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Uma pesquisa da Universidade de Kingston, na Inglaterra, mostrou que manter a cama desarrumada é uma forma de acabar com os milhões de ácaros que vivem nela - isso ajuda a prevenir diversas alergias e problemas respiratórios.

Os ácaros precisam de calor e umidade para sobreviver. E, segundo o estudo, uma cama bagunçada tende a ser mais fria e seca do que uma cama arrumada, o que mata os bichos por desidratação.

O limite da bagunça: não arrumar a cama não é a mesma coisa que não trocar os lençóis, você deve ter esta prática para que os bichos não se reproduzam.

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Jaleco branco nem sempre foi padrão em hospital

Uma exposição na USP Ribeirão Preto traz uma revelação sobre os jalecos hospitalares. A cor branca nem sempre predominou no uniforme dos profissionais de saúde. A Escola de Enfermagem da USP promove a exposição Indumentárias do Cuidar: identidade da enfermagem brasileira entre 1890-1942.

Integrante das comemorações do Jubileu de Safira da EERP, o evento traz a evolução histórica dos uniformes utilizados em atendimentos de saúde, das cuidadoras e visitadoras sanitárias do século 19 até meados do século 20.

Segundo Luciana Barizon Luchesi, pesquisadora da área de História da Enfermagem da EERP, “a indumentária é uma história viva, é a possibilidade de dar apelo visual a algo, na maioria das vezes, somente encontrado na literatura.”

Ela destaca que a exposição é uma oportunidade de encontro entre passado e presente que provoca discussões, como as “consequências positivas e negativas da perda dos símbolos e ritos que envolviam a indumentária do enfermeiro em tempos anteriores.

“Pesquisadores apontam que as origens da indumentária do enfermeiro são remotas, com destaque para a Idade Média, quando a cristandade assume como dever o cuidado do enfermo e a indumentária do cuidador recebe grande influência dos hábitos das religiosas”, conta Luciana.

De acordo com a professora, o uniforme criado em 1860 e usado pela Escola Nightingaleana (da inglesa Florence Nightingale), com a capa azul e vermelha, influenciou vários países do mundo, inclusive o Brasil. “A Escola de Enfermagem da USP, na capital, usou modelo semelhante.”

Atualmente, é mais comum nos hospitais a utilização de uniformes brancos. Segundo Luciana, esse fato está relacionado aos avanços nos conceitos de higiene. “Optaram por modelos que fossem confortáveis e dificultassem a transmissão de doenças”, diz Luciana.

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O impacto de 13 Reasons Why na visão de jovens brasileiros sobre o suicídio

Lançada pela Netflix em março de 2017, a série 13 Reasons Why provocou debates na imprensa e na área médica sobre os possíveis efeitos de uma representação ficcional do suicídio em uma audiência predominantemente jovem.

Na série, a protagonista Hannah Baker grava áudios para seus colegas explicando porque tirou a própria vida - o bullying sofrido, a principal delas. Desde então, especialistas em saúde mental temem que jovens que assistem ao seriado imitem a personagem, por uma glamourização do ato.

Estudo da UFRGS analisou os impactos da série no Brasil. O fenômeno de reprodução suicida é conhecido como "efeito Werther" - referência à obra Os sofrimentos do jovem Werther, do escritor alemão Johann Goethe, que teria provocado um aumento nos suicídios após sua publicação, no século XVIII.

Na época, os jovens eram encontrados sem vida vestidos como o personagem ou com um exemplar do livro em mãos. No caso de 13 Reasons Why, somam-se ainda questões atuais. Nas últimas décadas, o suicídio tem se firmado como a terceira causa de morte entre adolescentes no Brasil.

Realizado por pesquisadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o estudo analisou respostas de 21.062 adolescentes para entender até que ponto a série pode ter influenciado o pensamento e o comportamento dos consultados.

No levantamento UFRGS, adolescentes do Brasil e dos EUA com idades entre 12 e 19 anos, foram questionados sobre ideação suicida antes e depois de assistir aos episódios - e também sobre a forma como passaram a encarar o bullying após acompanhar a história de Hannah Baker.

Entre os adolescentes sem sintomas de depressão ou pensamentos suicidas antes de ver a série, 4,7% responderam ter passado a pensar mais em tirar a própria vida, um número considerado "preocupante" pelos autores do estudo.

Naqueles mais vulneráveis - depressivos que já cogitaram o suicídio anteriormente - o aumento foi ainda mais expressivo: 21,6% tiveram mais ideação suicida após 13 Reasons Why. Por outro lado, nesse mesmo grupo, 49,5% disseram ter menos pensamentos suicidas após ver a série.

Outro resultado que chamou atenção dos pesquisadores foi o impacto sobre o bullying. Dos mais de 21 mil adolescentes, 41,3% disseram já haver praticado bullying. Mas depois de ver 13 Reasons Why, 90,1% deles afirmaram ter passado a fazer menos bullying.

"O estudo indicou que os efeitos da série são predominantemente positivos, especialmente na questão do bullying. Mas os 4,7% das pessoas que não tinham histórico de depressão e que passaram a pensar em suicídio nos preocupou”, diz Cristian Kileing, coordenador do estudo".

O suicídio é uma das principais causas de morte da população jovem no globo: a segunda na faixa etária entre 15 a 34 anos."Nada impede que se produza o conteúdo, mas com orientação, discutindo com profissionais, pais e professores sobre fatores de risco, prevenção, sinais de alerta".

Kieling também aponta onde 13 Reasons Why poderia ser melhor: "A série não mostra que existem formas de buscar ajuda e, além disso, detalha como Hannah se matou, o que não é recomendado". "Esconder o suicídio não vai fazer o problema desaparecer. Mas temos de ter cuidado ao retratá-lo”.

A Netflix incluiu um vídeo antes de cada episódio da segunda temporada de 13 Reasons, no qual os próprios atores fazem alertas de como procurar ajuda para os telespectadores que se sentiram abalados pelo drama de Hannah e de outros personagens.

*O Centro de Valorização da Vida (CVV) dá apoio emocional e preventivo ao suicídio. Se você está em busca de ajuda, ligue para 188 (número gratuito) ou acesse www.cvv.org.br.

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Perder um animal de estimação é tão ou mais doloroso do que perder um parente

Perder um animal de estimação é uma dor bastante intensa, mas há quem diga que é “apenas um cão”. Uma pesquisa confirmou que para a maioria das pessoas, a perda de um cão é, em quase todos os sentidos, comparável à perda de um humano amado.

Infelizmente, nossa cultura - rituais de luto, obituário no jornal local, serviço religioso - pouco nos ajuda a superar a perda de um animal de estimação e isso pode nos deixar envergonhados em expor a tristeza.

Se as pessoas percebessem quão forte é nosso vínculo com cães, essa dor seria mais aceita. Por que somos tão próximos deles? Para começar, os cães se adaptaram a viver com humanos nos últimos 10 mil anos - são os únicos animais que evoluíram especificamente para serem nossos amigos.

O antropólogo Brian Hare desenvolveu a “Hipótese de Domesticação” para explicar como os cães se transformaram de seus ancestrais – lobos – nos animais socialmente qualificados de hoje. Nosso relacionamento com eles é bom porque eles nos dão feedback.

Exames de ressonância magnética mostram que os cérebros de cães respondem aos elogios de seus donos tão fortemente quanto à comida – e para alguns cães, o elogio é um incentivo ainda mais eficaz do que o alimento.

Os cães reconhecem as pessoas e podem aprender a interpretar estados emocionais humanos. Estudos científicos também indicam que os cães podem entender as intenções humanas, tentar ajudar seus proprietários e até mesmo evitar pessoas que não cooperam com seus donos.

Por sua vez, os humanos respondem positivamente a tanta afeição, assistência e lealdade. Basta olhar para os cães para sorrirmos. Proprietários de cães são mais felizes em comparação aos donos de gatos ou a quem não possui animais de estimação.

A psicóloga Julie Axelrod apontou que a perda de um cão é dolorosa pois não é somente a perda de um animal de estimação. É a perda de uma fonte de amor incondicional, um companheiro que proporciona segurança e conforto, um ser que talvez tenha sido cuidado como uma criança.

A perda de um cão também pode atrapalhar seriamente a rotina diária do dono mais profundamente do que a perda da maioria dos amigos e parentes. Muitos donos programam suas rotinas em função do animal e mudanças na rotina é uma fonte de estresse.

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Você é daqueles que quando tem que fazer alguma coisa já pensa duas vezes e se puder não fazer vai lá e não faz? É a hora que a preguiça reina, mas ser preguiçoso não é de todo mal.

A Universidade da Costa do Golfo da Flórida explica que, os inteligentes, para compensar o esforço e o sacrifício de tanto pensar, reduzem a cota de atividade física diária.

Pesquisadores selecionaram 30 estudantes quem "pensavam demais" - escolhidos por meio de um teste preliminar - e analisaram junto a outros 30 estudantes que evitavam ao máximo o ato de pensar.

Os 60 estudantes colocaram um acelerômetro no pulso durante sete dias. De segunda a sexta, os “pensadores” realizavam muito menos atividade física que os “não pensadores”, só durante o fim de semana o esforço físico de ambos os grupo se igualava.

Se o sofá te chamar, a cama não deixar você sair, aquela série tiver que ser maratonada num sábado a tarde, mesmo com um monte de atividades para ser feita, você já tem uma desculpa para quem chamá-lo de "preguiçoso".

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Acredite se quiser: cereal matinal surgiu para evitar a masturbação

O sobrenome do médico John Kellogg virou sinônimo de café da manhã por conta do cereal. Mas poucos sabem que ele era adepto de uma forma particularmente radical de puritanismo sexual. Devoto da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ele viveu um casamento de 40 anos sem sexo.

Kellogg acreditava que doenças e pecado andavam juntos: a decadência da alma causa a decadência do corpo. Desses vícios, um dos mais letais seria a masturbação. Chegou a catalogar 39 sintomas de quem se masturbava, incluindo acne, má postura, epilepsia e palpitações.

Para ele, as tentações podiam ser amenizadas pela indução de um estado mental “saudável” - o fim dos desejos passava por uma dieta sem carne e sem sabor. Ao trabalhar num sanatório, Kellogg dedicou-se ao tema usando alimentos sem graça para tentar inibir a libido. Como o milho puro.

Uma das versões da história relata um erro do irmão mais novo do dr. Kellogg: Will Feith teria esquecido no forno, em 1894, uma maçaroca de milho a ser servida aos pacientes. Os dois trituraram tudo e obtiveram flocos. Sucesso! Não tinha a menor graça. Corpos e almas seriam salvos.

Em 1897, eles criaram a Kellogg Company. Ele tinha outra ideia para o cereal: adicionou açúcar, tornando o produto mais excitante. A ideia de John Kellogg foi pervertida: sucrilhos nunca curariam ninguém do mal manual. E os irmãos nunca mais se falariam.

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Mulheres são mais confiáveis em cargos de liderança, aponta estudo

A presença de mulheres na liderança pode fazer com que as empresas sejam mais diversas, inovadoras e com maior crescimento a longo prazo. Uma nova pesquisa descobriu outra vantagem da igualdade no topo: executivas apresentam menos desvios de caráter em relação a seus colegas homens.

Mulheres têm perfis de personalidade menos propensos a desvios de conduta que resultam em potenciais riscos para as organizações, de acordo com a Pesquisa Perfil Comportamental de Executivos: homens versus mulheres, elaborada pela HSD Consultoria.

Participaram da avaliação comportamental 3,5 mil profissionais brasileiros, com cargos de comando em médias e grandes corporações entre 2014 e 2017. Para azar das empresas, somente 26% eram mulheres.

Segundo a pesquisa, de todas as pessoas que participaram do processo, 27% apresentaram desvio de caráter. Entre as mulheres em cargos executivos, 20,77% demonstram o problema. Já o percentual dos homens é maior, de 29,2%.

A HSD avalia perfis comportamentais de executivos desde 2000, mas esta é a primeira vez que a consultoria segmenta os resultados por perfis de gênero. O estudo é feito por meio de entrevistas individuais e da aplicação de um conjunto de testes psicológicos e de inteligência.

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Precisamos de R$ 25 mil por mês para sermos felizes, aponta estudo

Dinheiro traz felicidade? Um estudo pesquisou qual a quantidade de dinheiro que as pessoas precisam para serem felizes. Segundo os pesquisadores,o valor é muito menor do que se imagina. Há um limite para o benefício trazido pelo dinheiro e o local onde se vive influencia nisso. “Isso é surpreendente, já que o que vemos na TV e aquilo que os publicitários nos dizem é que precisamos de mais dinheiro para sermos felizes”, diz Andrew Jebb, autor do estudo e pesquisador do Departamento de Psicologia da Universidade Purdue, nos EUA.

Os dados da pesquisa mostram que há um limite a partir do qual o dinheiro não influi mais na felicidade das pessoas. Os autores do estudo usaram dados do Gallup World Poll, que ouviu mais de 1,7 milhão de pessoas de 164 países diferentes com idades a partir dos 15 anos. Os participantes responderam a perguntas sobre o nível de satisfação, bem-estar e sobre o poder de compra que gostariam de ter na vida. Os resultados mostraram que “o ponto ideal de satisfação com a vida se situa nos R$ 306 mil e nos R$ 193 mil a R$ 241 mil anuais para o bem-estar emocional”.

A satisfação é descrita por Jebb como “o ponto além do qual não se ganha mais felicidade com o incremento de renda”. A razão é que o dinheiro supre necessidades básicas, como pagar contas e comprar comida. Cumpridas essas metas, as pessoas são “movidas por comparações sociais que, em última instância, podem diminuir o bem-estar”, dizem os cientistas. O valor de mais satisfação associado à renda está na Austrália R$ 400 mil). Já na América Latina e Caribe o valor é de R$ 112 mil. Ou seja, quanto mais rico o país, mais o dinheiro importa, pois nos comparamos com os semelhantes.

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Estudo revela dieta da múmia de gelo mais antiga do mundo

Em 1991, um grupo de turistas alemães passeava pelos Alpes italianos, quando se depararam com um corpo congelado. Batizado de Otzi, o corpo encontrado, também conhecido como homem de gelo, é a mais antiga múmia naturalmente conservada já registrada, com cerca de 5,3 mil anos de idade. Recentemente, pesquisadores publicaram um estudo na revista Current Biology com uma análise em profundidade do conteúdo do estômago de Otzi. Isso permite uma visão rara sobre os antigos hábitos alimentares de nossos ancestrais. [more}

Ao reconstituir a última refeição do homem de gelo, os cientistas descobriram que ele tinha uma alta proporção de gordura em sua dieta, além de carne selvagem de íbex (um mamífero similar a uma cabra) e veado, trigo selvagem e vestígios de samambaia tóxica ", disse Frank Maixner, do Instituto Eurac de Pesquisa de Estudos da Múmia em Bolzano, Itália, ao Phys.org. A análise só foi publicada agora porque os cientistas não conseguiam identificar o estômago do homem de gelo - o órgão havia” sumido” durante o processo de mumificação. Em 2009, seu estômago foi descoberto durante um exame de tomografia computadorizada e, assim, o conteúdo pôde ser analisado.

Os pesquisadores combinaram abordagens moleculares microscópicas e modernas clássicas para determinar a composição exata da dieta de Otzi antes de sua morte. A abordagem de amplo espectro permitiu que fizessem inferências baseadas em antigos DNA, proteínas, metabólitos e lipídios. A fonte de gordura mais provável é o tecido adiposo do ibex. Metade do conteúdo do estômago de Otzi era composto de gordura adiposa. Os pesquisadores dizem que a dieta faz faz todo sentido", dado o ambiente alpino extremo em que o homem de gelo viveu e onde ele foi encontrado.

"O ambiente alto e frio é muito desafiador para os humanos, requerendo o fornecimento ideal de nutrientes para evitar perda de energia. O homem de gelo parecia ter consciência de que a gordura é uma excelente fonte energética", diz Albert Zink, também do Instituto de Pesquisa Eurac para Estudos da Múmia. A análise indicou que a carne selvagem foi consumida fresca. Já a presença de samambaia tóxica pode ser explicada por problemas intestinais causados por parasitas e Otzi tenha tomado a samambaia como remédio. Ou ele usou as folhas para embrulhar alimentos e ingeriu esporos tóxicos sem querer.

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