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Acabou o peixe nos mares da Europa: abastecimento até o fim de 2018 será suprido com importações

Desde 9 de julho, “a Europa depende do pescado importado” para suprir a demanda de peixe do continente, de acordo com estudo realizado pela New Economics Foundation (NEF). A WWF Portugal alerta para “o estado dramático dos nossos oceanos”: um terço do peixe e marisco em nível mundial estão sobre-explorados. A Comissão Europeia indica que 41% das populações de pescado avaliadas no Atlântico são alvo de sobrepesca. Em Portugal, a demanda ultrapassou a oferta já em 5 de maio.

A antecipação tem uma razão clara: Portugal é o maior consumidor europeu de peixe. Cada português come em média 55,3 kg de pescado por ano, seguido de Espanha (46,2 kg), Lituânia (44,7 kg), França (34,4 kg) e Suécia (33,2 kg). Somente esses cinco países respondem por 33% do consumo europeu. Cada europeu consome 22,7 kg de pescado por ano e só Croácia, Holanda e Irlanda se mostram autônomos. Muitas espécies sofrem sobrepesca, diz a WWF.

Ângela Morgado, diretora-executiva da organização ambientalista em Portugal lembra que “mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo encontram uma fonte de alimento, de rendimento e de subsistência na pesca e na aquicultura”. Mas já não há peixe para tanta boca. O consumo de pescado na Europa cresceu 3,2%, o dobro do crescimento populacional. Metade do peixe consumido no Velho Continente vem de países em desenvolvimento.

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