Geral
A desigualdade social no mundo vista através de um drone

Em 2004, o fotógrafo Tuca Vieira capturou a imagem da favela de Paraisópolis encravada no abastado bairro do Morumbi, na capital paulista. A foto, que mostrava um prédio com uma piscina por andar ao lado de barracos de alvenaria, correu o mundo virou símbolo da desigualdade.

Morumbi x Paraisópolis

Anos depois, o fotógrafo sul-africano John Miller (veja mais no Instagram de Miller) usou um drone para registrar cenas de diferentes cidades do mundo onde também há contrastes de áreas pobres e ricas. O projeto foi batizado de "Unequal Scenes" (Cenas Desiguais) e começou na África do Sul.


Detroit - EUA

Miller documentou a disparidade nas condições de vida no entorno do aeroporto da Cidade do Cabo quando chegou à cidade para estudar. Depois da África do Sul, ele clicou imagens nas maiores cidades do mundo, de Mumbai (Índia) à Cidade do México, passando por Nairóbi (Quênia).


Mumbai - Índia

"As desigualdades em nosso tecido social estão muitas vezes escondidas e difíceis de ver a partir do nível do solo. Barreiras visuais, incluindo as próprias estruturas, nos impedem de ver os incríveis contrastes que existem lado a lado em nossas cidades", diz ele.

Cidade do Cabo - África do Sul

Bloubusrand - África do Sul

Cidade do Cabo - Africa do Sul

Durban - Africa do Sul

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Cinema
#MeanGirlsDay é hoje e o próximo só acontecerá em 3 de outubro de 2029!

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Interessantech
Google realiza competição online para contratar engenheiros de software, saiba como participar

Ao longo do ano, o Google promoveu e está promovendo rodadas independentes do Kickstart, uma competição global online de programação que oferece aos participantes a oportunidade de testar e desenvolver suas habilidades na área e resolver desafios algorítmicos criados pelo time de engenharia do Google.

Como resultado, os melhores participantes podem ser contatados pelo time de recrutamento do Google para participar do processo seletivo no Centro de Engenharia do Google em Belo Horizonte (único da empresa na América Latina).

As próximas etapas ocorrerão no dia 21 de outubro, (13:00 UTC – 16:00 UTC) e 18 de novembro (5:00 UTC – 08:00 UTC).

Podem participar da competição estudantes universitários ou profissionais da área que gostariam seguir uma carreira no time de engenharia do Google. A empresa espera contratar 50 novos profissionais para o time de engenharia que irão integrar a equipe de 130 profissionais que desenvolvem projetos que impactam bilhões de usuários ao redor do mundo.

Dentre os projetos liderados pelo time de engenheiros e engenheiras, estão iniciativas que envolvem a Busca do Google, como a busca por sintomas e a experiência de futebol na Busca, o aplicativo Family Link e o desenvolvimento de tecnologias para proteger os produtos do Google.

Para se inscrever no Kickstart acesse: https://code.google.com/codejam/kickstart/

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Um estudo concluiu que temos inclinação natural para perdoar, mostrando que a máxima "errar é humano" pode ser complementada com "...e perdoar também".

A pesquisa conduzida por cientistas das universidades de Yale, nos EUA, Oxford e College London, no Reino Unido, e International School for Advanced Studies, na Itália, feita com cerca de 1.500 pessoas que avaliaram o caráter e o nível de confiança de dois estranhos em uma situação específica observada.

No cenário observado, duas pessoas deviam dar choques em outra pessoa em troca de uma determinada quantidade de dinheiro. Uma delas se recusava, "O bom", enquanto a outra se importava apenas com o dinheiro, "o mau", e não estava nem aí para dar os choques.

A pessoa que se recusava a dar os choques era vista com boa impressão, ao contrário do que dava choques apenas pela grana. Só que quando o ganancioso resolvia não dar o choque, os participantes demonstravam uma capacidade de mudar de opinião muito rápido, até que ele desse o choque novamente e voltasse a ser "mau".

"Acreditamos que nossa descoberta revela uma predisposição básica para dar o benefício da dúvida a outras pessoas, até mesmo estranhos", diz Molly Crockett, uma das autoras do estudo. Essa conclusão explicaria também a insistência em relacionamentos ruins. "A mente humana é construída para manter relações sociais, até quando os nossos parceiros se comportam mal", explica.

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Geral
A traição que afastou a humanidade dos animais, na mitologia Khoisan

Uma das coisas mais fascinantes do povo africano é a riqueza das suas tradições e narrativas ancestrais. Se quiser conhecer um dos mitos mais antigos da humanidade, vem comigo, pois vamos entender um pouco Kaang, o deus da criação.

Esta história nasceu no ventre de uma das etnias, que podem ter raízes no florescer da nossa espécie (Sapiens). Os bosquímanos ou Khoisan tem origens que remontam talvez dezenas de milhares de anos.

Para eles, houve época em que pessoas e animais viviam sob a terra com Kaang (Käng), o Grande Mestre e Senhor de Toda a Vida. Neste tempo, pessoas e animais viviam juntos pacificamente e entendiam uns ao outros. Porém, toda essa vida acontecia debaixo da superfície.

Essa divindade conseguia assumir a forma de qualquer animal e aparecia frequentemente como um touro, um piolho, uma cobra, e uma lagarta. Dessa sua característica provém o respeito que aquele povo mantém com os animais.

Um dia Kaang decidiu construir coisas fabulosas para que a humanidade aproveitasse com os animais acima do subsolo. Ele criou uma árvore tão grande que seus ramos se estendiam por todo o país - árvores são símbolos do conhecimento e da conexão com o mundo para vários povos.

Na base da árvore havia um grande túnel, que foi por onde todos os seres vivos passaram para chegar à superfície. Essa relação de caverna e conhecimento, conforme explorado por Platão, já era discutido por mitos africanos há milhares de anos antes.

O povo Bantu também tem uma história sobre. Outro paralelo que também veio depois é com o mito da criação dos hebreus (Adão e Eva no paraíso), onde Deus havia criado o lugar perfeito para todos viverem em harmonia.

Após todo o seu trabalho, Kaang resolveu assistir seu mundo secretamente. Então avisou a todos para não fazerem qualquer fogueira ou um grande mal aconteceria a eles. Essa promessa não durou o primeiro pôr do sol. Quando a escuridão chegou, trouxe junto o medo.

Foi a primeira vez que não podiam ver, como enxergavam na luz. A temperatura começou a cair e o desespero aumentou. A primeira coisa que fizeram foi uma fogueira. Por um tempo pareceu dar certo, mas os animais se assustaram com aquele fogo e correram para longe.

Se esconderam nas cavernas, florestas e montanhas. Esse era o grande mal que Kaang havia prenunciado. A amizade que todos os seres mantinham foi substituída pelo medo e isso fez romper a comunicação entre a humanidade e os animais.

Fontes: 1, 2 e 3

Imagem de capa: Welcome to africa por Roiuky https://www.deviantart.com/roiuky/art/welcome-to-...

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Segundo pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte a combinação de fome e raiva pode ser uma resposta emocional complicada envolvendo uma interação da biologia, personalidade e sinais ambientais.

"Todos nós sabemos que a fome às vezes pode afetar nossas emoções e percepções do mundo ao nosso redor, mas foi recentemente que a expressão "hangry", que significa mau humor ou irritação por causa da fome, foi aceita pelo Oxford Dictionary", disse a autora Jennifer. MacCormack, MA, do departamento de psicologia e neurociência da Universidade da Carolina do Norte.

Os pesquisadores realizaram primeiro dois experimentos on-line envolvendo mais de 400 indivíduos dos Estados Unidos. Os participantes foram apresentados a uma imagem projetada para induzir sentimentos positivos, neutros ou negativos. Então, foram então mostrados uma imagem ambígua, um pictograma chinês, e tiveram que classificar esta imagem em uma escala de sete pontos de agradável a desagradável. Os participantes também foram solicitados a relatar o quanto sentiam fome.

Os pesquisadores descobriram que os participantes mais famintos eram mais propensos a classificar os pictogramas chineses ambíguos como negativos, mas somente depois de primeiro serem preparados com uma imagem negativa. Não houve efeito para imagens neutras ou positivas.

No outro experimento, os pesquisadores pediram aos participantes, mais de 200 estudantes universitários, que jejuassem ou comessem de antemão. Todos os participantes foram convidados a participar de um cenário projetado para evocar emoções negativas. Pediu-se aos alunos que completassem um tedioso exercício em um computador que, sem o conhecimento deles, estava programado para cair antes que pudesse ser concluído. Assim, um dos pesquisadores entrava na sala e culpava o estudante pelo acidente do computador.

Em seguida os participantes foram convidados a preencher questionários sobre suas emoções e sua percepções da qualidade diante da situação experimental. Os pesquisadores descobriram que os indivíduos com fome relataram mais emoções desagradáveis, como se sentirem estressados e odiosos quando não estavam explicitamente concentrados em suas próprias emoções. Esses indivíduos também acharam que o pesquisador que conduzia o experimento era mais crítico ou severo. Os participantes que gastaram tempo pensando sobre suas emoções, mesmo quando com fome, não relataram essas mudanças nas emoções ou percepções sociais.

Esta pesquisa enfatiza a conexão mente-corpo, de acordo com MacCormack. “Nossos corpos desempenham um papel poderoso em moldar nossas experiências, percepções e comportamentos momento a momento - quer estejamos com fome ou cheios, cansados x descansados ou doentes x saudáveis”, disse ela. “Isso significa que é importante cuidar do nosso corpo e prestar atenção a esses sinais corporais e não descontá-los, porque eles são importantes não apenas para a nossa saúde mental a longo prazo, mas também para a qualidade do dia-a-dia de nossa experiência psicológica, relações sociais e desempenho no trabalho.”

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Pesquisadores da USP criam dispositivo que pode tornar as viagens de helicóptero mais seguras e silenciosas

Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP desenvolvem um dispositivo para reduzir a vibração produzida pelas pás dos helicópteros. O equipamento converte vibrações em energia elétrica aumentando a vida útil, velocidade, segurança e conforto da aeronave.

“Aeronaves de asas rotativas possuem níveis altos de vibração que causam desconforto e até danos à saúde de seus usuários. A fonte de vibração mais expressiva é a interação entre as pás de seu rotor principal e o ar”, afirma Marcel Clementino, integrante da equipe do projeto.

“Parte dessa vibração é transmitida do rotor principal para a fuselagem através das hastes de comando de passo, conhecidas como pitch links. “Os benefícios proporcionados pela redução dessas vibrações são bem conhecidos e incluem aumentar a vida útil da aeronave, reduzir os custos de manutenção”.

A proposta do projeto é incluir funcionalidades adicionais ao pitch link que, além de proporcionar o controle do comando da aeronave, como ocorre com o rígido tradicional, permitiria reduzir vibração e realizar a coleta de energia.

Chamado de SaPPL, o equipamento é dotado de uma estrutura eletromecânica flexível. O dispositivo possui um material piezelétrico (que atua na transformação da vibração em energia elétrica) chamado Macro Fiber Composite (MFC), acoplado a placas metálicas elásticas e a um circuito eletrônico.

A estrutura transfere os esforços mecânicos entre as pás do helicóptero e sua fuselagem. Ao girar, as pás vibram e essa vibração é transmitida ao pitch link. O dispositivo é capaz de aumentar a dissipação de energia de vibração ou modificar a rigidez efetiva do pitch link.

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