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A quarta-feira de cinzas é o dia do ano com maior ausência de funcionários, superando a véspera de Ano Novo.

Uma pesquisa feita com 30 mil colaboradores de uma empresa de tecnologia e RH (Pontomais) mostrou que 50% das pessoas que deveriam voltar à labuta não vão trabalhar! Para se ter uma ideia, a véspera de Ano Novo tem falta de 37% dos funcionários, ambas as situações de funcionário que não tem folgas marcadas.

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Você acha que a vida de todo mundo é a maravilha do que é publicado nas redes sociais? Que os influenciadores digitais não passam por perrengues diários? Que seus amigos estão realmente sempre sorrindo como se não houvesse um boleto para ser pago? Uma pesquisa da Kaspersky Lab mostrou que uma em cada dez pessoas distorce a realidade nas redes sociais para se sentir melhor.Continue lendo...

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Você conhece pessoas que têm respostas para tudo, sempre opinando e tentando mostrar como são mais inteligentes que especialistas de um determinado assunto? Essas pessoas podem ser vítimas do efeito Dunning-Kruger, ou seja, que superestimam suas aptidões sociais e intelectuais.Continue lendo...

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Onde pessoas que acreditam que a Terra é plana buscam informações? Um estudo feito pela Universidade de Tecnologia do Texas, nos EUA, mostrou que a maioria dos terraplanistas se informa por meio do YouTube.

Pesquisadores foram até a última conferência anual do movimento terraplanista, que aconteceu em 2017, na Carolina do Norte, nos EUA, e conversaram com 30 participantes. Todos os entrevistados, com exceção de um, disseram que começaram a acreditar que a Terra é plana depois de assistir a vídeos sobre teorias da conspiração — como os que dizem que o atentado de 11 de setembro e a chegada da NASA à Lua são falsos.

Segundo uma das autoras da pesquisa, Asheley Landrum, a maioria dos participantes do estudo diz procurar os vídeos apenas para desmascará-los, mas logo acabam sendo convencidos por eles. “Os algoritmos facilitam a queda no buraco do coelho, apresentando informações às pessoas que serão mais suscetíveis a isso”, disse em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Landrum, diante desta situação, convidou cientistas para criar seus próprios vídeos e combater as teorias. "Há muita informação útil no YouTube, mas também muita desinformação. (...) Acreditar que a Terra é plana em si não é necessariamente prejudicial, mas é algo que vem embalado em uma desconfiança nas instituições e nas autoridades em geral. Queremos que as pessoas sejam consumidoras críticas das informações que recebem; porém, há um equilíbrio a ser obtido", completou.

Por problemas relacionados a fake news e teorias infundadas, o YouTube anunciou recentemente que vai mudar sua inteligência artificial, em uma tentativa de melhorar a qualidade do conteúdo recomendado aos usuários.

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As armas de fogo podem ajudar mulheres a se protegerem da violência doméstica?

Não há quem não tenha se chocado com o caso da paisagista Elaine Caparróz, de 55 anos, que quase foi assassinada pelo estagiário de direito Vinícius Batista Serra.


Eles se conheceram pela internet e o relacionamento virtual já durava 8 meses. Os dois se seguiam nas redes sociais e até tinham amigos em comum. Por isso, a vítima se sentiu segura para convidá-lo para um jantar em no seu apartamento, na Barra da Tijuca, RJ.

A vítima relatou que o agressor pediu para dormir com ela, que acordou no meio da noite aos murros, mordidas e xingamentos.

Depois de ser torturada por cerca de 4 horas, Elaine foi internada na UTI em estado grave, e terá que passar por várias cirurgias por causa das fraturas, além de trauma no pulmão e nos rins.

Há fortes indícios de que o crime foi premeditado, já que ao entrar no prédio de Eliane, Vinícius se cadastrou na recepção com um nome falso, Felipe.

Sempre que casos de violência contra a mulher vêm à tona, é comum que os defensores da flexibilização das armas de fogo usem como argumento que, a solução seria armar a vítima.

Um exemplo é o comentário abaixo, que ignora o fato de que a vítima estava dormindo quando foi atacada. Mesmo que houvesse uma arma ali, Elaine não teria a oportunidade de usar.

Eu não sou o único que discorda deste tweet do Carlos Bolsonaro. Além de uma série de especialistas em segurança pública e defensores de direitos humanos, há uma discordante que não costuma estar errada: a matemática.

Pesquisadores do VPC, Centro de Políticas de Violência, na sigla em inglês, analisaram dados do FBI e descobriram que as mulheres têm 100 vezes mais chances de serem mortas por um homem armado do que usar uma arma de fogo em legítima defesa.

O levantamento descobriu que houveram 328 homicídios justificáveis cometidos por cidadãos privados naquele ano, mas apenas 16 envolviam uma mulher matando um homem com arma de fogo. Por outro lado, houveram 1.686 casos em que uma mulher foi assassinada por um homem armado.

E antes que a bancada da bala traga seus questionamentos, é importante ressaltar que os dados são referentes a apenas incidentes de vítima única e de ofensor único - ou seja - excluem tiroteios em massa.

Além disso, 93% das vítimas femininas foram assassinadas por homens que elas conheciam, sendo que 64% delas, eram esposas ou “conhecidas íntimas” dos assassinos.

Ah, isso não inclui ex-namoradas, pois o FBI não divulga essas informações. Significa que os números poderiam ser ainda mais graves.

Os defensores das armas de fogo podem argumentar que esse estudo só contabilizou homicídios justificáveis, mas ignorou casos onde a mulher usou a arma para se defender sem matar o cara, ou quando ela só usou a arma para ameaçar e nem chegou a atirar no agressor.

Verdade. Mas por outro lado, o estudo também não conta as mulheres que não chegam a ser assassinadas, mas são feridas ou intimidadas por homens com armas na mão.

Outros estudos citados no levantamento do VPC, reforçam que EUA está longe de ser referência no combate ao feminicídio praticado com arma de fogo.

Em 1997, o Archives of Internal Medicine analisou fatores de risco para morte violenta de mulheres em sua própria casa, e descobriu que a presença de uma arma no imóvel, triplica as chances de morte seguida de violência.

Já um levantamento feito por Harvard em 2002, mostrou que a população feminina dos EUA representava apenas 32% das mulheres em 25 países de alta renda, mas era responsável por 84% dos homicídios de mulheres por arma de fogo.

Um dos autores desse outro estudo de Harvard, o Dr. David Hemenway, concluiu que “a diferença nas taxas de vitimização de homicídio feminino entre os EUA e esses outros países industrializados é muito grande e está intimamente ligada aos níveis de posse de armas.”

Em outras palavras, não pode ser explicada por diferenças na urbanização ou desigualdade social e de renda.

É muito interessante observar que os dados vêm dos EUA, país corriqueiramente citado pelos defensores de armas como bom exemplo de política armamentista.

Com base nessas informações, podemos afirmar que a resposta para a pergunta feita no título deste post é não.

Você pode ler a íntegra do levantamento do VPC aqui (em inglês).

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Clique aqui para ler esta TREAD na íntegra.

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Pesquisadores da Universidade de Iowa descobriram que quem toma um a dois drinks alcoólicos por dia envelhece melhor do que pessoas que não bebem.

Usando dados do Gene Expression Omnibus disponível publicamente, o estudo comparou o DNA de pessoas que não bebiam álcool, bebiam com moderação e bebiam de maneira exagerada. A ideia era saber qual a idade biológica em comparação à idade cronológica destas pessoas. Aos que consomem 1 a 2 bebidas o envelhecimento foi melhor e estavam em boa forma, mas para aqueles que extrapolavam o corpo envelheceu mais rapidamente.

Ou seja, tomar uma ou duas cervejas no happy hour da empresa, ou beber uma taça de vinho em casa, todos os dias, faz bem para a saúde. O ideal é beber depois do trabalho para não estar alcoolizado durante a labuta. Mas atenção, sempre beba com moderação!

#pracegover: Tomar cerveja depois do trabalho faz bem para a saúde, sugere estudo.

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A doença que fazia os negros fugirem da escravidão

A sociedade branca na ciência já criou teorias racistas para afastar negros das condições intelectuais e biológicas das etnias brancas. Não bastasse a perversão que seus estudos carregavam para desumanizar os africanos, um deles ainda categorizou a fuga como problema mental.

As teorias racistas que hoje são chamadas de pseudo-ciência, eram aceitas pela ciência tradicional em todo o mundo até a década de 1930. Elas se proliferaram em todos os continentes dominados por europeus ou que já foram colônia européia.

Foram utilizadas para segregar e manter negros e ameríndios em posições inferiores da sociedade. Elas foram alimentadas, também, por dogmas e teologias que vinham de religiosos pró-escravidão. Eles a justificavam com o argumento de que “nem são tão humanos assim”.

Então havia um consenso geral que a escravidão era benéfica para o próprio negro, pois ele poderia evoluir da sua condição e aprender com a “civilização européia”. Trabalhando em troca de comida e um lugar para dormir. Nesse pensamento, fugir do cativeiro era coisa de lunático.

Foi o que concluiu Dr. Samuel A. Cartwright em 1851, médico americano que atuava no Mississippi e Louisiana. Ele publicou um artigo intitulado Relatório Sobre as Doenças e Peculiaridades Físicas da raça Negra” no New Orleans Medical and Surgical Journal.

No artigo ele categorizou duas novas doenças que eram especificamente condições de negros e descendentes. A primeira era a disestesia aethiopica, que deixava os negros preguiçosos em seu trabalho (seguindo o que eugenistas tradicionais já consideravam).

Para ele “Há uma insensibilidade parcial da pele, e uma letargia tão grande das faculdades intelectuais, como ser como uma pessoa meio adormecida, que está com dificuldade despertada e mantida desperta”.

A outra doença era Drapetomania, uma doença que levava o negro escravizado a querer fugir da sua condição natural. Em suas palavras “A causa na maioria dos casos que induz o negro a fugir do serviço é tanto uma doença da mente”.

Uma das provas que as religiões influenciaram fortemente as pdeuso-ciências racistas é que Cartwright citou a Bíblia cristã para defender seu ponto de vista. “se ele [o negro] o mantém na posição que aprendemos das Escrituras, ele deveria ocupar, isto é, a posição de submissão...”.

O médico sugere que os escravocratas obtivessem obediência plena: “De acordo com a minha experiência, o "genu flexit" - a admiração e reverência, deve ser exigido deles, ou eles desprezarão seus mestres, tornar-se-ão rudes e ingovernáveis, e fugirão.

Em nenhum momento ele considerou que os negros odiavam a escravidão e vários grupos em várias colônias do mundo organizaram insurreições, algumas que concluíram com a liberdade como foi o Palenque de São Basílio na Colômbia.

Além desse diagnóstico tenebroso, Samuel A. Cartwright propôs um remédio infalível para a doença que faz os negros fugirem. Segundo suas próprias palavras que são auto-explicativas

“Como uma medida preventiva contra a fuga, ou outra má conduta.” Era resolvido “chicoteando o diabo para fora deles.”

Fontes 1, 2 e 3