como poderosos, competentes e contratáveis.

Já as advogadas do sexo feminino irritadas, por outro lado, eram vistas como estridentes, histéricos, irritantes e ineficazes. Jessica Salerno, professora de psicologia da ASU e coordenadora do estudo, disse: Espera-se que um bom advogado mostre características tradicionalmente masculinas no tribunal - raiva, agressão, poder. Os homens se beneficiam disso, enquanto penalizamos as mulheres por mostrarem as mesmas características.

Ela acrescentou: Perguntamos aos participantes o quanto eles achavam que os atores estavam zangados. Os expectadores disseram que os homens e as mulheres estavam igualmente zangados. Infelizmente, reproduzimos os resultados encontrados em outros estudos. Os homens furiosos foram tidos como mais eficazes, e os espectadores queriam contratá-los. O tiro saiu pela culatra para as mulheres. As pessoas achavam que as mulheres iradas eram menos eficazes e queriam contratá-las menos.

Todos crescemos na mesma cultura, sob os mesmos estereótipo de gêneros. A longo prazo, isso significa que as advogadas não podem demonstrar a convicção e o poder esperados dos homens. Isto tem implicações ruins a longo prazo para as suas carreiras e eficácia nos júris. O estudo "Closing with Emotion: O impacto diferencial de advogados masculinos versus femininos expressando raiva no tribunal" é publicado na revista Law and Human Behavior.

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