Instagram

A empresa Perpetual Guardian, companhia neozelandesa de serviços fiduciários, propôs uma experiência que desafiou a tradicional relação entre horas de trabalho e produtividade e durante dois meses colocou 200 dos seus funcionários para trabalhar sob uma jornada de trabalho reduzida de 32 horas distribuídas em apenas quatro dias – em vez de 40 horas ao longo de cinco dias. A semana mais curta não afetou salários e benefícios, mantidos intactos. O resultado do experimento, acompanhado por pesquisadores de universidades locais, mostrou que a equipe ficou mais criativa, o comparecimento melhorou, os funcionários chegaram sempre na hora, pararam de ir embora mais cedo e não faziam longos intervalos durante o expediente.

O presidente da empresa, Andrew Barnes, afirma que buscará formas de fazer da jornada menor algo permanente. “Uma coisa é fazer o experimento. Outra é torná-lo permanente porque há alguns problemas no caminho, como a forma como a nossa legislação trabalhista é construída, mas eu acredito que encontramos uma forma de contornar isso”, disse o executivo.

Mesmo trabalhando um dia a menos, a direção da empresa não notou queda na produtividade. Além disso, de acordo com os funcionários participantes – que responderam a questionários antes, em 2017, e depois do período da experiência – em 2018, a nova jornada trouxe uma série de benefícios. Para os empregados, que relataram terem usado o dia a mais livre para passar mais tempo com a família, se exercitar, cozinhar e se dedicar a outras atividades, como jardinagem, o nível de estresse caiu de 45% para 38% e a sensação de equilíbrio entre a vida dentro e fora do trabalho subiu de 54% para 78%.

Fonte

Comentários (
0
)