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Onde pessoas que acreditam que a Terra é plana buscam informações? Um estudo feito pela Universidade de Tecnologia do Texas, nos EUA, mostrou que a maioria dos terraplanistas se informa por meio do YouTube.

Pesquisadores foram até a última conferência anual do movimento terraplanista, que aconteceu em 2017, na Carolina do Norte, nos EUA, e conversaram com 30 participantes. Todos os entrevistados, com exceção de um, disseram que começaram a acreditar que a Terra é plana depois de assistir a vídeos sobre teorias da conspiração — como os que dizem que o atentado de 11 de setembro e a chegada da NASA à Lua são falsos.

Segundo uma das autoras da pesquisa, Asheley Landrum, a maioria dos participantes do estudo diz procurar os vídeos apenas para desmascará-los, mas logo acabam sendo convencidos por eles. “Os algoritmos facilitam a queda no buraco do coelho, apresentando informações às pessoas que serão mais suscetíveis a isso”, disse em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Landrum, diante desta situação, convidou cientistas para criar seus próprios vídeos e combater as teorias. "Há muita informação útil no YouTube, mas também muita desinformação. (...) Acreditar que a Terra é plana em si não é necessariamente prejudicial, mas é algo que vem embalado em uma desconfiança nas instituições e nas autoridades em geral. Queremos que as pessoas sejam consumidoras críticas das informações que recebem; porém, há um equilíbrio a ser obtido", completou.

Por problemas relacionados a fake news e teorias infundadas, o YouTube anunciou recentemente que vai mudar sua inteligência artificial, em uma tentativa de melhorar a qualidade do conteúdo recomendado aos usuários.

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Estudo da Michigan State University liderado pelo sociólogo Hui Liu mostrou que mulheres que estão sempre implicando com os comportamentos de seus parceiros com relação à saúde deles são as melhores parceiras para um relacionamento saudável.

Usando dados do Projeto Nacional de Vida Social, Saúde e Envelhecimento, Liu e colegas analisaram os resultados da pesquisa de 1.228 entrevistados casados em cinco anos. No início do estudo, os entrevistados tinham entre 57 e 85 anos de idade; 389 tinham diabetes no final do estudo - Diabetes é a sétima principal causa de morte nos Estados Unidos. Mais de 29 milhões de americanos tiveram diabetes em 2012, ou seja, 9,3% da população.

Liu, especialista em saúde de base populacional e ciência da família, investigou o papel da qualidade conjugal no gerenciamento e risco de diabetes e encontrou duas grandes diferenças de gênero: - o achado mais surpreendente foi que, para os homens, um aumento na qualidade conjugal negativa - mulheres implicantes - diminuiu o risco de desenvolver diabetes e aumentou as chances de controlar a doença após seu início. A diabetes requer monitoramento frequente que as esposas podem estar estimulando o marido a fazer, aumentando sua saúde, mas também aumentando a tensão conjugal ao longo do tempo. - para as mulheres, um bom casamento estava relacionado a um risco menor de ser diabético cinco anos depois. As mulheres podem ser mais sensíveis do que os homens à qualidade de um relacionamento e, portanto, mais propensas a experimentar um impulso de saúde a partir de um relacionamento de boa qualidade.

Como o diabetes é a doença crônica que mais cresce nos Estados Unidos, a implementação de políticas públicas e programas destinados a promover a qualidade conjugal também deve reduzir o risco de diabetes e promover saúde e longevidade, especialmente para mulheres em idades mais avançadas", diz o estudo.

#pracegover: Mulheres que implicam com seus parceiros são as melhores parceiras, sugere estudo.

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As armas de fogo podem ajudar mulheres a se protegerem da violência doméstica?

Não há quem não tenha se chocado com o caso da paisagista Elaine Caparróz, de 55 anos, que quase foi assassinada pelo estagiário de direito Vinícius Batista Serra.


Eles se conheceram pela internet e o relacionamento virtual já durava 8 meses. Os dois se seguiam nas redes sociais e até tinham amigos em comum. Por isso, a vítima se sentiu segura para convidá-lo para um jantar em no seu apartamento, na Barra da Tijuca, RJ.

A vítima relatou que o agressor pediu para dormir com ela, que acordou no meio da noite aos murros, mordidas e xingamentos.

Depois de ser torturada por cerca de 4 horas, Elaine foi internada na UTI em estado grave, e terá que passar por várias cirurgias por causa das fraturas, além de trauma no pulmão e nos rins.

Há fortes indícios de que o crime foi premeditado, já que ao entrar no prédio de Eliane, Vinícius se cadastrou na recepção com um nome falso, Felipe.

Sempre que casos de violência contra a mulher vêm à tona, é comum que os defensores da flexibilização das armas de fogo usem como argumento que, a solução seria armar a vítima.

Um exemplo é o comentário abaixo, que ignora o fato de que a vítima estava dormindo quando foi atacada. Mesmo que houvesse uma arma ali, Elaine não teria a oportunidade de usar.

Eu não sou o único que discorda deste tweet do Carlos Bolsonaro. Além de uma série de especialistas em segurança pública e defensores de direitos humanos, há uma discordante que não costuma estar errada: a matemática.

Pesquisadores do VPC, Centro de Políticas de Violência, na sigla em inglês, analisaram dados do FBI e descobriram que as mulheres têm 100 vezes mais chances de serem mortas por um homem armado do que usar uma arma de fogo em legítima defesa.

O levantamento descobriu que houveram 328 homicídios justificáveis cometidos por cidadãos privados naquele ano, mas apenas 16 envolviam uma mulher matando um homem com arma de fogo. Por outro lado, houveram 1.686 casos em que uma mulher foi assassinada por um homem armado.

E antes que a bancada da bala traga seus questionamentos, é importante ressaltar que os dados são referentes a apenas incidentes de vítima única e de ofensor único - ou seja - excluem tiroteios em massa.

Além disso, 93% das vítimas femininas foram assassinadas por homens que elas conheciam, sendo que 64% delas, eram esposas ou “conhecidas íntimas” dos assassinos.

Ah, isso não inclui ex-namoradas, pois o FBI não divulga essas informações. Significa que os números poderiam ser ainda mais graves.

Os defensores das armas de fogo podem argumentar que esse estudo só contabilizou homicídios justificáveis, mas ignorou casos onde a mulher usou a arma para se defender sem matar o cara, ou quando ela só usou a arma para ameaçar e nem chegou a atirar no agressor.

Verdade. Mas por outro lado, o estudo também não conta as mulheres que não chegam a ser assassinadas, mas são feridas ou intimidadas por homens com armas na mão.

Outros estudos citados no levantamento do VPC, reforçam que EUA está longe de ser referência no combate ao feminicídio praticado com arma de fogo.

Em 1997, o Archives of Internal Medicine analisou fatores de risco para morte violenta de mulheres em sua própria casa, e descobriu que a presença de uma arma no imóvel, triplica as chances de morte seguida de violência.

Já um levantamento feito por Harvard em 2002, mostrou que a população feminina dos EUA representava apenas 32% das mulheres em 25 países de alta renda, mas era responsável por 84% dos homicídios de mulheres por arma de fogo.

Um dos autores desse outro estudo de Harvard, o Dr. David Hemenway, concluiu que “a diferença nas taxas de vitimização de homicídio feminino entre os EUA e esses outros países industrializados é muito grande e está intimamente ligada aos níveis de posse de armas.”

Em outras palavras, não pode ser explicada por diferenças na urbanização ou desigualdade social e de renda.

É muito interessante observar que os dados vêm dos EUA, país corriqueiramente citado pelos defensores de armas como bom exemplo de política armamentista.

Com base nessas informações, podemos afirmar que a resposta para a pergunta feita no título deste post é não.

Você pode ler a íntegra do levantamento do VPC aqui (em inglês).

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Clique aqui para ler esta TREAD na íntegra.

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Pesquisadores da Universidade de Iowa descobriram que quem toma um a dois drinks alcoólicos por dia envelhece melhor do que pessoas que não bebem.

Usando dados do Gene Expression Omnibus disponível publicamente, o estudo comparou o DNA de pessoas que não bebiam álcool, bebiam com moderação e bebiam de maneira exagerada. A ideia era saber qual a idade biológica em comparação à idade cronológica destas pessoas. Aos que consomem 1 a 2 bebidas o envelhecimento foi melhor e estavam em boa forma, mas para aqueles que extrapolavam o corpo envelheceu mais rapidamente.

Ou seja, tomar uma ou duas cervejas no happy hour da empresa, ou beber uma taça de vinho em casa, todos os dias, faz bem para a saúde. O ideal é beber depois do trabalho para não estar alcoolizado durante a labuta. Mas atenção, sempre beba com moderação!

#pracegover: Tomar cerveja depois do trabalho faz bem para a saúde, sugere estudo.

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A doença que fazia os negros fugirem da escravidão

A sociedade branca na ciência já criou teorias racistas para afastar negros das condições intelectuais e biológicas das etnias brancas. Não bastasse a perversão que seus estudos carregavam para desumanizar os africanos, um deles ainda categorizou a fuga como problema mental.

As teorias racistas que hoje são chamadas de pseudo-ciência, eram aceitas pela ciência tradicional em todo o mundo até a década de 1930. Elas se proliferaram em todos os continentes dominados por europeus ou que já foram colônia européia.

Foram utilizadas para segregar e manter negros e ameríndios em posições inferiores da sociedade. Elas foram alimentadas, também, por dogmas e teologias que vinham de religiosos pró-escravidão. Eles a justificavam com o argumento de que “nem são tão humanos assim”.

Então havia um consenso geral que a escravidão era benéfica para o próprio negro, pois ele poderia evoluir da sua condição e aprender com a “civilização européia”. Trabalhando em troca de comida e um lugar para dormir. Nesse pensamento, fugir do cativeiro era coisa de lunático.

Foi o que concluiu Dr. Samuel A. Cartwright em 1851, médico americano que atuava no Mississippi e Louisiana. Ele publicou um artigo intitulado Relatório Sobre as Doenças e Peculiaridades Físicas da raça Negra” no New Orleans Medical and Surgical Journal.

No artigo ele categorizou duas novas doenças que eram especificamente condições de negros e descendentes. A primeira era a disestesia aethiopica, que deixava os negros preguiçosos em seu trabalho (seguindo o que eugenistas tradicionais já consideravam).

Para ele “Há uma insensibilidade parcial da pele, e uma letargia tão grande das faculdades intelectuais, como ser como uma pessoa meio adormecida, que está com dificuldade despertada e mantida desperta”.

A outra doença era Drapetomania, uma doença que levava o negro escravizado a querer fugir da sua condição natural. Em suas palavras “A causa na maioria dos casos que induz o negro a fugir do serviço é tanto uma doença da mente”.

Uma das provas que as religiões influenciaram fortemente as pdeuso-ciências racistas é que Cartwright citou a Bíblia cristã para defender seu ponto de vista. “se ele [o negro] o mantém na posição que aprendemos das Escrituras, ele deveria ocupar, isto é, a posição de submissão...”.

O médico sugere que os escravocratas obtivessem obediência plena: “De acordo com a minha experiência, o "genu flexit" - a admiração e reverência, deve ser exigido deles, ou eles desprezarão seus mestres, tornar-se-ão rudes e ingovernáveis, e fugirão.

Em nenhum momento ele considerou que os negros odiavam a escravidão e vários grupos em várias colônias do mundo organizaram insurreições, algumas que concluíram com a liberdade como foi o Palenque de São Basílio na Colômbia.

Além desse diagnóstico tenebroso, Samuel A. Cartwright propôs um remédio infalível para a doença que faz os negros fugirem. Segundo suas próprias palavras que são auto-explicativas

“Como uma medida preventiva contra a fuga, ou outra má conduta.” Era resolvido “chicoteando o diabo para fora deles.”

Fontes 1, 2 e 3

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Se você busca a felicidade, estar próximo à natureza pode ser o melhor caminho. Segundo estudo realizado pela Universidade de Regina, no Canadá, 5 minutos em contato com a natureza trazem mais emoções positivas.

Cientistas fizeram dois testes com 123 pessoas. No primeiro, os participantes foram divididos em dois locais: uma parte foi a um parque em frente à universidade, a outra parte ficou dentro do prédio. Todos tiveram que desapegar de seus celulares e orientados a se concentrar apenas neles mesmos enquanto permaneciam sentados.

Cada participante preencheu uma escala de emoções que incluía sensações positivas ligadas a conforto, prazer, gratidão, reverência e a sensação de ser parte maior que você mesmo.

Aqueles que estavam sentados no parque sentiram um aumento de todas as sensações positivas antes e depois do teste. Aqueles que estavam no ambiente interno da Universidade não alteraram suas sensações.

O segundo teste foi feito pelos pesquisadores para ver se mais tempo na natureza se correlacionaria com um aumento ainda maior dessas emoções. 70 participantes passaram 15 minutos, também sem celulares e sentados no parque e dentro da universidade e preencheram outra escala com emoções negativas (como estresse, depressão e ansiedade).

O fato de ficar mais tempo na natureza não se refletiu no aumento da quantidade de emoções positivas, mas o estudo revelou, também, que as emoções negativas foram reduzidas em ambos os ambientes, quando acrescidos cinco minutos de descanso.

"O contato com a natureza é benéfico para nossa saúde emocional, por isso preservar nossos espaços naturais nas cidades é um importante objetivo para a saúde pública", disse Katherine D. Arbuthnott, uma das autoras do estudo.

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Marque nos comentários aquela pessoa que dorme muito!

Segundo estudo da Universidade de Berna, na Suíça, seres humanos são capazes de aprender inconscientemente novos conceitos durante o sono.

A pesquisa feita por cientistas do Instituto de Psicologia e Centro de Cognição da Universidade de Berna contou com 41 participantes que utilizaram fones de ouvido para ouvir dois pares de palavras dormindo. Uma das palavras era inventada e a outra, conhecida. Após acordar, os participantes conseguiam recordar os vocábulos e seus significados.

Parte dos voluntários escutou pares de palavras como "guga e pássaro" e outros "guga e elefante". No dia seguinte, os cientistas interrogaram os voluntários se a palavra "guga" cabia numa caixa de sapatos. De acordo com o estudo, os vocábulos reproduzidos na fase de sono profundo designada "up state", 60% dos voluntários classificavam corretamente as palavras inventadas.

Na fase do sono profundo, "up state", que só dura cerca de meio segundo, o eletroencefalograma registra que todas as células cerebrais estão ativas conjuntamente. Ela se alterna com a "down state", em que não há atividade entre as diversas áreas do cérebro.

De acordo com o pesquisador Marc Züst, coautor do estudo, o experimento demonstra ser possível aprender com o inconsciente 100% ativo, porém, não é saudável ouvir várias palavras durante a noite, esperando que sejam armazenadas na memória. O barulho constante é uma fonte de perturbação para o sono adequado.

#pracegover: É possível aprender dormindo, diz estudo.

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O estresse está batendo lá no alto? Entre numa sala de chat com você mesmo e bata um autopapo em terceira pessoa e diga: "Calma, cara!". Segundo estudo das Universidades de Michigan e do Estado de Michigan (EUA), falar sozinho é uma solução rápida para contornar situações de estresse.

Funciona assim, como no exemplo: Suponha que Joana tenha acabado de bater o carro numa colisão corriqueira de trânsito e reflita sobre seus sentimentos em voz audível na terceira pessoa, "Joana, ninguém se feriu", Joana irá reagir com mais calma que se fizesse na primeira pessoa: "Eu não feri ninguém". Segundo o estudo, esse autopapo em terceira pessoa faz com que as pessoas se distanciem emocionalmente de suas emoções, regulando-as.

Os resultados foram obtidos por meio de dois estudos. No primeiro, os participantes viam imagens neutras e perturbadoras e reagiam a elas em primeira e terceira pessoa enquanto tinhas suas atividades cerebrais monitoradas. Quando reagiam às imagens ruins (como um homem apontando uma arma para suas cabeças), as atividades cerebrais foram reguladas mais rapidamente entre os que falam com eles mesmos em terceira pessoa.

Também foi analisado o esforço para falar consigo mesmo na terceira pessoa e foi constatado que não é mais difícil do que fazer isso em primeira pessoa ou usar técnicas de mindfullness ou pensar pelo lado positivo.

No segundo experimento, os participantes refletiram sobre suas experiências dolorosas do passado usando a terceira e a primeira pessoa, enquanto os cérebros eram monitorados. Da mesma forma que o estudo anterior, A fala em terceira pessoa regula melhor as emoções e não exige esforço maior.

"Essencialmente, pensamos que se referir a si mesmo em Terceira pessoa leva as pessoas a pensarem nelas mesmas de uma forma semelhante à que pensam sobre outras pessoas e pode-se ver isso no cérebro", disse o professor de psicologia e pesquisador Jason Moser.

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Segundo estudo realizado pela Universidade de Genebra e Lausanne (Suíça), ser ninado, ou seja, ser balançado levemente, faz com que a pessoa caia no sono mais rapidamente e durma mais profundamente.

O estudo foi realizado com 18 jovens saudáveis que tiveram suas taxas cardíacas, respiratórias e atividade cerebral monitorados durante duas noites no Centro de Medicina do Sono. Na primeira, numa cama em movimento e na segunda, na mesma cama, mas em uma posição imóvel.

"Uma boa noite de sono significa adormecer rapidamente e permanecer dormindo a noite toda", diz Laurence Bayer, pesquisadora do Departamento de Neurociências Básicas da Faculdade de Medicina UNIGE e do Centro de Medicina do Sono HUG. “No entanto, observamos que nossos participantes, embora tenham dormido bem em ambos os casos, adormeceram mais rapidamente quando foram ninados. Além disso, eles tinham períodos mais longos de sono profundo e menos micro-despertares, um fator freqüentemente associado à má qualidade do sono. ”.

Depois dessa fase, os cientistas observaram se o movimento suave da cama também afetava a consolidação da memória. Os jovens voluntários tiveram que aprender pares de palavras à noite e lembrá-los de manhã quando acordassem. Como resultado, a cama em movimento trouxe melhores resultados aos indivíduos.

De acordo com os pesquisadores, isso é uma consequência de como o sono profundo modula a atividade das ondas cerebrais, e de como o balanço suave ajuda a sincronizar a atividade cerebral por meio das chamadas redes corticotiledôneas-corticais. Essas redes cerebrais desempenham um papel vital no sono profundo e na construção da memória.

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